Fighter Dolls 2, mais do mesmo.
De uma coisa eu não tenho dúvidas … Se Fighter Dolls estivesse sendo
publicado por uma grande editora no Japão, em no máximo seis meses teriaamos
uma coleção de brinquedos, em mais algum tempinho a série estaria na
televisão, e dai para o mundo …
Só tem um probleminha … não estamos no Japão …
Clique em Ler Mais para entender porque o que é bom para o Japão pode
até ser bom para o Brasil, mas não refresca muito …
Fighter Dolls 2 chega nas bancas no prazo, o que é um ponto positivo, mas a
maioria do que foi dito na resenha do número anterior continua valendo, sobre
as lutas e sobre roteiro. Nada muito estranho, já que nenhuma crÃtica surte
efeito imediato, e muito provavelmente as histórias que compõe essa edição
já deveriam estar prontas já há tempos, “O Inconformado”, onde
Tawata tenta descobrir as causas de sua derrota na edição anterior, e “A
Guerreira Santa”, onde aparece pela primeira vez “uma” Doll
masculina.
Os problemas dessa série, no entanto, vão mais fundo do que as lutas pouco
empolgantes, ou outras coisas que podem ser melhoradas com o tempo. Dos três
lançamentos da editora Camargo e Moraes ( além deste foram Sad Heaven e
Valiant Hook ), Fighter Dolls foi o melhor executado, o mais planejado … Mas o
resultado é apenas correto. Você lê Fighter Dolls, e não consegue se
empolgar, não pega a revista e começa folhear de novo, procurando um detalhe
que tenha ficado para trás, não vai correndo mostrar para alguém …
Tá … eu posso estar meio velho, e vão dizer que esse tipo de empolgação
não é mais para gente da minha idade. Mas eu juro prá vocês, que se eu leio
uma história excelente, pela qual paguei apenas um real, e ainda por cima
nacional, eu me empolgo, viro criança de novo e fico ali …olhando várias e
varias vezes para a revista. Foi Assim quando li o divertÃdissimo e recente
“Tristão”, publicado pela Escala, e olha que paguei cinquenta
centavos a mais …
Fighter Dolls, no fim das contas, não possui nenhuma qualidade fantástica,
é apenas correto, coerente com a sua proposta, mas falha em conceder ao leitor
algo que os mangás não concendam. Fighter Dolls é mangá demais, e talvez
fosse mais feliz e empolgasse mais se já não houvessem tantos mangás
originais por ai.
Isso, no entanto, parece estar claro também para os responsáveis pela
série. Já no segundo número, temos seções de cartas, arte do leitor, e um
pequeno texto falando do que são as Dolls e das categorias das competições
delas. Falta apenas explicar como é que as Dolls sentem dor ( ou aparentam
sentir ), babam após receberem golpes …
Â
Marcus Winicius, mas eu preciso, de outros sapatos, de outras roupas, de
outros temperos.
