Você presta atenção em todo mundo num bar? Então por que precisa fazer o mesmo no Twitter?

Por , 31 de março de 2009 16:26

Hoje A CrisDias levantou a bola no Twitter e logo depois extendeu a discussão até o blog dele, em um daqueles posts que eu adoraria ter escrito: Se você segue 10 mil pessoas no Twitter você está enganando 10 mil pessoas. E justamente por isso, não pude deixar de dar meus dois cents sobre o assunto.

Explicando rapidamente: em algum momento alguém percebeu que, se você dissesse que é falta de educação não seguir as pessoas que te seguem no twitter, poderia perfeitamente obter mais e mais followers se começasse a seguir várias pessoas. Ou seja, se eu te sigo, você tem obrigatoriamente que me seguir de volta. Se não o fizer, é chato, feio, bobo, não entende mídias sociais, tem cara de mamão e vai tomar unfollow.

E qual a razão dessa prática? Simples: definiram que a relevância do Twitter deve ser medida pela quantidade de pessoas que te seguem. Você só é seguido por 1000 usuários? Então você é menos importante que aquele outro que é seguido por 1001. Ou coisa assim.

O que eu não consigo entender por que diabos resolveram utilizar uma métrica de relevância que pode perfeitamente ser fabricada. Se você seguiu alguém e ela te seguiu de volta, é porque ela considera que o que você escreve é interessante, ou está apenas tentando ser cortês e garantindo que você não deixe de segui-la?

Nesse segundo exemplo, qual a importância? Uau, você aparece em rankings, dá palestras, entrevistas, workshops. Mas não usa o twitter pra nada, já que é impossível acompanhar um ambiente com mais de 1000 pessoas falando ao mesmo tempo, sobre assuntos completamente diferentes.

Eu encaro o Twitter como uma roda de bar gigante, ou uma festa com milhares de pessoas. E, como exercício, tente no próximo #nob (ou qualquer coisa do tipo) escutar o que TODOS conversam. Até mesmo os que estão na mesa. Pegue até mesmo aquele casalzinho sentado ali no fundo do bar e fique ouvindo o que eles falam. Você vai perceber que é impossível, o ruído é demais e você perde o foco de qualquer assunto.

Agora, imagine se você chega pra todo mundo que está conversando e solta “Galera, estive ouvindo todos vocês, agora vocês tem a obrigação de me ouvirem falar!” – Mais alguém pensou “loser“?

É isso o que acontece quando você passa a seguir muitas pessoas no Twitter. Você não consegue mais achar o foco. O ideal, assim como no barzinho, é reunir-se em pequenos grupos, e assim poder focar no que está realmente rolando. A conversa não está muito animada, ou tem um grupinho ali do lado que parece ter uma conversa melhor? Peça licença, pegue seu copo de cerveja, e vá pra lá. Eventualmente, você acabará passando por vários grupos diferentes. Talvez até volte pro grupinho original.

“Pô, mas aí não serei o centro das atenções” – Cara, sério: se você é legal e consegue dominar um assunto interessante, as pessoas vão parar para te ouvir. Simples assim. O que deveria ditar relevância numa rede como o Twitter é a sua capacidade de atrair pessoas à sua volta pelo seu carisma, não por atalhos.

O que diferencia uma pessoa que te segue apenas para ser seguido de volta de alguém que te manda um email “Oi, te linkei no meu blog, me linka de volta aí, na camaradagem. Se não quiser, beleza, mas aí tiro o seu link de lá…”? Nada.

O que diferencia alguém que usa atalhos para obter uma certa “relevância” no Twitter de alguém que prega “Vamos todos nos linkar, assim a gente ultrapassa os que estão no topo do BlogBlogs“? Nada. Os valores foram manipulados, ponto. Qualquer um que esteja por dentro do esquema sabe que essa relevância foi manipulada.

Eu, pessoalmente, gosto de manter o número de pessoas que sigo em um número baixo, obtendo assim um twitter mais focado nos meus interesses e necessidades. E, assim como interesses mudam e amizades idem, é natural que eu deixe de seguir / passe a seguir uma certa quantidade de pessoas com frequência. Quando rola algo que realmente interessa, procuro tags ou usuários no search. Precisa ser diferente? Seguir milhares de pessoas vai me tornar mais relevante? Não sei, mas tenho um certo orgulho no meu número ‘pequeno’ de leitores. São poucos, mas foram obtidos à custa de muitas twittadas legais. ;)

PS: Já temos o “melinkaqueeutelinko” e o “vamossubirnoranking“. O que mais veremos no Twitter, se isso continuar? Na opinião deste que vos fala, a evolução natural são os selos e memes. Abaixo, um exemplo das imagens que você poderá brevemente encontrar no Twitter de alguém:

selo1

selo2

Drops rápido de retorno às atividades

Por , 25 de março de 2009 12:37

Você sabe que está com sérios problemas quando precisa se explicar para os leitores sobre a falta de atualizações no blog…

Eu poderia dar milhões de explicações diferentes, mas resumidamente o que rolou foi um perrengue danado envolvendo a necessidade de me mudar, a corrida desesperada atrás de uma nova moradia e alguns freelas que demandavam urgência. Felizmente já está (quase) tudo acertado, principalmente graças à ajuda vital da minha namorada, que sacrificou várias horas de sono lendo classificados, e muita sola de sapato indo visitar apartamentos quando eu simplesmente não podia ir pessoalmente ao local. Palmas pra mulé, e pra minha irmã, que, ao estilo dos bons e velhos animes clichezentos, chegou na última hora possível e gritou “Moero! GuraveHaato-chan!”, permitindo que eu conseguisse vencer a etapa final da burocracia locatária. :D

E, voltando à programação normal… mini posts que ficaram parados pela falta de tempo, e que perderam o direito de virar posts de verdade:

- Dia 30/03 é o dia de estar falando como operador de telemarketing, dia criado no ano passado para estar rindo dos vícios de linguagem (e atendimento) dos serviços de telemarketing. Estejam participando, é de graça e vocês ainda terão direito a muitas risadas durante um período de seis meses, sem qualquer custo adicional! :P

- Sim, o Twitter saiu na capa da Época, e o #mimimi já começou, milhares de usuários preocupadíssimos de que o serviço “deles” virará um novo Orkut. Notícia procês: Twitter != Orkut. No Orkut você não pode escolher facilmente o que lê ou recebe. No twitter, você escolhe o que quer ver. E, se alguém te incomoda, é só bloquear. “Ah, mas serão MILHÕES de usuários utilizando O MEU SISTEMA e fazendo o Twitter baleiar! Isso NÃO PODE acontecer!” – Na boa? Acordem! Para um serviço do porte do Twitter, que está aos poucos mudando a forma de se informar (e de se manter informado) na internet, é obrigação deles garantir que o sistema funcione, mesmo que a base de usuários aumente em alguns milhares de usuários. Deixem de ser elitistas, faz favor. :)

- Ainda sobre a popularização do Twitter: O FoxTrot fez uma tirinha mágica sobre as vantagens de ter uma mãe que usa o twitter. Obrigatório.

- Falando em imagens, encontrei essas duas pequenas pérolas sobre Calvin & Haroldo que me achou a atenção. Poéticas ao extremo:

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Infelizmente desconheço o autor das duas imagens. Se alguém souber, fico agradecido. :)

- Ainda sobre nostalgia, semanas atrás realizei um antigo sonho e consegui migrar parte do meu antigo (mesmo, coisa de 2002, 2003) site sobre mangás, o AnimePoint. Infelizmente, o backup que encontrei não continha todos os textos, mas foi uma felicidade poder recuperar essas informações que tanto me deram relevância na meritocracia informal do mercado editorial brasileiro anos atrás. Você pode conferir os posts na categoria AnimePoint. :)

- Aproveitei uns cinco minutos vagos na semana passada e criei o Instant Alborghetti – Ainda está alfa, mas vale a pena mandar pros amigos chatos ou acessar quando te mandam uma tarefa em cima do prazo final…

- A minha oficina no Campus Party foi boa, pude falar para várias pessoas, tanto entusiastas quanto empresários sobre as melhores ferramentas para criar blogs, e como administrá-los. Apesar do tempo corrido (1 hora é muito pouco para REALMENTE falar de boas ferramentas para blogs) a oficina foi bem elogiada, apesar da minha timidez e nervosismos gritantes. Para quem perdeu a oficina (e um amigo), a apresentação pode ser vista no SlideShare:

- Com a crise, os gastos com a mudança e o aumento na minha relevância blablabla, resolvi abraçar meu lado capitalista safado sem-vergonha anti-ético de vez, e começar a usar não uma, mas DUAS lojas virtuais: A boo-shop e a lojinha do Graveheart, montada a partir do script do Secundum.

- Hajime no Ippo – New Challenger tá melhor que a vida. Ponto.

Como permitir que qualquer autor em seu blog possa postar vídeos do youtube (e outros códigos)

Por , 17 de março de 2009 13:00

Então, você ficou responsável pela implantação de um blog corporativo, rodando WordPress, onde vários (dezenas, centenas, milhares) de usuários teriam diferentes niveis de acesso. O problema: autores (aquele povo que pode publicar e editar apenas os próprios posts) não podem publicar vídeos do youtube ou qualquer outro tipo de vídeo ou animações em flash. Nem mesmo alguns tipos específicos de tags HTML.

(Insira um sinal de alarme aqui. Tipo aquele barulho de quando a escotilha está para explodir em Lost)

A situação é crítica e, advinha só, a bucha é sua. O problema é simples: usuários com nível de acesso de autor não podem usar certas tags html. A solução não é tão simples assim. Sozinho, o WordPress não tem uma ferramenta que permita alterar os niveis de acesso. E o post TEM QUE ir ao ar com o vídeo, e o usuário NÃO PODE deixar de ser um autor.

Se você já passou por esse problema, e não encontrou solução simples, saiba que há um plugin que resolve seu problema: O Role-Manager permite alterar os níveis de acesso pré-definidos pelos WordPress, e até mesmo criar novos. Ou alterar as permissões usuário por usuário, se você assim quiser. O plugin perfeito para blogs corporativos, ou com grande quantidade de usuários.

E como funciona?

Primeiramente, baixe e instale o plugin (estou supondo que você no mínimo sabe como fazer isso). Depois vá em Usuários > Roles e você terá uma tela com todos os níveis já existentes, assim como suas respectivas permissões. Vá até as permissões de autores:

userrole

Para poder postar vídeos, é só marcar a opção que está assinalada com um lindo tom de azul na imagem acima (Unfiltered HTML). A partir daqui, já será possível que os usuários postem vídeos. Aliás, será possível que eles postem QUALQUER tag HTML, sem qualquer tipo de verificação. Ou seja: muito cuidado ao habilitar essa função.

De qualquer forma, é possível habilitar essa (ou qualquer outra) permissão usuário por usuário, o que dá mais segurança (embora gere muito mais trabalho). Perceba também que é possível habilitar QUALQUER permissão para QUALQUER nível de acesso com esse plugin.

Só tome cuidado para não criar uma verdadeira Babel com permissões e níveis de acesso. Lembre-se: você AINDA é responsável pelo sistema. :P

E se Watchmen tivesse virado um desenho?

Por , 5 de março de 2009 10:54

watchmen_cartoon

A década de 80 (e o início da década de 90) foi uma época engraçada para os cartoons: QUALQUER COISA virava desenho, mesmo que fosse um filme ultra violento. Rambo? Confere. Robocop? Confere. Godzilla? Tá lá. E continua.

Estranhamente, Watchmen não sofreu desse mal, permanecendo “imaculado” até 2009, com o lançamento de um filme que vem dividindo opiniões.

watchmen_cartoon2

E é aí que entra a internet: Um usuário do NewGrounds montou uma animação, recheada dos mais deliciosos clichês (Só na primeira olhada, já vi Tartarugas Ninja, Scooby-doo, Jen, Transformers e outros) mostrando como seria a abertura de um desenho dos Watchmen na década de 80. Personagens suavizados, piscadinhas para a tela, animais falantes, e tudo o mais. Provavelmente, a coisa mais engraçada das últimas horas!

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Vale a pena uma olhada – só tome cuidado para não viciar na música chiclete. (dica do @filipekiss)

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