Estamos em Manutenção

comentários Comentários desativados
Por , 28 de abril de 2009 11:36

servimos-bemUma série de problemas com o banco de dados, incluindo um atraso de até 24 horas na atualização do feed, me motivou a reinstalar o blog do zero, mantendo apenas os posts e comentários. Até aí, normal: são quase três anos de blog, três importações gigantes de arquivos antigos de outros blogs, e sei lá mais o quê que eu já fiz no BD. Em algum momento, ele ia apitar….

Ainda estou fazendo todas as configurações necessárias para deixar o blog igual, e garantir que o Google não me considere feio, bobo, e com cara de mamão. Se alguém sentir algo errado no sistema, favor avisar.

Estamos em reforma para melhor atendê-lo. Servimos bem para servir sempre.

Problemas aparentemente resolvidos, blog muito mais leve, e consegui economizar uns OITO MEGAFUCKINBYTES do banco de dados. Avisem sobre qualquer problema. Grato.

Artes Marciais X Mangá, Anime e Games

Por , 27 de abril de 2009 18:24

Dias atrás, enquanto limpava meu HD para instalar o Windows 7, encontrei uma pasta com arquivos que eu julgava perdidos: vários backups e originais da época em que eu mantinha o Anime Point com a ajuda de um grande amigo. O post abaixo é um texto escrito a quatro mãos, em 2000~01, sobre artes marciais em animes e games. Como ainda não perdeu a validade (apesar da maioria dos jogos e animes já ter mais de 10 anos de idade…), e o texto é REALMENTE bom, resolvi republicar aqui, com algumas pequenas alterações. Enjoy!

Uma coisa pela qual as produções japonesas, sejam mangá e animê, não costumam primar é pelo apuro científico. Ou, melhor dizendo, pelo uso de uma coisa que alguns escritores costumam chamar de pseudo-ciência, que consiste em “explicar” através de teorias pouco conhecidas ou obscuras poderes e fenômenos fantásticos em uma história. Por exemplo, a imensa maioria dos “mechas” criados no Japão é cientificamente impossível, seja por uma questão de peso, energia necessária para movimentar uma estrutura do tamanho de um prédio, armamentos mirabolantes, ou, o que é mais comum, por tudo isso junto e um pouco mais.

Turma

Ao lado: Cavaleiros do Zodíaco[bb] – Jovens japoneses canalizando uma energia universal através de técnicas marciais para proteger uma deusa grega … Dizendo assim dói, não? Além do grau normal de fidelidade da maioria das produções japonesas para com artes marciais, Cavaleiros ainda altera o nome de ki para cosmo. Exemplo perfeito de como tentar parecer novo e dispensar alguns dias de pesquisa. Já no ocidente, poderes de super-heróis são explicados como poderes vindos de mutação genética, “acidentes” com radiação ou armaduras entupidas de tecnologia. É claro que esses poderes são tão ou mais impossíveis que os “mechas” japoneses, mas é quase certo que após uma descrição das habilidades do herói, vem uma explicação de como elas funcionam, usando elementos de pseudo-ciência, como por exemplo “minhas mitocôndrias absorvem energia solar e a acumulam permitindo que eu dispare rajadas de energia“, ou, “atravesso paredes alterando minha densidade“, ou ainda “a eletricidade estática é que me faz grudar nas paredes“. Por mais furada e estapafúrdia que seja a teoria, não são raras as vezes em que tal artifício acaba gerando interesse na ciência real. Não são raros os fãs de quadrinhos e desenhos americanos que já sonharam em se tornarem cientistas por exemplo. Poucos levam essa idéia a diante, é verdade, mas esse interesse gerado pela pseudo-ciência não é a única contribuição dela. Algumas vezes as idéias inicialmente absurdas dela são revistas anos depois com mais tecnologia disponível para realizá-la, e um dos maiores exemplos disso é o famoso relógio de comunicação que o detetive Dick Tracy usava nos anos trinta, coisa que volta e meia empresas tentam tornar prática. A atitude dos autores japoneses de desprezar a pseudo-ciência pode até ter alguma lógica no que se refere a ficção científica. Afinal de contas, para que perder tempo tentando explicar o inexplicável, e não apelar simplesmente à fantasia e à imaginação? O problema é quando essa atitude de fantasiar tudo sem uma pesquisa mais séria transborda para outros gêneros, como os mangás e animês de luta por exemplo. E isso não é apenas uma demonstração de preguiça ao não se pesquisar fundamentos e filosofias das artes marciais. É perigoso à medida em que dá uma noção errada e distorcida de como são e estão as artes marciais hoje. Em geral, as motivações dos personagens desse gênero de histórias se resumem a apenas angariar mais e mais poder para derrotar o maior número possível de inimigos em menos tempo, o que não corresponde ao objetivo principal das principais artes marciais hoje. Aliás, o que nunca foi o objetivo de arte marcial nenhuma.

Origens das Artes Marciais

sfa3-142331 Ao lado: Ryu, principal personagem da série Street Fighter[bb] aplica um golpe na lutadora Rainbow Mika. Ok, tá certo que liberdades podem e algumas vezes devem ser tomadas em nome da diversão, mas existem limites. Ryu é mostrado como um mestre em sua arte, o Karatê Shotokan, um praticante introspectivo e que deseja refinar e melhorar suas habilidades de combate ao máximo. E é ai que está o problema – ele é apenas isso, alguém que esta em seu máximo fisicamente e ainda quer mais poder, acumulado através de repetidos combates. Tudo o mais que compõe a prática de uma arte marcial é posto de lado. Isso sem falar que o gancho, ou uppercut, é um golpe que não existe nesse estilo de Karatê …

Para entender o que se está tentando dizer, basta analisar as lendas que cercam as origens das artes marciais. O Kung-Fu[bb], por exemplo, teria se originado de uma viagem de um monge budista indiano à China, Bodhidharma. Bodhidharma teria feito uma peregrinação ao Templo Shaolin da província chinesa de Honan, e ali se hospedado. Ao perceber que seus anfitriões estavam fracos e sem muita saúde física devido ao enorme tempo que gastavam em meditação, o monge resolveu ensinar-lhes técnicas de combate de uma casta de guerreiros indianos chamada Kshatriya, para lhes dar algum condicionamento físico. A partir dai, esses monges iriam aperfeiçoar o que haviam aprendido com Bodhidharma por séculos, desenvolvendo o que hoje conhecemos como Kung-Fu, através da observação do movimento de animais e da filosofia budista. A viagem de Bodhidharma teria dado origem à outras duas artes marciais. O Kung-Fu acabaria influenciando nativos da ilha japonesa de Okinawa, que acabaram por desenvolver o Karatê como forma de auto defesa. Tendo origem em pleno Japão Feudal, em uma época em que portar espadas era proibido a quem não fosse samurai, o Karate era uma forma dos habitantes de Okinawa se defenderem com as mãos limpas ou com instrumentos de trabalho rural que poderiam ser usados como armas simples, como pequenas foices e bastões. Ao mesmo tempo que em Okinawa se desenvolvia o Karatê, a região que hoje constitui as Coréias do Norte e do Sul se encontrava dividida em três reinos em constante guerra. Através de influências de praticantes de Kung-Fu chineses, um grupo de aristocratas e militares de um dos reinos criou um grupo de guerreiros que se chamou Hwa-Rang-Do. Estudiosos de diversas formas de combate, como esgrima e arco e flecha, os Hwarang, como ficaram mais conhecidos, também desenvolveram técnicas de combate desarmado chamadas Tae-Kyon, que dariam origem posteriormente ao Tae Kwon Do moderno. Graças aos esforços dos Hwarang, a Coréia foi finalmente unificada. O lema dos Hwarang talvez seja uma das melhores formas de entender o que realmente significa praticar artes marciais. Seu lema era “Obediência ao rei, respeito aos pais, lealdade para com os amigos, nunca recue ante o inimigo, somente matar quando não houver alternativa“. Mais do que instrumentos de combate que visem adquirir a supremacia em um combate, artes marciais são uma filosofia de vida, um método de crescimento físico e espiritual, criado com objetivos muito diferentes do que subjugar um oponente e conseguir poder pura e simplesmente. Até em artes marciais de origens mais recentes, como o Judô e o Aikidô esse princípio é bem visível. O Judô é mundialmente reconhecido como esporte, e, desde sua fundação pelo Professor Jigoro Kano no fim do século passado, ele se preocupa em conciliar o treinamento físico com o crescimento mental do participante, enquanto que o Aikidô, criado por Morihei Ueshiba no início do século XX a partir da arte samurai conhecida como Daito-Ryu Aikijujutsu, tem na auto-defesa sua maior arma, sendo constituído em grande parte por técnicas de desarme, bloqueio e esquiva.

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Em saudosa memória, Geocities

Por , 24 de abril de 2009 13:54

supergirl-deathLembro ainda hoje o dia em que criei meu primeiro website – Era 1997, minha irmã tinha criado uma conta pra se conectar na internet (tudo vinha em um disquete, vejam só), e eu resolvi que teria uma homepage.

Depois de ler uma matéria na Info Exame mostrando como criar um ‘Website MATADOR em cinco minutos” mostrava lá: Geocities era o melhor dos hostings gratuitos testados, apesar da URL gerada ser bizarra. Na época, todos os sites no Geocities pareciam com endereços: era algo com estados, cidades, ruas, números e tal. Bizarro. Mas mesmo assim, fui lá e criei. Cara, eu tinha UMA HOMEPAGE!

Abri meu Frontpage Express e comecei a bolar a página. Um frame do lado esquerdo, mostrando o menu, e o conteúdo do lado direito. Cada página com um layout diferente, mas até aí era normal na época. Em termos de conteúdo, era mais ou menos o que esse blog é hoje: uma bagunça – tinha uma seção de anime, quadrinhos, séries de TV, informática, e… poemas. Sim, eu fazia essas paradas, coisa e tal.

Na escola, eu era o cara. Pô, eu tinha uma HOMEPAGE, cara! Não funcionou pra pegar mulher, mas serviu para me dar alguma moral. Tá certo, eu tinha que andar com a URL anotada numa folha de papel, mas era legal mostrar pros amigos e parentes.

O resto, apelando para clichês, é história: do Geocities para um domínio próprio rodando Php-Nuke, para o blogspot, para largar tudo depois, para voltar nesse blog que vocês estão lendo. Ou seja: tudo começou lá, no Geocities. Era um serviço tosco, simples de tudo, rodava no máximo uns CGIs, mas para a época (final da década de 90) era um dos melhores hostings gratuitos existentes.

Engraçado como um site teve tanta importância não só na minha vida, mas na de várias pessoas. O Geocities foi o embrião não apenas para mim, mas para muitos blogueiros famosos (e outros nem tanto). E imagino que a maioria deve ter sentido a mesma tristeza e saudosismo que senti ao ver a notícia de que o Yahoo está gradativamente fechando o Geocities, com uma nota dizendo que o serviço poderá fechar até o final do ano. Triste. Sinto-me como se um velho amigo estivesse morrendo.

Não tenho nenhum backup do conteúdo que criei lá. Nem mesmo lembro o endereço. Muito menos o nome de usuário e a senha. Talvez ainda esteja tudo lá, do jeito que deixei, com os frames, o código porco que o Frontpage Express criava, e os textos que escrevi há mais de dez anos. O embrião do que eu viria me tornar, muito tempo depois. Uma pena que isso vai sumir em tão pouco tempo. Uma pena que o melhor hosting da época da “Web 0.1 beta” esteja morrendo, vítima da evolução natural da tecnologia. De supersite para criar sites MATADORES na web para elefante branco, e muito em breve para ser apenas um verbete qualquer na história da internet pré-histórica.

Vá com Deus, Geocities. Você ajudou a criar muitos dos que estão aqui hoje. E viverá sempre em nossos corações. :(

E como ficariam outros animes adaptados para o cinema americano?

Por , 15 de abril de 2009 17:16

Com a desgraça que foi Dragon Ball: Evolução, uma pergunta paira na mente dos fãs: como seria uma adaptação de outros animes famosos para o cinema americano?

Baseado em uma idéia original do Mushi-san, resolvi fazer um exercício mental e cheguei a seis ótimos plots para as próximas adaptações de mangás famosos para o cinema. Vamos a eles!

Evangelion Evolution

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Shinji é um garoto tímido que sofre bullying constante pelos colegas da escola, e é apaixonado pela sua colega Asuka. Um belo dia, ele descobre que seu pai, Gendou, que sempre esteve ausente, faz parte de uma organização secreta que utiliza robôs gigantes para combater uma ameaça alienígena (alienígenas, não anjos, veja bem) que destruirá a Terra no próximo alinhamento estelar se a Lança de Longinuss não for encontrada a tempo. Shinji começa a treinar, mas acaba criando altas confusões e sem querer quebra o robô da Rei Ayanami.

Em uma discussão com Gendo, Shinji diz que o odeia por nunca ter sido um bom pai, e foge da organização. Asuka e Rei tentam impedir os alienígenas sozinhas, até que Gendou encontra Shinji e diz que sempre o amou como filho, mas que ele o lembrava demais da esposa, que desapareceu misteriosamente durante um teste com os EVAs. Gendou diz a Shinji que sempre acreditou nele, e que ele é a última esperança da Terra. Shinji corre até o EVA, e tenta ajudar na luta contra os aliens, sem sucesso, até que é aparentemente derrotado enquanto protegia Asuka de um ataque.

Nesse momento, Shinji descobre que sua mãe ainda está viva dentro da unidade EVA, pois ela descobriu que a única forma de vencer o campo TA dos aliens seria com o Amor Verdadeiro. O amor de uma mãe. Shinji levanta-se triunfante e derrota todos os aliens. No final, ele ouve seu pai, aos prantos, dizendo que sempre acreditou em Shinji, e se despedindo da esposa. Corta para Shinji e Asuka em uma paisagem ao por-do-sol, se beijando com uma versão de ‘Fly me to the Moon’ cantada por Hannah Montana.

Naruto Evolution

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Naruto é um garoto tímido que sofre bullying dos colegas da escola e nutre uma paixão secreta por Sakura, uma das suas colegas de classe. Um belo dia, ele descobre que é descendente de um clã de ninjas e possui dentro de si um segredo que poderá destruir o mundo se cair nas mãos de um terrível vilão, Orochimaru. No começo Naruto duvida do seu papel como ninja, mas após uma conversa com Sakura, que diz que ele ‘deve acreditar em si mesmo e sua força interior’, Naruto começa a treinar arduamente. Enquanto isso, ninjas a mando de Orochimaru raptam Sakura, forçando Naruto a salvá-la. Durante o combate final, Orochimaru faz com que o poder da Raposa de Nove Caudas manifeste-se em Naruto, transformando-o em um monstro, que ataca tanto aliados quanto inimigos. Porém, ao atacar Sakura, Naruto lembra-se do amor que sente por ela, e volta ao normal, dizendo que é importante acreditar em si mesmo e na própria força interior. Naruto rapidamente derrota Orochimaru, beija Sakura, e vira amigo de Sasuke, o capitão do time de futebol do colégio, que não gostava dele.

Hokuto no Ken Evolution

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Kenshiro é um garoto tímido que sofre bullying dos colegas da escola e nutre uma paixão secreta por Julia, uma das suas colegas de classe. Depois de apanhar de Shin, que luta o estilo Nanto Seiken de Karatê, Kenshiro é treinado pelo jardineiro do prédio em que vive, virando mestre do estilo Hokuto Shinken de Karatê, uma técnica que ensina que o importante é não lutar, e justamente por isso usa técnicas de pontos de pressão para fazer com a pessoa perca a vontade de lutar e torne-se uma pessoa de bom coração.

Quando finalmente Kenshiro consegue se declarar para Julia, Shin aparece e dá mais uma surra em Kenshiro, utilizando sua técnica para causar queimaduras leves no peito do protagonista caso Julia se recuse a ir para o baile da escola com ele. Julia aceita, e parte com Shin. Kenshiro, percebendo que não é assim que se trata uma garota, vai até o baile e derrota um por um dos capangas de Shin, até a luta final, quando Kenshiro acerta um golpe certeiro em Shin, fazendo com que ambos tornem-se amigos. O filme acaba com Ken e Julia virando Rei e Rainha do Baile.

Bleach Evolution

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Ichigo é um garoto tímido que sofre bullying dos colegas da escola e nutre uma paixão secreta por Rukia, uma das suas colegas de classe. Ichigo tem poucos amigos, entre eles Chado, um mexicano forte e burro (mas com bom coração), Ishida, o nerd da turma, e Inoue, uma garota que usa roupas largas e óculos, a feia da turma (que lá pelo meio do filme tira o óculos e todo mundo descobre que ela é gatinha).

Um belo dia, Ichigo e sua turma descobrem que Rukia na verdade faz parte de uma organização secreta que luta contra os Hollows, monstros de outra dimensão que roubam a essência dos seres humanos, transformando-os em pessoas sem vontade de viver. Percebendo que tanto Ichigo quanto seus amigos são capazes de ver os Hollows, Rukia desperta o ‘poder oculto’ dos amigos para ajudá-la em uma árdua missão: em pouco tempo acontecerá um alinhamento entre dimensões, um evento que só ocorre a cada 5.000 anos, e se ninguém fizer nada o mundo será tomado pelos Hollows.

Inicialmente o grupo recém-formado começa bem, mas logo todos se separam por uma briga qualquer, deixando Rukia e Ichigo sozinhos na missão. Aos poucos, cada um vai descobrindo seu poder interior e o valor da verdadeira amizade, e voltam para ajudar os amigos quando Ichigo e Rukia estão quase derrotados. Recuperado e com os amigos por perto, Ichigo finalmente parte para a luta final contra o Hollow chefe, descobrindo que ele é parte Hollow, fruto de um caso entre um Hollow e uma humana. A principio controlado pelo seu lado monstro, Ichigo ataca os colegas, mas logo seu lado humano desperta com a força da amizade, e ele usa seus poderes Hollow para derrotar o vilão.

O filme acaba com todos juntos, olhando para o pôr do sol e prometendo proteger a Terra dali em diante, como os Shinigami Rangers.

Yu Yu Hakusho Evolution

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A mesma coisa do Bleach. Assim como no mangá, o que muda é basicamente o nome dos personagens.

Hajime no Ippo Evolution

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Ippo é um garoto tímido que sofre bullying dos colegas da escola. Um belo dia, ele é salvo de uma surra por um lutador de boxe e acaba indo parar no ginásio onde ele treina. Aos poucos, Ippo começa a treinar boxe e vai aos poucos aprendendo a confiar em sua força interior, até que ganha um campeonato e vira o cara mais popular da escola. Ei, pera lá…. É ASSIM MESMO NO ORIGINAL!

DragonBall, a prova de que a Evolução nem sempre é para melhor

Por , 13 de abril de 2009 12:39
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"Diretor, meu pagamento cai segunda, né? Tá dificil me motivar aqui pra essa cena..."

Lembro exatamente quando o filme live-action do Street Fighter[bb] foi lançado nos cinemas. Depois de semanas sem dormir direito pensando no filme, saí correndo da escola e fui direto para o shopping. Eu simplesmente não queria apenas ver o filme no dia da estréia: eu queria ver a PRIMEIRA sessão. Queria ser um dos primeiros da cidade a ver aquele que provavelmente seria O filme da minha adolescência nérdica gamerística. Duas horas depois, saí da sala tão decepcionado que só tinha uma coisa na cabeça: avisar a maior quantidade possível de amigos da bomba, e evitar que elas gastassem o preço do ingresso com algo que não vale nem o tempo que se perde assistindo. Se você já viu o filme, sabe do que estou falando. Personagens completamente fora do lugar, atores rasos  e um roteiro vergonhoso com mais furos que minha meia. E DragonBall – Evolução é EXATAMENTE assim. Um filme que é vergonhoso enquanto adaptação, e sofrível como filme de ação. Desde as primeiras notícias sobre a adaptação eu já tinha certeza de que o filme seria fraco, mas nada poderia me preparar para o que estava por vir. Sério, encaro como missão pessoal evitar que vocês, queridos leitores, NÃO assistam essa bomba. Para começar: DragonBall[bb] sofre do mesmo mal que Street Fighter e até mesmo da versão live-action do He-man[bb] (que eu vi no cinema, vejam só…) – não é uma adaptação do conceito original, é uma história genérica qualquer com personagens que vagamente lembram os originais. Sério, não há UM personagem ali que lembre, tanto na personalidade quanto no background, os originais. Goku é um adolescente de quase 18 anos que vive sonhando pela garota mais popular da escola. Bulma tá ali só pra ocupar espaço, assim como Yamcha. E o mestre Roshi, que no original é um dos lutadores mais fortes e respeitados do mundo (até a chegada de Goku e cia.), além de um tarado de marca maior, vira apenas um bobão zen-budista que só faz repetir “seja você mesmo, lembre-se de quem você é, bláblábláblá insira filosofia ocidental aqui”. Um porre.

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Goku rindo. E chorando. E com raiva. E com qualquer outra expressão possível...

E as atuações? Mesmo Chow Yun-Fat, que é um dos poucos atores ali com uma boa bagagem de filmes, está canastríssimo, de doer. Todo o resto parece ter se graduado na Escola Cigano Igor de Belas Artes, sem expressões, sem emoções, sem um pingo de motivação em fazer uma atuação decente. Sério, se você ainda tiver coragem de assistir esse filme, repare no Yamcha e na Bulma, e tente discordar da minha opinião.

Agora, o pior: o roteiro. É tudo tão cheio de clichês, tão padronizado, tão comum, que o finado Homem Chavão provavelmente voltará a blogar se assistir esse filme. Vejamos: jovem garoto treinado pelo avô/tio/pai/sensei genérico desde criança nas artes marciais sente-se deslocado do mundo, e sofre constantes abusos na escola (sem revidar, pois ele aprendeu que lutar é errado), até o momento em que, por fugir das suas responsabilidades, o avô/tio/pai/sensei é assassinado pelo vilão genérico. Munido da vontade de se vingar, o garoto parte atrás do vilão, encontrando vários amigos pelo caminho, e descobrindo ser parte de algo maior, a própria força interior, que será usada no final, quando ele duvidar da sua própria capacidade durante a luta final. Após resolver suas dúvidas pessoais, o garoto consegue finalmente vencer o vilão, salvando o dia.

Na boa, isso é tão genérico que poderia ser um filme qualquer, não DragonBall. Acho que se puxar pela trama no IMDb devem aparecer uns quarenta filmes assim, lançados só no ano passado.

OK, a história é genérica e toda a trama em si é corrida (pudera, menos de uma hora e meia de filme…). Mas ainda não chegamos ao pior: os furos no roteiro. Sério, se você prestar atenção, vai perceber que o filme todo é um queijo suíço gigante. Querem exemplos?

  • Bulma tinha um RADAR PARA ENCONTRAR as Dragon Balls, mas desmonstrou surpresa ao descobrir que haviam várias esferas, não apenas a que foi roubada do pai dela. Sério mesmo que em nenhum momento ela olhou pro radar e pensou “ei, tem sete esferas aqui, será que é bug?”
  • Goku está indo para a festa da Chi Chi. Do nada, ele olha para a esfera que ganhou do avô, põe no bolso, e leva. Pra quê? Pra nada, pro Picollo chegar lá e matar o avô dele. O roteiro assim exigia.
  • Ainda sobre essa parte: Picollo demonstra o tempo todo que consegue sentir (ou rastrear onde estão as esferas). Então PORQUE DIABOS ele foi direto pra casa do Goku, se a esfera nem estava lá? A cena é deprimente: “É, a esfera não está aqui. Mas vou matar esse velho e destruir a casa, por que eu sou O VILÃO. Aliás… já que não encontrei essa esfera, melhor procurar as outras, depois eu volto….”
  • Mestre Roshi diz “Eu treinei seu avô, Goku” – considerando a idade do Gohan, só posso considerar que ele começou a treinar com 50 anos. Ou isso, ou Roshi tem uns dois séculos de idade….
  • Chi Chi é tipo o Juíz do Medabots: Não importa onde os personagens estejam, ela SEMPRE está por perto. Montanha? Tá lá treinando. Cidade? Campeonato de artes marciais. Templo perdido no meio do nada? Tava andando por aí, se perdeu e resolveu pedir informações. Coincidentemente, no mesmo templo onde os “heróis” estavam.
  • Aliás, que PUSTA COINCIDÊNCIA a vilã (que é irmã do Rodrigo Santoro, mal abre a boca…) estar usando a MESMA roupa da Chi Chi nessa cena, não?
  • Luta final. O carro cai (não perguntem) e do nada Goku aparece com o uniforme conhecido mundialmente. “Olha, o vilão está quase conseguindo realizar seus plano maléficos, vou colocar aqui minha roupa de luta, ou as crianças não vão me reconhecer” – boa, campeão.
  • Goku vira o Oozaru (que no desenho é um macaco gigante, no filme vira o lobisomem da novela “Os Mutantes“), arrebentando por completo a roupa. E o que acontece quando ele volta ao normal? A roupa está em perfeito estado, com a faixa na cintura AMARRADA! Eu preciso de uma parada dessas!

Percebam, eu nem mesmo estou citando as diferenças entre o mangá e o filme: estou falando dos erros na história!

Sobre os efeitos especiais, nada a declarar. Pensei em fazer o comentário óbvio de que eles estão perfeitos para um filme da década de 90. Mas é engraçado comparar com um filme chines de 1989 e perceber que ele consegue trazer efeitos mais convincentes:


Link do vídeo pro povo do feed não reclamar…

Resumindo: DragonBall Evolution é uma porcaria. Uma história chata, previsível do começo ao fim, com atores inexpressivos e péssimos efeitos especiais. Talvez faça a alegria da garotada na faixa dos 5~6 anos, mas tenho pena dos pais que forem levá-las ao cinema.

Assim como tenho pena dos pobres adolescentes nerds que irão para o cinema, e sairão de lá decepcionados. Cada geração tem o seu Street Fighter. DragonBall: Evolução é o Street Fighter dessa geração.


Update rápido: Jovens, vocês que estão lendo esse post, aproveitem e deêm uma ajuda pra namorada: cliquem nesse link e garantam a ela um par de botas da Dijean! :D

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