Cavalerios do ZodÃaco #18, Henshin #34 e Henshin Especial #7.
E lá vamos nós, fazer mais uma “resenha-combo”, sobre várias edições diferentes, e aproveitar para fazer uma rápida recapitulação das revistas nas bancas de 5 anos atrás e das revistas nas bancas hoje em dia….
Vamos primeiro falar sobre Cavaleiros: Como eu já disse, é dificil comentar sobre o que todo mundo já sabe o que vai acontecer. Mas, nessa edição, Hyouga de Cisne perde para Milo de Escorpião em uma sequência de lutas bem interessantes, e os cavaleiros chegam à casa de Capricórnio (que, diga-se de passagem, é MUITO diferente da sua versão anime….). Sucesso entre os fãs, mas que ainda me faz pensar como eu gostava desse desenho. O que me leva de volta até alguns anos atrás…
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Entre os anos de 94 a 97, a única coisa que se ouvia entre a garotada era sobre um desenho chamado “Cavaleiros do ZodÃaco”, diferente de tudo o que eles já haviam visto desde que aquela época, e outros desenhos que eventualmente pegaram carona no sucesso desse anime e acabaram chegando por aqui. Isso não era de se surpreender, já que a muito tempo os desenhos japoneses não eram exibidos no Brasil. Um sucesso que só voltou a ser conseguido cmo Pokémon, Cavaleiros do ZodÃaco foi um dos grandes precursores da atual situação dos animes no Brasil. Afinal, a história, a animação, e a violência, era diferente de tudo o que a garotada já tinha visto por aqui. Muitos fãs de anime surgiram naquela época, e alguns continuam até hoje assistindo seus desenhos favoritos. Mas, se há algo de negativo sobre o sucesso de Cavaleiros do ZodÃaco, e sobre como ele afetou as publicações de revistas informativas nas bancas. No começo era só uma, a Herói. Em poucos meses, uma verdadeira enxurrada de revistas lotava as bancas do Brasil, trazendo como tema somente uma coisa: “Cavaleiros do ZodÃaco”. Com temática, preço, formato e qualidade poucas vezes diferentes entre si, muitas dessas revistas usavam e abusavam de uma fórmula simples: aproveitar o sucesso da série entre as crianças para vender, mesmo que a qualidade da revista , ou do texto, fosse extremamente baixa. É a famosa revista “caça-nÃqueis”: o custo de produção é baixo, a qualidade é baixa, a tiragem é baixa, mas o apelo é alto. Logo, dificilmente uma dessas revistas acabava no prejuÃzo completo. PodÃa não dar um lucro absurdo, mas era o suficiente para uma ou duas edições, e aumentar o capital de editoras e estúdios que pipocavam por todo o lugar.
Quase 6 anos depois, a realidade é bem diferente. Anime já não é visto com o mesmo preconceito que era antes, e mesmo muitos adultos já admitem que gostam desse gênero. A lista de mangás que podemos encontrar na banca é grande (para alguns, já é mais do que o suficiente…), e temos tÃtulos dos mais diferente gêneros e gostos. O que incomoda é que alguns hábitos do passado ainda persistem…. A Henshin Especial foi criada, a princÃpio, para tratar de vários aspectos dos animes ou séries live-action. Vilões, heroÃnas, mechas e muito mais já foi discutido nessa revista. Mas o que incomoda nesse número 7 é que ele ainda guarda muita relação com as famosas publicações “caça-nÃqueis” de anos atrás. A edição propõe-se a falar sobre o “Ki”, e como ele é utilizado nos animes, mas o que acabamos vendo nas páginas da revista é uma grande forçação de barra, pegando vários animes famosos (ou seja, que vendem) e tentando encaixar os golpes dos personagens como se fossem tudo a mesma coisa. Não há UMA matéria da revista que não escape do “Bem, no anime o nome da energia utilizaa é diferente, mas é tudo a mesma coisa…”, e logo depois uma descrição resumida e cheia de erros sobre o anime em questão. Mesmo na matéria de Dragon Ball, onde a energia dos personagens é realmente chamada de Ki, a qualidade do texto deixa muito a desejar, dando a impressão de que eles apenas pegaram vários textos e imagens já publicados e uniram numa só matéria, para dizer que é novo. A bem da verdade, a única matéria que não dá essa impressão de “comida requentada à s pressas” é a entrevista com Masaaki Hatsumi (conhecido entre nós como o pai do Jyraia), que, mesmo sendo boa, não consegue salvar a revista. E, entre a forçação de barra maior, há uma matéria dizendo que a “Força”, elemento de “Guerra nas Estrelas”, seria na verdade um outro nome para o Ki! Com as mesmas comparações estranhas e textos que não explicam nada, fico imaginando o que a Henshin pretende com essas matérias que comparam filmes de sucesso com animes e mangás (na verdade, não vou ficar nem um pouco surpreso se alguma edição da Henshin de março não trouxer uma matéria comentando a influência do Homem-Aranha nos mangás/animes….)
Não menos fraca e decepcionante é a Henshin # 34, com uma matéria de capa, a prÃncipio, estranha: “Goku, o Guerreiro mais poderoso do Universo”. Mas… a Henshin já não tinha contado pelo menos duas vezes TODA a história de Goku? Já não tinha feito uma matéria relacionando todas as aparições do nome “Son Goku” em publicações orientais, e explicando sua lenda? O que mais poderia ser feito sob esse tÃtulo? Simples: uma matéria relatando todas as principais batalhas de Dragon Ball Z e “provando” que Goku só matou UM superinimigo em toda a série (oh!). Estranho? Pois não se preocupe, vai ficar ainda mais estranho: a matéria segue o mesmo esquema da Henshin Especial, com um texto que não acrescenta NADA a tudo o que já foi dito, e alguma imagens que já foram utilizadas uma pá de vezes. Sem contar o final decepcionante da matéria, onde o autor diz que, apesar de tudo, “Goku é sim, o guerreiro mais poderoso do universo e o grande defensor do nosso planeta”. Acompanhando esse desastre, uma matéria sobre Hayao Miyazaki, um preview de Hamtaro e da segunda fase de Corrector Yui, uma matéria sobre as novas aventuras de Ultra Seven, uma entrevista com a dubladora original do Goku na série Dragon Ball, e MAIS especulação sobre o destino de Cavaleiros do ZodÃaco (certos hábitos nunca morrem…) e sobre Dragon Ball GT, entre outras matérias. Duas revistas que não impressionam, apesar da JBC ser uma editora forte no mercado de mangás.
E um rápido comentário a algum possÃvel represetante da JBC que possa estar lendo isso: Embora o texto pareça mal criado ou um desafio, é apenas uma análise bem crÃtica sobre o trabalho de vocês, que, sinceramente, caiu bastante nas últimas edições. Acredito que faço minhas as palavras de muitos leitores, sejam visitantes do site ou não: pelo menos UMA vez, deixem que os LEITORES gritem “Jackpot!”. Afinal, ninguém gosta de jogar numa máquina que nunca dá prêmios, por menor que sejam….
