One Piece #1, Fushigi Yûgi #2, Sakura Card Captors #18, leve ao forno por meia h

Por , 3 de abril de 2002 16:42


Nada melhor para recuperar o tempo perdido que resenhar tudo de uma vez. O que também é bom para comparar os vários mangás que vêm saindo e perceber que, em matéria de mangás, já podemos dizer que temos de quase todos os estilos, para quase todos os gostos, e para quase todos os fãs……

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Para começar, vamos falar de One Piece, um dos mais surpreendentes lançamentos desde que os mangás chegaram de vez ao Brasil. A história, que a príncipio ser extremamente boba (garotinho quer provar que é o melhor pirata do mundo, e resgatar um antigo e valioso tesouro chamado “One Piece”) surpreende, e muito. Eichiro Oda brinca constantemente com os clichês do genero, criando piratas carismáticos, bonachões, e engraçados. Afinal, o que dizer de uma história onde o único poder do herói é ter um corpo de borracha? Outro fator digno de nota é que, enquanto os piratas são mostrados de forma a serem os “mocinhos”, os “vilões” da história acabam sendo os agentes da lei. Chama atenção também a arte, bem diferente do que se está acostumado a ver, com um estilo que lembra, e muito, os desenhos americanos (eu tenho quase certeza que já vi aquele monstro marinho no filme da Pequena Sereia….). O substituto mais do que perfeito para Dragon Ball, que terminou no mês passado, embora o preço incomode um pouco, e afugente muitos (perdoem o trocadilho…) “marinheiros de primeira viagem”.

O mesmo já não pode ser dito sobre Fushigi Yûgi (usando a grafia da Conrad). A história até que é boa, e não se assemelha em nada aos mangás de “garotinhas mágicas apaixonadas por um rapaz bonitão”. Aliás, a própria falta da “inocência” característica nesse tipo de história já mostra porque a revista fez sucesso mesmo entre os rapazes. Mesmo o traço consegue ser bem interessante. Mas… Mas… caramba, falta algo lá. E não é com a história em si, mas com a identidade do leitor. Fushigi é uma história de romance tipicamente japonesa (com pitadas da história chinesa), tem pouco apelo longe do (seleto, diga-se de passagem) grupo de fãs hardcore que conhecem a fundo a história de Fushigi, ou conhecem o suficiente para desembolsar R$4,50 na revista. Mesmo sendo uma boa história, Fushigi corre o risco de se tornar uma revista sustentada apenas pelos fãs. E nós sabemos o que acontece com uma revista sustentada por fãs, certo? Um último detalhe é que essa edição parece sofrer da “maldição da 2ª edição”, pelo qual todos os mangás atuais da Conrad vem passando: A lombada da revista acabou ficando muito pra dentro. Não raro você precisa “forçar” a abertura da revista para poder pegar um pouco da arte ou até mesmo dos balões. O mesmo já aconteceu com Vagabond e Evangelion, e espera-se que a Conrad (novamente) consiga resolver esse problema….

Bom, e lembram-se quando eu citei as histórias de “garotinhas mágicas apaixonadas por um rapaz bonitão”? Bom, Sakura Card Captors continua naquele ritmo de sempre, mostrando a “quase-reta-final” da história, e não fugindo muito do que sabemos que vai acontecer: Eriol apronta alguma coisa, e Sakura precisa usar o seu poder para transformar as cartas Clow em cartas Sakura e tentar salvar o dia. O destaque vai para as tentativas frustadas de Shoran ao tentar dizer que gosta de Sakura, e o diálogo entre Touya e Yue. Uma história que, se não fosse feita pelas “garotas do CLAMP”, com certeza não teria nem metade do sucesso que tem hoje. Mesmo assim, o preço baixo e o fato de já ter sido exibida em uma rede de TV aberta tornam Sakura um grande sucesso de vendas. Vai entender.

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