Rayearth 6, Holy Avenger 24 e o desenho de menina!

Por , 21 de novembro de 2001 18:12


Um pequeno paralelo entre dois dos principais títulos nas bancas brasileiras, um boato a confirmar, Rpg e muita cara de pau … Clique em ler mais para ver a resenha desses dois títulos!

Dois bons títulos chegaram às bancas hoje, Rayearth 6 e Holy Avenger 24. Em
Holy Avenger, a dose usual de mistérios parcialmente revelados e de novos
mistérios apresentados. É uma edição um tanto morna, mas que ainda assim é
parte consistente da história. De fato, só prá variar um pouco, o problema
dessa edição fica por conta dos extras, Seção de Cartas e as tradicionais
páginas finais. Na seção de cartas, excetuando-se os desenhos simpáticos,
apenas cartas dispensáveis, nenhuma que realmente aponte algo, levante alguma
questão … Enfim, nada de relevante. Apenas elogios e declarações de amor à
Odara, a personagem que responde as cartas. As vezes eu me arrependo de ter sido
o primeiro a fazer isso …

Com a matéria final, apresenta-se na verdade um calhau ( termo usado para
propagandas da própria editora em uma revista ), ao invés de uma matéria ou
texto. Cinco páginas para promover o recente Guia de Aventureiros de Arton, um
suplemento para o mundo de campanha que inspirou Holy Avenger. Para quem não
usa um dos sistemas oficiais desse cenário, o 3D&T. A utilidade de tal
suplemento é nula. Assim, mesmo que gosta e ama Rpg ( eu por exemplo ) e até
tem uma ou outra campanha rolando em Arton ( eu de novo ), mas não usa o
sistema 3D&T ( quem? Eu? pode apostar! ), é obrigado a adquirir material
falando de um sistema que ele não joga, algo próximo ao que a matéria diz que
se quer evitar com as novas estratégias da editora e de sua irmã de Rpg, a
Daemon.

Bom, para não dizer que da matéria nada se aproveita, fica-se conhecendo o
trágico destino da Revista Tormenta, suspensa por tempo indeterminado.
Esperemos que esse baque faça com que a Dragão Brasil pare de ostentar o
título de única revista de Rpg do Brasil com orgulho. Mas … ficaremos sem as
tirinhas de Denise Akemi, que adornavam a sessão de cartas da revista Tormenta?
É quase certo. Só que rumores dão conta de que a senhorita Denise estaria em
negociações para transformar o Tsunami ( seu fanzine ), em revista pela Trama.
É aguardar prá ver …

Mais “desenho de menina”. Algumas vezes eu noto ao ver os desenhos
de Erica Awano, Denise Akemi ou de minha namorada ( eu sou suspeito para
inclui-la nesse hall da fama … Mas acho que vocês me perdoam por essa ) que
parece que há um certo descaso com cenas de ação ou combate. Já se apontou
isso como um ponto fraco de Erica Awano, mas eu não creio que seja algo dela.
Me parece ser mais algo … feminino …

Mesmo em Rayearth 6 é possível reconhecer essa coisa de “desenho de
menina”. Esse número marca o fim da primeira fase da revista, tem três
combates mortais, tem um dos momentos mas surpreendentes que eu já vi em uma
trama … Mas todas as cenas de combate são confusas e mal resolvidas. O
desenho é muito bom, mas não convence nem passa emoção na hora do combate.
Há uma preocupação maior com os sentimentos dos personagens e o que os levou
até aquela situação, e não com o combate em si, não com a resolução da
situação em si. Não mata a história, mas corre o risco de não agradar o
público masculino que gosta de um bom combate.

Normal … Rayearth é Shojo mangá, é destinado ao público feminino jovem.
Holy Avenger e o possível Tsunami não. É muito legal ver as mulheres chegando
tão longe nos quadrinhos brasileiros, mas eu penso que elas deveriam se
aproximar mais de um jeito masculino de fazer histórias. O mercado brasileiro
é pequeno demais para suportar uma divisão exata de público. E, de mais a
mais, eu não iria aguentar uma guerra do tipo “Quem ganha? É menino ou
menina?”. Todos nós já somos grandinhos o suficiente prá evitar isso,
não?

Marcus Winicius, arf, arf, arf, oh oh oh … Eu gosto é de mulher!

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