“E houve um dia como nenhum outro…”

Por , 25 de abril de 2012 18:17

E houve um dia como nenhum outro, em que os maiores heróis do mundo se viram unidos contra uma ameaça comum. Naquele dia, os Vingadores nasceram… para combater os inimigos que nenhum super-herói poderia enfrentar sozinho!

"Nossa, amiga, o filme é tão bom que o Grave até voltou a postar no blog, você viu????"

O ano é 2004. Esse que vos escreve pegou algumas horas de fila, mas conseguiu assistir o Homem-Aranha 2 logo na estréia. Ao sair, com o sorriso bobo que todo nerd estampa na cara ao ver algo que o agrada e praticamente todos os músculos tensos graças à famosa cena do Peter segurando o trem no braço, eu só conseguia pensar que levaria anos para que alguém conseguisse fazer um outro filme de super-herói que me empolgasse tanto quanto aquele. Talvez, fosse até mesmo impossível.

O ano é 2012. Ao sair da pré-estréia de Os Vingadores: The Avengers, ainda empolgado e com o mesmo sorriso bobo estampado na cara, só conseguia pensar em algo: “Joss Whedon conseguiu”. E, diga-se de passagem, conseguiu com maestria.

Vingadores é tudo aquilo que os fãs esperavam do filme: uma história de ação do começo ao fim, quase sem paradas para respirar, com pitadas de humor, uma série de referências aos quadrinhos para alegrar até os fãs mais chatos, momentos grandiosos e caracterizações de personagens praticamente perfeitas. Há uma escorregada aqui e ali, mas no geral tanto os atores quanto os personagens funcionam muito bem juntos. Aliás, não funcionam apenas quando juntos: cada membro dos Vingadores tem seu próprio momento, e todos se saem muito bem.

A história do filme é uma continuação direta de Thor e Capitão América, ambos lançados no ano passado: Loki está de volta, e ele tem um exército de aliens ao seu lado. Para combater essa ameaça, é necessário unir um grupo de seres super-poderosos mas com personalidades completamente diferentes em um grupo coeso. E como fazer com que pessoas tão diferentes se juntem? Oras, assista o filme e descubra :)

Robert Downey Jr. tentando ensinar Chris Evans a atuar

Com relação aos atores, o de sempre: Robert Downey Jr. rouba a cena sempre que aparece, Scarlett Johansson consegue fazer perfeitamente o papel de femmé fatale, Mark Ruffalo mostra que tem potencial para ser um Hulk em filme solo, Chris Evans tenta não fazer besteira e por aí vai. É interessante como Whedon conseguiu tirar o melhor de cada um ali. Você consegue aceitar o Capitão América como líder tático da equipe ao disparar ordens feito uma metralhadora, e você consegue sentir a mistura de rancor e decepção na relação entre Loki e Thor.

Aliás, se alguém achou os filmes anteriores fracos, Vingadores prova que eles só existiram por um motivo: apresentar os personagens, suas motivações, suas fraquezas, e deixar espaço para a ação no filme conjunto. Claro, há um momento para que cada um reconte suas origens, mas isso acontece naturalmente, durante um diálogo ou uma cena que faz parte da história. Nada é jogado ali. E, diga-se de passagem, não há espaço nem tempo para isso.

"Quer saber meu segredo?"

Dentre todas as qualidades de Vingadores, a maior foi ter conseguido salvar o Hulk. Depois de dois filmes que oscilaram entre o ruim e o mediano, havia poucas dúvidas de que o verdão teria um papel menor no filme, e é justamente o contrário disso. Não há UMA única cena em que tanto Ruffalo quanto o gigante esmeralda não brilhem, e duas cenas em especial vão fazer você literalmente pular da cadeira, gritar duas dúzias de palavrões e aplaudir com vontade. Whedon fez o Hulk voltar para o time dos gigantes da Marvel, e com um extra: é quase impossível não simpatizar com o Verdão.

E, já que estamos falando do Hulk, não há como não citar a batalha final, em Nova York. É difícil dar detalhes sem dar spoilers, mas a minha recomendação é: em circunstância alguma feche os olhos. Embora a câmera trema e as explosões tomam conta do cinema, a luta final é recheadas de detalhes deliciosos, incluindo combos absurdos entre os membros da equipe. Mesmo a Viúva Negra e o Gavião Arqueiro, visivelmente desconfortáveis como únicos humanos sem poderes encarando deuses, tem seu papel na batalha.

Como nerd de carteirinha, fã dos personagens da Marvel e leitor de quadrinhos desde que aprendi a ler, é difícil falar de Vingadores de forma não-passional e sem querer comentar cada cena, cada diálogo, cada detalhe bobo que você pegou. A minha recomendação para Vingadores é: assista. E, depois de ficar até a última cena depois dos créditos, saia do cinema, dê a volta até a bilheteria, e assista de novo. Faça isso até onde for humanamente possível. Desconheço formas legais e socialmente aceitas de passar melhor seu tempo em público.

E… se eles são os Vingadores, o que diabos eles… vingam? (sim, o filme responde essa pergunta :D )

Novo trailer do filme de Rurouni Kenshin traz muita expectativa e alguns medos

Por , 14 de março de 2012 18:32

Nunca neguei a ninguém que sou um grande fã de Rurouni Kenshin (também conhecido no ocidente como Samurai X) e sua história que, embora para muitos seja rasa, para mim é cheio de pequenas lições e momentos para reflexão (até já escrevi sobre como um certo trecho de Rurouni Kenshin me ensinou diversas coisas em uma fase bem stressante da minha vida).

Não é difícil imaginar, portanto, que recebi a notícia da produção do filme live-action (com atores reais) da série com uma mistura de expectativa e desconfiança. Japoneses são conhecidos por fazer filmes que visualmente são bem fiéis às obras originais, mas que acabam derrapando no roteiro e nos atores, muitas vezes contratados mais por serem atores da moda do que pelas capacidades de interpretação. E, se você não acredita, basta assistir à adaptação de Ashita no Joe, com seus personagens pobres porém limpinhos e com cara de modelo.

Na verdade, a única coisa que ainda me dava alguma fé no filme era a presença de Takeru Satoh como Kenshin Himura. Pouquíssimo conhecido no ocidente, Takeru já é um ator com uma bagagem razoável em filmes e novelas, além de ter sido o personagem principal em Kamen Rider Den-O. Na série, Takeru interpretava um personagem que volta e meia era “possuído” por seres com personalidades muito diferentes (valentão, mulherengo, esnobe, etc.) e mantidas as devidas proporções, conseguia convencer bem.

E justamente essa experiência de Takeru me dava alguma fé na produção, já que justamente essa capacidade de interpretar personalidades diferentes seria essencial na hora de fazer o papel do tranquilo e pacato Andarilho Kenshin, mas que nas horas mais tensas acabava voltando à personalidade fria e séria do Retalhador Himura.

Algumas (poucas) imagens de produção já haviam mostrado que Takeru estava muito bem caracterizado como Kenshin Himura, mas foi o trailer liberado no começo dessa semana que me fez ter a certeza de que o filme promete. Se você ainda não viu, aproveite e assista-o legendado:


(link para o vídeo no Youtube)

Não me atrevo a falar sobre os outros atores (até porque eles aparecem muito pouco no trailer) mas como já comentei, a caracterização dos personagens está perfeita, e você consegue reconhecer facilmente os rostos já famosos do mangá e anime. Ao que tudo indica, o filme resumirá (ou tentará resumir) toda a saga pré-Shishio da série, onde Kenshin enfrentava alguns inimigos menores. Parece pouco, mas acreditem, é bem provável que tenhamos muitos cortes e adaptações na história.

E é exatamente aí que mora o meu medo: a história de Rurouni Kenshin é marcante justamente pela tentativa do personagem principal de tentar esquecer seu passado como assassino do governo e viver em paz, sem lutas e mortes. Em um filme corrido, justamente essas motivações e conflitos do personagem podem acabar ficando de fora, dando lugar à pancadaria pura e simples. O que eu pessoalmente espero que não aconteça.

De qualquer forma,o filme Rurouni Kenshin só estréia no Japão em 25 de agosto de 2012, e até lá teremos que tentar segurar a expectativa. A equipe de produção já deu a deixa de que pretende transformar o filme em uma série (material para isso existe) e de que pretende exibir a obra em outros países. No Brasil ainda não há qualquer notícia ou rumor sobre o lançamento nos cinemas, então é bem provável que tenhamos que assistir Rurouni Kenshin por meio do bom e velho download ilegal.

Uma pena. Do que o visual do filme tem mostrado até agora, Kenshin é o tipo de filme que merece ser visto nos cinemas.

Queimando a língua com o Kinect

Por , 23 de janeiro de 2012 14:58

Em meados de 2010, quando o Kinect ainda atendia pelo nome de Projeto Natal e os primeiros videos mostrando o uso do aparelho apareciam no YouTube, escrevi um post mostrando como a pessoa parecia ridícula ao jogar com o corpo. Além disso, na época também fiz várias críticas aos tipos de jogos que estavam sendo desenvolvidos para a plataforma. Bom, quem diria que pouco menos de dois anos depois eu mudaria completamente minha opinião?

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Review: Buda, de Osamu Tezuka

Por , 17 de dezembro de 2011 1:30

É extremamente difícil definir qual obra audiovisual mais me marcou, mas um que com certeza fica entre os cinco no topo da lista é Buda, de Osamu Tezuka. Uma obra que chama a atenção não só pelo roteiro ou pelo carisma dos personagens, mas pelo conjunto de diversos fatores.

Uma história que só poderia ser contada de forma tão singular pelas mãos de Osamu Tezuka.

A humanidade, parte da natureza, e ao mesmo tempo pequena e insignificante perto dela. Tema recurrente nas obras de Tezuka

Publicado originalmente no Japão entre 1972 e 1983 e composto de 14 volumes com aproximadamente 400 páginas cada um, Buda conta uma história que muitos já conhecem, mesmo que por cima: a transformação do príncipe Siddhartha Gautama, nascido em torno de 500 anos antes de Cristo, em Buda, o Iluminado. Tudo isso na região que hoje forma a Índia e parte da Ásia, que naquela época sofria com um sistema de castas rígido e injusto, além do pacote básico de pragas como fome, doenças, guerras e morte.Mas como acompanhar toda a trajetória de transformação propriamente dita poderia ser tediosa para quem já conhece a história de Buda, Tezuka nos apresenta durante a história diversos personagens e tramas fictícias, interligadas a situações e personagens que ou são reais ou são levemente adaptadas.

E justamente um desses personagens fictícios acaba muitas vezes roubando a cena e se tornando o personagem principal por vários capítulos, além de servirem como “guias” para o leitor, ao apresentar vários costumes e situações da época: Tahta, o pária (casta ainda mais baixa que os escravos, considerados impuros e intocáveis, algo que você já sabe se assistiu Caminho das Indías) que cruza muitas vezes o caminho de Siddhartha. Tahta é apenas um dos muitos personagens que compõem a saga, e que te prendem a ela.

Pode parecer estranho no começo esse foco excessivo em outros personagens, ainda mais se notarmos que em vários volumes Buda mal aparece (o primeiro volume é praticamente dedicado a Tahta). Mas aí é que está um dos maiores trunfos da obra e também uma prova da genialidade de Tezuka: todos os acontecimentos mostrados e todos os personagens mostrados tem um motivo para estarem ali, uma razão de existir. E, assim como numa estrada lotada de desvios e encruzilhadas, são as ações desses personagens que fazem com que eles encontrem Buda e de alguma forma contribuam para a criação do homem que se tornaria a lenda.

Um dos (muitos) pontos chave da história. Repare na técnica narrativa de Tezuka, o sofrimento inicial, e a aceitação nos olhos do personagem ao final

Uma mulher abandonada por um dos personagens coadjuvantes pode ter um filho que no futuro causará problemas a Buda. Um monge que troca meia dúzia de palavras com um personagem menor pode décadas depois ser um ponto chave na história. E por aí vai. Tezuka ainda brinca com isso, no mostrando a história de um personagem até o seu climax e deixando o final em aberto, anunciando para o leitor que só voltaríamos a ter notícias dele mais tarde na história, deixando-nos loucos para saber como aquela situação terminará e como afetará o eixo principal da história.

“O que é a vida de um homem comparada à eternidade do tempo e espaço? Nada mais que um floco de neve que brilha no Sol momentos antes de derreter no fluxo do tempo”

Não por acaso, justamente essa narrativa truncada apresenta ao leitor um dos motes da série e da própria filosofia do budismo: Todos os seres vivos dependem de outros seres vivos e são parte de um plano maior onde cada criatura tem sua função. Nada é exatamente “por acaso”. Você pode até mesmo se revoltar com os problemas que lhe acontecem, mas eles de uma certa forma serviram de alguma coisa. Nem que seja para inspirar alguém que nem mesmo nasceu ainda.

E, ao acompanhar as aproximadas 3.000 páginas de Buda, é possível que o leitor mais atento perceba que não há diferença alguma entre as intersecções quase infinitas entre os personagens e o que acontece na nossa vida. Uma chave que você não encontrou a tempo antes de sair de casa pode ter feito você perder o ônibus. O mesmo ônibus que sofreu um acidente poucos minutos depois. Uma pessoa para quem você sorriu e desejou bom dia de forma quase automática só precisava desse ato bobo de educação para chegar mais tranquila no trabalho e atender melhor as pessoas. E por aí vai. Como opinião pessoal, é delicioso quando a história que você está lendo te dá esse tipo de visão.

Ainda sobre a narrativa, a todo momento podemos ver os famosos costumes de Tezuka: personagens famosos de outras séries do autor aparecendo a todo momento, personagens quebrando a quarta parede e fazendo comentários sobre a época e costume em que a série foi escrita, e um senso de humor impar. Tudo isso torna a história gostosa de ler, mesmo em momentos mais densos e pesados. Tezuka sabe balancear muito bem o tom da história, dando o peso certo aos momentos que devem ser marcantes. E sim, há momentos bem marcantes.

Esse equilibrio também é percebido na arte: mais simples e caricatural nos momentos leves e de humor, mais detalhada nos momentos sérios e dramáticos. É como se Tezuka dissesse para o leitor “olha, a situação que acabamos de presenciar é bem tensa, e daqui a pouco piora, então relaxa por umas duas páginas”. Ainda sobre a arte, podemos ver Tezuka em sua melhor forma, com um traço que muitos podem considerar simples e datado, mas que funciona. É interessante também perceber como muitas técnicas que hoje em dia consideramos comuns ou bobas são usadas com perfeição pelo mestre.

A tensão da cena reflete a tensão do arco a ser disparado, assim como a tensão dos personagens. Repare no enquadramento apertado, no zoom crescente

No final, Buda é uma história deliciosa. Não se deixe enganar pelas 3.000 páginas, logo no primeiro volume você já estará doido para saber como a história continua e como aqueles personagens ora sofredores, ora causadores de sofrimento, mas acima de tudo humanos, evoluem. A saga de Siddhartha criada por Osamu Tezuka é cheia de reviravoltas, dúvidas, medos e provações, mas principalmente é um tratado sobre o sofrimento humano e as suas causas. Uma obra que merece ser lida.

E, acima de tudo, não se prenda a base religiosas e coisas do tipo. Tezuka mesmo não era budista, e em nenhum momento da história ocorre uma tentativa de “conversão”. Leia sem medo.Buda foi publicado no Brasil pela Conrad, e pode ser encontrado facilmente em diversas lojas online e livrarias. Outras obras de Tezuka podem ser compradas pela Book Depository, por um preço bem camarada. Esse post faz parte do #tezukaday, uma iniciativa de vários blogs para lembrar da história do mestre. Não deixe de visitar a fanpage do projeto e participar dos diversos concursos e sorteios que rolarão durante o dia de hoje, 17 de dezembro. Diversão garantida ou seu dinheiro de volta. :)

De como a tecnologia não matou a imaginação

Por , 22 de novembro de 2011 10:27

Quando criança, eu era fã incondicional daquelas séries de heróis japoneses. Ultraman, Spectreman, Changeman e Jaspion tomavam vários minutos do meu dia com suas histórias cheias de dramas, personagens imperfeitos e vilões que, apesar de quererem conquistar Tóquio o mundo, tinham uma certa honra. Quem não se emocionou quando o Pirata Espacial Buba preferiu se sacrificar a deixar que sua melhor amiga (e ele mesmo!) virasse um monstro?

E ali, nos meus seis, sete, oito anos, eu via aqueles personagens fazendo coisas incriveis na TV e meu olhos brilhavam, pensando em como seria legal ter o uniforme deles, as armas deles, talvez até o robô gigante deles. Mesmo que fossem de brinquedo, e não de verdade.

O único inconveniente é que naquela época minha família não tinha dinheiro nem para coisas básicas, e qualquer boneco ou brinquedo que não fosse apenas um bloco de plástico tóxico pintado com tinta cheia de chumbo custava o PIB de um pequeno país. Eram tempos sombrios.

Felizmente, minha imaginação não podia ser contida por detalhes bobos como falta de dinheiro ou morar num bairro afastado: os vários terrenos baldios e campos abertos do bairro eram a nossa “pedreira da Toei”, onde eu e meus amigos imitávamos cenas de lutas. Eu e meu primo “roubávamos” o caríssimo gravador e toca-fitas da minha tia para gravarmos alguns nomes de golpes e frases importantes das séries (“ESPADA RELÂMPAGO! SUPER THUNDER BOLT!”) e usávamos esse som durante as brincadeiras. E eu ainda usava folhas e mais folhas de papel de cadernos antigos da minha irmã (e muita cola) para tentar recriar alguns equipamentos.

Sim, era tosco, mas era o que tínhamos.

E é engraçado ver hoje em dia luditas que também viveram essa época comentando sobre como a tecnologia tem acabado com a imaginação das crianças. Videogames ultra-realistas, filmes que usam CG para tornar os personagens mais humanos, a própria facilidade de usar computadores, celulares e afins, tudo isso estaria acabando com a imaginação das crianças. Elas não seria mais capazes de olhar para um pedaço de papel e, sei lá, imaginar uma espada ali.

Eu penso um pouco diferente. A tecnologia não atrapalha nem limita a imaginação. O mundo chato e cheio de regras em que vivemos é que faz isso. Na verdade, a tecnologia tem a chance de dar vida aos sonhos, venham eles de uma criança 3 anos ou de uma de 30. Basta saber procurar as ferramentas certas.


(link para o vídeo, se no feed não aparecer)

O vídeo acima mostra três aplicativos disponíveis para celulares Android que simulam os “henshin devices” de alguns heróis japoneses. Todos disponíveis de graça, só baixar e instalar (como eu mesmo fiz). E ainda há vários outros disponíveis, tanto para iOS quanto para Android (mas, estranhamente, os que encontrei para iOS exigem o jailbreak para funcionar…). E é tão divertido quanto qualquer outro brinquedo que eu fazia com papel.

E há vários exemplos no dia-a-dia de como o desenvolvimento tecnológico foi útil. Videogames que respondem a movimentos me vêm à cabeça nesse momento. Para um adulto muitos dos jogos criados para o Kinect, Wii e Playstation Move pode parecer bobos, mas para uma criança? Horas de diversão. E de deixar a imaginação rolar solta.

Sempre haverá o saudosismo de épocas mais simples (eu mesmo ainda não consigo me acostumar aos livros e quadrinhos digitais, acho livros em papel muito mais cômodos), mas é inegável que, ao contrário do que os velhos chatos dizem, não há época mais divertida para se viver que essa. Que criança (não importa a idade) não vai se divertir podendo se transformar no personagem que quiser usando um aparelho que cabe no bolso? :)

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