Video Girl Ai 10. Mangá, sem aroma de café.

Por , 6 de abril de 2002 16:53


Olha, daqui prá frente, que fique claro uma coisa. Eu adoro dramalhão.
Adoro aquelas baboseiras de amor à toda prova, de sacrifício extremo por
aquilo que se acredita … Mas simplesmente não dá mais prá engolir Video
Girl Ai. A série esta atingiu os limites do insuportável de uma maneira
assustadora.

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e romances e desencontros.

Vocês vão dar risada agora, mas a última novela que eu acompanhei de
maneira fanática foi aquela baboseira colômbiana que o SBT exibia por volta
das 20:00h, com o titulo de “Café com Aroma de Mulher”. Digam o que
disserem, aquilo sim é que era dramalhão. Tinhamos um casal que ficava
trocentos capitulos lutando contra tudo e contra todos para ficarem juntos, isso
durante anos. Eram planos de fuga sabotados, intrigas familiares, sacrificios e
tudo o mais que se podia esperar, regado a momentos de amor e tranquilidade
esparsos durante a trama, embora os protagonistas só fossem mesmo encontrar a
tão sonhada felicidade lá no ultimo capítulo.

Essa novela era muito legal. Não só por conta de seus personagens,
rísiveis como se espera de um tele-folhetim barato, mas extremamente convictos
de suas ações, ou pelas situações incrivelmente bem estruturadas que se
desenrolavam de maneira muito interessante. Mas também por que você
acompanhava a história e torcia. Sei lá como é que conseguiam fazer isso, mas
o fato é que você torcia pelos protagonistas, torcia para os vilões se
estreparem, enfim, não chorava cachoeiras e mais cachoeiras de lágrimas, mas
se divertia a cada desencontro dos protagonistas, não contendo um bom “Ah
não, não acredito que isso aconteceu!”, e ficando louco prá saber como
é que a situaçã ia se resolver.

Já Video Girl Ai … bom, eu gostaria de comparar uma série que tenho
acompanhado a tanto tempo, que me criou tão boas expectativas graças ao
excelente OVA, mas … Eu compararia com uma dquelas comédias adolescentes tipo
Porky’s, American Pie ou o Último Americano Virgem, graças à quantidade
absurda de nudez gratuita de Video Girl Ai, mas, embora as piadas da série já
não apareçam com tanta freguência e tanta força, ainda não é prá tanto.
Mas o fato é que ao ler uma edição como essa de número 10, onde somos
expostos a mais um trauma rídiculo do Youta, onde subitamente lembram de um
personagem iportante do começo da série, Takashi, por quem a Moemi era
apaixonada, os desencontros patéticos entre Youta e Nobuko e a absoluta
indecisão do protagonista masculino, não dá prá comparar Video Girl com um
daqueles bons dramalhões latinos, daqueles com nomes impossíveis e situações
idem. Não dá mesmo.

Marcus Winicius, Gaivota, que voa longe, voa tão alto!

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