Fúria de Titãs – Ou: como seria “God of War” no cinema

Por , 20 de maio de 2010 16:15


O pôster do filme no Japão foi desenhado pelo Masami Kurumada. Vai dizer que você não reparou que as armaduras do filme lembram um pouco Cavaleiros do Zodíaco?

Refilmagem do grande clássico stop-motion de 1981, a nova versão de Fúria de Titãs tem uma trama razoavelmente simples: Perseu é o filho


Hades quer tomar o Olimpo pra si

adotivo de pescadores que acaba tendo a família morta por Hades, e jura vingança contra o deus do submundo. Resgatado do mar depois que o barco da família afundou, Perseu acaba indo parar na cidade de Argos, onde o rei incita os cidadãos a renegar Zeus (o que enfraquece os deuses do Olimpo, que retiram sua força da prece dos humanos). Percebendo aí a chance de tomar todo o Olimpo para si, Hades joga uma pilha errada em Zeus e ganha a permissão para tocar o terror nos humanos. Assim, Hades dá um ultimato para Argos: Se eles não sacrificarem a princesa Andrômeda em até 10 dias, a cidade será destruída pelo poderoso Kraken.

Nota: Não sei se é má vontade minha, mas aí já começa o maior furo pra da história. Cacete, se eu morasse numa cidade da Grécia antiga e um deus aparecesse dizendo que ia destruir tudo em dez dias, eu simplesmente falaria “Maria, junta us mininu e faz as malas que a gente tá indo passar umas férias no campo”. Mas, enfim, divago.


Tudo porque falaram que Andrômeda é mais bonita que os deuses

Com a cidade (ou a vida da princesa, o que vier primeiro) em risco, cabe à Perseu (recém-descoberto semi-deus) unir o útil ao agradável e pegar uns guerreiros de Argos para ajudá-lo a descobrir uma forma de derrotar o Kraken para salvar a princesa E destruir Hades no processo. Só que Hades é maroto e vai colocar vários obstáculos no meio do caminho, já que o que ele quer mesmo é ver a casa caindo. A partir daí temos uma série de sub-quests pros personagens ganharem XP e itens raros (incluindo aí uma espada de luz e o todo poderoso Pegasus, que faz em cinco minutos uma viagem de mais ou menos dez dias), até que finalmente chegamos à batalha final contra o todo poderoso Kraken. Fim.

Veja, tramas simples não são exatamente sinônimo de filme ruim, tudo depende de um roteiro que saiba aproveitar as duas horas de filme sem parecer cansativo, e de um diretor decente. Não é exatamente o caso aqui, ainda mais se levarmos em conta o tanto de liberdades que foram tomadas com a mitologia oficial. O roteiro tem alguns furos chatos (olha, estamos no meio de uma floresta. Olha, corremos dez minutos e estamos no meio de um deserto sem qualquer plantação num raio de quilômetros), tudo se resolve de formas simples demais (olha, uma espada no chão!) e muitas vezes subplots que deveriam render alguma coisa são completamente ignorados.


Pégasus, usando o sétimo sentido para encurtar a viagem de volta

O que sobra para salvar o filme nesse caso é o visual, e as cenas de ação. O visual do filme é fantástico, com belas tomadas, efeitos convincentes e boas tomadas para exaltar os monstros. Mesmo a armadura de Zeus, que em alguns momentos mais parece uma fantasia de escola de samba, funciona bem em algumas cenas. Mas, se você tiver condições, vá assistir a versão sem efeitos 3D. Fúria de Titãs pegou carona no Avatar de James Cameron e teve efeitos 3D ‘empurrados’ dentro do filme. O que temos então é um efeito mal utilizado, aplicado nos momentos errados, e que chega a cansar em alguns momentos. Se a maioria dos novos filmes em 3D seguirem a mesma tendência de Fúria de Titãs, o melhor mesmo é assistir a versão “clássica”…

As cenas de ação são boas e até que filmadas, embora algumas sejam absurdamente curtas. Um detalhe interessante: se você já jogou God of War, vai reconhecer muitos dos efeitos e tomadas de câmera que o filme utiliza. Aquele salto em câmera lenta visto de cima que Perseu dá em alguns momentos lembram muito o mesmo efeito do jogo, o que não é exatamente ruim. Só parece ser um pouco de preguiça do diretor, que já tinha todo um exemplo de ação nos jogos da série e simplesmente resolveu ir pelo mesmo caminho.

Fúria de Titãs não é o tipo de filme que você deve assistir com grandes expectativas. E, convenhamos, isso já estava mais ou menos claro desde que o trailer foi liberado. É filme-pipoca, feito para que você possa desligar seu cérebro e engordurar seus dedos com pipoca enquanto manda o casal chato ao lado calar a boca, por mais ou menos duas horas. Vale a sessão pelas cenas de luta e pelo visual dos personagens, mas se você é do tipo que valoriza o roteiro acima de tudo, pode acabar um pouco decepcionado….

Os 10 jogos mais dificeis

Por , 17 de maio de 2010 10:18

“Dificil” para jogos é um termo um pouco complicado. Eu acho que vários RPGs são complicadissímos, Ultima IV e Sonci 3, por exemplo foram jogos que eu colocaria em uma lista dos que mais me deram trabalho, mas para muitos esses devem ter sido jogos simples e bobos até.

De qualquer forma, o shorlist.com fez uma lista dos 10 jogos mais dificeis de todos os tempos. Quer você concorde ou não, é inegável que alguns itens dessa lista tem lugar merecido: Battletoads e Conta são absurdamente complicados, e eu mesmo já desisti de Devil May Cry 3…

10. Jet Set Willy (1984, ZXS)

9. Metal Gear Solid (1998, PS1)

8. Shinobi (2002, PS2)

7. Devil May Cry 3: Dante’s Awakening (2005, PS2)

6. Ikaruga (2001, Dreamcast)

5. Battletoads (1991, NES)

4. Demon’s Souls (2009, PS3)

3. Contra (1987, NES)

2. Super Ghouls ‘n Ghosts (1991, SNES)

1. Ninja Gaiden Black (2005, Xbox)

Dez mães que todos os nerds devem conhecer

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Por , 6 de maio de 2010 15:19

Domingo é dia das mães.

Entre os presentes, almoços com a família (ou na casa da sogra, sei lá), ligações pra quem mora longe e emails (ou scraps, ou direct messages, ou qualquer coisa que o valha) pra quem tem mães mais geeks, e a quantidade absurda de propaganda gerada, o importante é sempre lembrar do macarrão da mãe.  Assim, pensando na data, montei uma lista de grandes mães do quadrinhos, séries ou filmes nerds que todo nerd deveria conhecer e honrar. Entre outras coisas, foram escolhidas por desempenharem um papel importante na história, ou por representarem o verdadeiro espírito materno.

Ótima leitura e excelente macarronada para vocês. :)

Shmi Skywalker

É só a mãe do Anakin Skywalker, aquele que viria a ser o maior Jedi de todos os tempos, o maior Sith de todos os tempos, e o maior vilão de todos os tempos. Foi Shmi quem ajudou Qui-Gon e Obi-Wan a tirar Anakin de Tatooine, e foi sua morte que fez Anakin dar alguns passos fundamentais rumo ao lado negro da força

Kee

Filhos da Esperança, aquele filme de ficção que mostra um futuro onde nenhuma criança humana nasceu nos últimos anos. Nesse cenário apocalíptico e desolador, Kee surge como uma espécie de “salvadora” da humanidade. Seu papel? Ser mãe da primeira criança após quase duas décadas sem novos bebês, e conseguir sobreviver a extremistas e revolucionários que querem usar sua maternidade para os mais divertos motivos.

Bulma

Bulma começa como uma garotinha mimada em Dragon Ball, e evolui para a mãe de um dos personagens mais icônicos em Dragon Ball Z: Trunks. Na realidade paralela que conhecemos incialmente, Bulma é uma mãe que sabe a importância que o filho meio-sayajin possui, e se esforça para construir uma máquina do tempo. Na realidade oficial, Bulma mima um pouco Trunks, mas cumpre bem o papel de mãe, torcendo pela vitória do filho.

Chi-Chi

Essa é mãezona, e boa esposa. Praticamente cuidou sozinha de Gohan e Goten enquanto Goku tava lutando no outro mundo, e ainda consegue meter medo em três dos maiores guerreiros da Terra. Termina a série já como avó, mas ainda preocupada com os rebentos.

Martha Kent

Uma das mães mais famosas no mundo todo, embora não seja uma mãe biológica. Junto com Jonathan Kent, foi ela quem criou e educou o super-herói mais conhecido do mundo: Superman. Valores como honestidade, respeito, carinho, honra e o modo americano de vida transformaram um homem que poderia facilmente tomar o planeta para si em um homem que devota a vida para fazer o certo. Sem contar que, sempre que bate um cansaço entre uma Crise e outra, dona Martha está sempre pronta para cuidar do Clark Kent com café e bolo quentinho.

Susan Richards

A mãezona do Universo Marvel, começou como uma garotinha que precisava ser salva sempre e nas mãos de John Byrne virou uma mulher forte, dedicada, e capaz de meter medo em qualquer um que mexa com seus amigos, sua família, e principalmente seus filhos. Todo mundo que já pensou “vou capturar Franklin Richards e usá-lo como refém” acabou com um trauma para o resto da vida.

E nem vamos comentar sobre ela ser uma MILF de respeito.

Tia May

Mais uma que não é mãe biológica, mas é melhor que muita mãe. A dona May Parker ajudou na criação de Peter Parker, e assim como caso de Martha Kent, ensinou vários valores que acabariam moldando o Homem-Aranha. O amor do herói pela tia já foi o enredo principal de muitas histórias, e na maioria dos casos, emociona a força que uma senhora tão velha e frágil exerce na vida do Homem-Aranha.

Sarah Connor

Um robô do futuro veio para o passado te matar e você descobre que em alguns seu filho (que ainda nem nasceu) é (ou será) um dos principais heróis da resistência entre humanos e máquinas. O que você faz, transforma seu filho no novo Messias e o trata como rei? Não. Joga o moleque no meio de furacões, ensina tudo o que ele precisa saber sobre armas e combate, e o obriga a comer bife com garfo e faca desde os primeiros seis meses de vida. Mãe que é mãe cria o filho para enfrentar todos os perigos da vida, e nisso Sarah Connor foi uma mãe exemplar.

Trisha Elric

Sem ela, não existiria Full Metal Alchemist. A morte dessa senhora (e a posterior tentativa de ressuscitá-la), mãe dos dois protagonistas da série, acaba sendo o principal motivo pelo qual os personagens se tornam alquimistas, e por tabela é a força por trás de todo o enredo. Era uma mãe tão bondosa e querida que os dois filhos estavam dispostos a sacrificar a própria vida para salvá-la.

Rainha Alien

OK, não é exatamente o tipo de mãe que você abraçaria, mas é uma das icônicas do cinema, muito mais pelos filhos (e pela devoção deles a ela). Cada fase dos seus rebentos (ovo, larva, pupa e adulto) é um pequeno pesadelo vivo. E todos os Aliens tem apenas um objetivo na vida: tratar bem da mamãe, que fará mais e mais filhos. Eca….

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