“E houve um dia como nenhum outro…”
E houve um dia como nenhum outro, em que os maiores heróis do mundo se viram unidos contra uma ameaça comum. Naquele dia, os Vingadores nasceram… para combater os inimigos que nenhum super-herói poderia enfrentar sozinho!

"Nossa, amiga, o filme é tão bom que o Grave até voltou a postar no blog, você viu????"
O ano é 2004. Esse que vos escreve pegou algumas horas de fila, mas conseguiu assistir o Homem-Aranha 2 logo na estréia. Ao sair, com o sorriso bobo que todo nerd estampa na cara ao ver algo que o agrada e praticamente todos os músculos tensos graças à famosa cena do Peter segurando o trem no braço, eu só conseguia pensar que levaria anos para que alguém conseguisse fazer um outro filme de super-herói que me empolgasse tanto quanto aquele. Talvez, fosse até mesmo impossível.
O ano é 2012. Ao sair da pré-estréia de Os Vingadores: The Avengers, ainda empolgado e com o mesmo sorriso bobo estampado na cara, só conseguia pensar em algo: “Joss Whedon conseguiu”. E, diga-se de passagem, conseguiu com maestria.
Vingadores é tudo aquilo que os fãs esperavam do filme: uma história de ação do começo ao fim, quase sem paradas para respirar, com pitadas de humor, uma série de referências aos quadrinhos para alegrar até os fãs mais chatos, momentos grandiosos e caracterizações de personagens praticamente perfeitas. Há uma escorregada aqui e ali, mas no geral tanto os atores quanto os personagens funcionam muito bem juntos. Aliás, não funcionam apenas quando juntos: cada membro dos Vingadores tem seu próprio momento, e todos se saem muito bem.
A história do filme é uma continuação direta de Thor e Capitão América, ambos lançados no ano passado: Loki está de volta, e ele tem um exército de aliens ao seu lado. Para combater essa ameaça, é necessário unir um grupo de seres super-poderosos mas com personalidades completamente diferentes em um grupo coeso. E como fazer com que pessoas tão diferentes se juntem? Oras, assista o filme e descubra

Robert Downey Jr. tentando ensinar Chris Evans a atuar
Com relação aos atores, o de sempre: Robert Downey Jr. rouba a cena sempre que aparece, Scarlett Johansson consegue fazer perfeitamente o papel de femmé fatale, Mark Ruffalo mostra que tem potencial para ser um Hulk em filme solo, Chris Evans tenta não fazer besteira e por aí vai. É interessante como Whedon conseguiu tirar o melhor de cada um ali. Você consegue aceitar o Capitão América como líder tático da equipe ao disparar ordens feito uma metralhadora, e você consegue sentir a mistura de rancor e decepção na relação entre Loki e Thor.
Aliás, se alguém achou os filmes anteriores fracos, Vingadores prova que eles só existiram por um motivo: apresentar os personagens, suas motivações, suas fraquezas, e deixar espaço para a ação no filme conjunto. Claro, há um momento para que cada um reconte suas origens, mas isso acontece naturalmente, durante um diálogo ou uma cena que faz parte da história. Nada é jogado ali. E, diga-se de passagem, não há espaço nem tempo para isso.

"Quer saber meu segredo?"
Dentre todas as qualidades de Vingadores, a maior foi ter conseguido salvar o Hulk. Depois de dois filmes que oscilaram entre o ruim e o mediano, havia poucas dúvidas de que o verdão teria um papel menor no filme, e é justamente o contrário disso. Não há UMA única cena em que tanto Ruffalo quanto o gigante esmeralda não brilhem, e duas cenas em especial vão fazer você literalmente pular da cadeira, gritar duas dúzias de palavrões e aplaudir com vontade. Whedon fez o Hulk voltar para o time dos gigantes da Marvel, e com um extra: é quase impossível não simpatizar com o Verdão.
E, já que estamos falando do Hulk, não há como não citar a batalha final, em Nova York. É difícil dar detalhes sem dar spoilers, mas a minha recomendação é: em circunstância alguma feche os olhos. Embora a câmera trema e as explosões tomam conta do cinema, a luta final é recheadas de detalhes deliciosos, incluindo combos absurdos entre os membros da equipe. Mesmo a Viúva Negra e o Gavião Arqueiro, visivelmente desconfortáveis como únicos humanos sem poderes encarando deuses, tem seu papel na batalha.
Como nerd de carteirinha, fã dos personagens da Marvel e leitor de quadrinhos desde que aprendi a ler, é difícil falar de Vingadores de forma não-passional e sem querer comentar cada cena, cada diálogo, cada detalhe bobo que você pegou. A minha recomendação para Vingadores é: assista. E, depois de ficar até a última cena depois dos créditos, saia do cinema, dê a volta até a bilheteria, e assista de novo. Faça isso até onde for humanamente possível. Desconheço formas legais e socialmente aceitas de passar melhor seu tempo em público.
E… se eles são os Vingadores, o que diabos eles… vingam? (sim, o filme responde essa pergunta
)



