Por , 21 de agosto de 2002 21:45
Ao ver duas edições tão diferentes nas bancas, com certeza
você vai ter a sensação de déjà-vu, que, para que quem não sabe fique sabendo
agora, é aquela sensação de que algo que deveria ser novo já foi vivenciado.
Mas, também, por culpa dos autores dos mangás, e um pouco por parte das
editoras, não é prá menos.
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dizer que a gente xingou alguém
No caso de Inu – Yasha por exemplo, a sensação é tão grande que
talvez só encontre explicação satisfatória se começarmos já pela analise do
layout da capa. Acreditem, graças ao pequeno espaço deixado para a ilustração
de capa, eu tenho dois números 1 dessa série em casa. Dado o tamanho da capa,
bem que o projeto gráfico da JBC podia ser mais claro para a capa, ao menos …
mas, enfim … Se fosse apenas isso, tava bom. A verdade é que Inu – Yasha nada
mais é do que uma hábil reciclagem de “n” clichês presentes em obras anteriores
da autora Rumiko Takahashi e nas aventuras no velho estilo
“garota-viaja-para-outro-tempo-ou-outro-mundo-e-passa-apertos-nas-mãos-de-um-antipático-poderoso-que-na-verdade-é-o-grande-amor-da-vida-dela”.
Ufa! Grandes clichês exigem grande habilidades para serem manipulados.
Felizmente a senhora Rumiko tem isso, de sobra. Competente em cada linha e
traço, é graças a Rumiko Takahashi que essa edição onde se apresenta o dilema
da destruição da Jóia das quatro almas não se torne insuportável. Muito pelo
contrário, Inu – Yasha é agradável e interessante, apesar de não trazer nada de
novo.
Talento também não falta a Takehiko Inoue, o autor de
Vagabond e, como ficamos sabendo graças à entrevista no fim da revista, do
consagrado Slam Dunk. O que parece ter faltado foi um pouco de bom senso por
parte da Conrad ao lançar essa obra como algo diferente e realista. Ao longo
das páginas de Vagabond, de toda a série até aqui, e na entrevista de Inoue,
fica claro que Vagabond não tem compromisso algum com a realidade, nem mesmo
com a obra que a inspirou. Quem comprou Vagabond esperando por lutas realistas,
vai se decepcionar com esse número carregado de clichês dos mangás de luta.
Certamente, é o caso de se comprar gato por lebre. Vagabond não apresenta,
assim, nada do que se esperava para a série. O que sobra então? Infelizmente, é
coisa que a série ainda não respondeu.
Marcus Winicius, a novidade foi dar na praia