Abrindo a caixinha de dinheiro – Minha experiência com boo-box
Imagine a seguinte situação: Seu principal sapato de trabalho já está com mais furos do que o roteiro da segunda temporada de Heroes, então você resolve que é hora de quebrar o porquinho e ir comprar um sapato novo. Chegando na loja, olha daqui, olha dali, encontra um modelo que gostou, e pede para aquele vendedor que está te seguindo desde que você entrou pegar, para você “dar uma olhadinha”. Ele volta, só com aquele sapato, você experimenta, e…. que droga! Ficou apertado no dedão, ou nos lados, ou no calcanhar, ou tem alguma coisa que você não gostou! Até dava pra voltar pra vitrine e procurar outro modelo, mas o tempo é curto, né? Assim, você decide deixar para comprar em outro dia, talvez em outra loja.
Agora, imagine o mesmo cenário, mas com uma diferença básica: o vendedor não traz apenas um sapato, mas sapatos. Ou seja, baseando-se em alguns critérios (cor, modelo, marca, estilo, sua cara de pobre, etc.), o vendedor escolheu alguns outros modelos, pra você dar “uma olhadinha”. Opa, aquele que você queria não ficou muito legal, mas aquele outro ficou, e vejam só, é até mais barato! Hm, mas aquele outro também é legal, e agora? O Sr. dá desconto moço? Dá? E parcela a perder de vista? Legal, então embrulha os dois, vou levar!
Perceberam o conceito? Ao dar ao comprador o direito de escolha, é possÃvel garantir que, mesmo que ele não leve o modelo “principal”, ainda possa dar uma olhada em outros modelos parecidos e de repente se interessar por eles. Embora eu pessoalmente tenha problemas com a maneira que o cidadão-comum faz as suas escolhas, o método funciona algumas vezes. E não só com sapatos.
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