Rayearth 7. Olha mamãe, sem revista!
Tava eu lá chegando na banca, reclamando que a tempos não
saia nada, quando me deparo com Rayearth 7! Saiu! Finalmente! Mas e dai?!? Eu
não Comprei!
Pois é … nova fase de Rayearth, inédita, uma nova luta no Mundo de Zephyr,
novos personagens … Mas com o custo de 3,40 centavos. Só a titulo de
curiosidade, com mais 1,50 ( menos do que um Cornetto ou Troppo, que batem muito
bem com esse calor ), você leva para casa uma Isto É, Veja, Época ou ainda uma
Caros Amigos, revistas informativas sobre polÃtica, economia, etc.
E ai é aquele momento em que você me pergunta o que uma coisa tem a ver com a
outra … Bom, tem tudo a ver. Embora essas revistas não tratem de Mangá e Animê,
vez por outra eu gosto de lê-las. Ou gostava ao menos … A enxurrada de tÃtulos
de mangá nas bancas me atingiu de maneira violenta, abatendo da minha lista de
compras Dragon Ball. Sakura não chegou a frequenta-la, Evangelion só deu uma
passada prá dizer que tava por ali e já caiu fora. Vagabond também se não
melhorar em alguns números. Rayearth não teve a mesma sorte. Saiu no mesmo dia
em que o novo número da Dragão Brasil, que, aliás, ao menos nesse número, também
não tem nada a ver com mangá e animê.
Isso tudo é só prá dizer que, antes de pensarem em trazer novos tÃtulos, as
editoras devem se preocupar no que é que vão fazer com os que já estão nas
bancas. A Conrad traz agora Evangelion, Vagabond e e … aquele dos livros e das
garotas, com um cara que parece mulher … bom, enfim, aquele lá … se é que
não foi cancelado … não se falou mais nada … a averiguar … mas, de um
jeito ou de outro, eles não estão ai para substituir Dragon Ball, que já esta
caminhando pro fim. É MAIS material. Até quando ( ou quanto ) o mercado
pode suportar? E as editoras levam em conta que mangá não é a única coisa que os
consumidores de mangá e animê compram?
Se bem que … muitas pessoas batem no peito dizendo e alardeando que compram
tudo o que se publica de mangá e animê, como se com isso estivessem fazendo algo
por uma causa sagrada, e isso é péssimo. Vagabond foi feito e pensado para um
público completamente diverso ao de Sakura Card Captors. Como é possÃvel que uma
pessoa que goste destes dois mangás ainda goste da novela que é Video Girl Ai e
da pancadaria irracional que é Dragon Ball Z? Quem faz isso, ao meu ver, e, ao
menos na maioria dos casos, não possui o mÃnimo de espÃrito crÃtico, e
simplesmente compra um mangá porque considera a palavra uma espécie de grife,
uma marca. E tal atitude também não ajuda em nada o mercado.
Para alguém que paga as próprias contas, colecionar diversos tÃtulos
disponÃveis nas bancas se tornou um problema que exigiu soluções radicais. E eu
não vou abrir mão de ler outras coisas, de pagar um provedor de internet, de
sair com a minha noiva, enfim, da minha vida, para inchar um mercado e fazer com
que as editoras tenham uma idéia errada do que estão fazendo ao trazerem tantos
tÃtulos. Aos editores que por ventura nos visitam, venham até o fórum para que
possamos discutir sobre a saturação. Ao menos por enquanto, dois dedinhos de
prosa ainda são um dos métodos mais baratos de entretenimento.
Marcus Winicius, The spirits dream inside, the spirits dream inside ( cara
… esse é o tema que toca durante os créditos finais do Final Fantasy, The
spirits within. Devo ter ouvido essa música umas quarenta vezes só hoje, e tô
querendo ouvir mais! )
