Category: AnimePoint

Artes Marciais X Mangá, Anime e Games

Por , 27 de abril de 2009 18:24

Dias atrás, enquanto limpava meu HD para instalar o Windows 7, encontrei uma pasta com arquivos que eu julgava perdidos: vários backups e originais da época em que eu mantinha o Anime Point com a ajuda de um grande amigo. O post abaixo é um texto escrito a quatro mãos, em 2000~01, sobre artes marciais em animes e games. Como ainda não perdeu a validade (apesar da maioria dos jogos e animes já ter mais de 10 anos de idade…), e o texto é REALMENTE bom, resolvi republicar aqui, com algumas pequenas alterações. Enjoy!

Uma coisa pela qual as produções japonesas, sejam mangá e animê, não costumam primar é pelo apuro científico. Ou, melhor dizendo, pelo uso de uma coisa que alguns escritores costumam chamar de pseudo-ciência, que consiste em “explicar” através de teorias pouco conhecidas ou obscuras poderes e fenômenos fantásticos em uma história. Por exemplo, a imensa maioria dos “mechas” criados no Japão é cientificamente impossível, seja por uma questão de peso, energia necessária para movimentar uma estrutura do tamanho de um prédio, armamentos mirabolantes, ou, o que é mais comum, por tudo isso junto e um pouco mais.

Turma

Ao lado: Cavaleiros do Zodíaco[bb] – Jovens japoneses canalizando uma energia universal através de técnicas marciais para proteger uma deusa grega … Dizendo assim dói, não? Além do grau normal de fidelidade da maioria das produções japonesas para com artes marciais, Cavaleiros ainda altera o nome de ki para cosmo. Exemplo perfeito de como tentar parecer novo e dispensar alguns dias de pesquisa. Já no ocidente, poderes de super-heróis são explicados como poderes vindos de mutação genética, “acidentes” com radiação ou armaduras entupidas de tecnologia. É claro que esses poderes são tão ou mais impossíveis que os “mechas” japoneses, mas é quase certo que após uma descrição das habilidades do herói, vem uma explicação de como elas funcionam, usando elementos de pseudo-ciência, como por exemplo “minhas mitocôndrias absorvem energia solar e a acumulam permitindo que eu dispare rajadas de energia“, ou, “atravesso paredes alterando minha densidade“, ou ainda “a eletricidade estática é que me faz grudar nas paredes“. Por mais furada e estapafúrdia que seja a teoria, não são raras as vezes em que tal artifício acaba gerando interesse na ciência real. Não são raros os fãs de quadrinhos e desenhos americanos que já sonharam em se tornarem cientistas por exemplo. Poucos levam essa idéia a diante, é verdade, mas esse interesse gerado pela pseudo-ciência não é a única contribuição dela. Algumas vezes as idéias inicialmente absurdas dela são revistas anos depois com mais tecnologia disponível para realizá-la, e um dos maiores exemplos disso é o famoso relógio de comunicação que o detetive Dick Tracy usava nos anos trinta, coisa que volta e meia empresas tentam tornar prática. A atitude dos autores japoneses de desprezar a pseudo-ciência pode até ter alguma lógica no que se refere a ficção científica. Afinal de contas, para que perder tempo tentando explicar o inexplicável, e não apelar simplesmente à fantasia e à imaginação? O problema é quando essa atitude de fantasiar tudo sem uma pesquisa mais séria transborda para outros gêneros, como os mangás e animês de luta por exemplo. E isso não é apenas uma demonstração de preguiça ao não se pesquisar fundamentos e filosofias das artes marciais. É perigoso à medida em que dá uma noção errada e distorcida de como são e estão as artes marciais hoje. Em geral, as motivações dos personagens desse gênero de histórias se resumem a apenas angariar mais e mais poder para derrotar o maior número possível de inimigos em menos tempo, o que não corresponde ao objetivo principal das principais artes marciais hoje. Aliás, o que nunca foi o objetivo de arte marcial nenhuma.

Origens das Artes Marciais

sfa3-142331 Ao lado: Ryu, principal personagem da série Street Fighter[bb] aplica um golpe na lutadora Rainbow Mika. Ok, tá certo que liberdades podem e algumas vezes devem ser tomadas em nome da diversão, mas existem limites. Ryu é mostrado como um mestre em sua arte, o Karatê Shotokan, um praticante introspectivo e que deseja refinar e melhorar suas habilidades de combate ao máximo. E é ai que está o problema – ele é apenas isso, alguém que esta em seu máximo fisicamente e ainda quer mais poder, acumulado através de repetidos combates. Tudo o mais que compõe a prática de uma arte marcial é posto de lado. Isso sem falar que o gancho, ou uppercut, é um golpe que não existe nesse estilo de Karatê …

Para entender o que se está tentando dizer, basta analisar as lendas que cercam as origens das artes marciais. O Kung-Fu[bb], por exemplo, teria se originado de uma viagem de um monge budista indiano à China, Bodhidharma. Bodhidharma teria feito uma peregrinação ao Templo Shaolin da província chinesa de Honan, e ali se hospedado. Ao perceber que seus anfitriões estavam fracos e sem muita saúde física devido ao enorme tempo que gastavam em meditação, o monge resolveu ensinar-lhes técnicas de combate de uma casta de guerreiros indianos chamada Kshatriya, para lhes dar algum condicionamento físico. A partir dai, esses monges iriam aperfeiçoar o que haviam aprendido com Bodhidharma por séculos, desenvolvendo o que hoje conhecemos como Kung-Fu, através da observação do movimento de animais e da filosofia budista. A viagem de Bodhidharma teria dado origem à outras duas artes marciais. O Kung-Fu acabaria influenciando nativos da ilha japonesa de Okinawa, que acabaram por desenvolver o Karatê como forma de auto defesa. Tendo origem em pleno Japão Feudal, em uma época em que portar espadas era proibido a quem não fosse samurai, o Karate era uma forma dos habitantes de Okinawa se defenderem com as mãos limpas ou com instrumentos de trabalho rural que poderiam ser usados como armas simples, como pequenas foices e bastões. Ao mesmo tempo que em Okinawa se desenvolvia o Karatê, a região que hoje constitui as Coréias do Norte e do Sul se encontrava dividida em três reinos em constante guerra. Através de influências de praticantes de Kung-Fu chineses, um grupo de aristocratas e militares de um dos reinos criou um grupo de guerreiros que se chamou Hwa-Rang-Do. Estudiosos de diversas formas de combate, como esgrima e arco e flecha, os Hwarang, como ficaram mais conhecidos, também desenvolveram técnicas de combate desarmado chamadas Tae-Kyon, que dariam origem posteriormente ao Tae Kwon Do moderno. Graças aos esforços dos Hwarang, a Coréia foi finalmente unificada. O lema dos Hwarang talvez seja uma das melhores formas de entender o que realmente significa praticar artes marciais. Seu lema era “Obediência ao rei, respeito aos pais, lealdade para com os amigos, nunca recue ante o inimigo, somente matar quando não houver alternativa“. Mais do que instrumentos de combate que visem adquirir a supremacia em um combate, artes marciais são uma filosofia de vida, um método de crescimento físico e espiritual, criado com objetivos muito diferentes do que subjugar um oponente e conseguir poder pura e simplesmente. Até em artes marciais de origens mais recentes, como o Judô e o Aikidô esse princípio é bem visível. O Judô é mundialmente reconhecido como esporte, e, desde sua fundação pelo Professor Jigoro Kano no fim do século passado, ele se preocupa em conciliar o treinamento físico com o crescimento mental do participante, enquanto que o Aikidô, criado por Morihei Ueshiba no início do século XX a partir da arte samurai conhecida como Daito-Ryu Aikijujutsu, tem na auto-defesa sua maior arma, sendo constituído em grande parte por técnicas de desarme, bloqueio e esquiva.

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A Princesa e o Cavaleiro n° 7; A Princesa, o Cavaleiro e o Tempo

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Por , 28 de março de 2003 3:15

Personagens importantes da trama morrendo de maneira súbita. Pontos complicados da trama se resolvendo de uma hora prá outra, enquanto que outras situações surgem do nada de um jeito que parece apenas esticar a história …

Tempo é tudo mesmo … Tivesse uns quarenta anos a mais, “A Princesa e o Cavaleiro” seria um desastre completo, como comprova esse número sete, onde tudo o que um autor não deve fazer hoje em dia acontece. Mas, “A Princesa e o Cavaleiro” não foi feito ontem, e isso faz toda a diferença do mundo, embora a idade já pese bastante nessa obra, o que, como já foi dito, não a torna o material ideal para bancas ou para um público mais próximo do padrão, na falta de um termo melhor. É pena olhar essa série hoje mais como curiosidade do que como diversão, mas, enfim, melhor assim … Se eu fosse quarenta anos mais velho eu não teria vista esse mangá de qualquer jeito …

Marcus Winicius, temos todo o tempo do mundo

Holy Avenger 38; finalmente!

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Por , 26 de março de 2003 23:40

Finalmente o grupo Holy Avenger esta unido! Finalmente os autores e responsáveis pela revista noticiam um projeto suficientemente ambicioso para dar continuidade ao que foi iniciado com Holy Avenger! Finalmente uma edição que resgata um pouco do clima original da história, finalmente, depois de tanto tempo!

Não dá para analisar os contras dessa edição sem uma análise mais extensa e fria de Holy Avenger, coisa que ainda pretendemos fazer, portanto, vou esquecer o meu lado de crítico ranheta por enquanto e deixar que o clima dessa edição me contagie. Faça o mesmo, e se prepare para ver a revelação do grande plano de Sszzas ( eu prometi … ), o destino do amor de Sandro e Lisandra ( faltou clima … mas deixa prá lá … ) e … e é melhor eu parar por aqui. Detesto quebrar promessas …

Marcus Winicius, I don’t know who you are, but I’m with you

Inu-Yasha nº8

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Por , 24 de março de 2003 22:33

Nós já dissemos que simplesmente cortar uma edição encadernada japonesa e colocá-la em duas edições separadas, que é como a maioria dos mangás aqui é publicada, não é uma boa idéia? Se não dissemos, bem, digo agora … A conclusão da batalha entre Inu-Yasha e o mais velho dos Irmãos Relâmpago, o testudo Hiten, perde quase todo o impacto lida um mês depois de seu início, e principalmente porque se resolve em poucas páginas agora no número 8 de Inu-Yasha. De resto, é Rumiko Takahashi “dark”, tão “dark” quanto dona Rumiko pode ser, o que rende tramas divertidas de se ler mas que passam muito longe de terror, como quando nessa mesma edição Kagome enfrenta praticamente sozinha um agressivo fantasma de uma menina testuda que … Ei, o que a Rumiko Takahashi tem contra testas grandes?

Marcus Winicius, what about the emptiness inside?

One Piece #13

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Por , 23 de março de 2003 23:30

Continuando a luta a bordo do Baratie, surge Pearl, mais um pirata de Don Creek, que entrará fácil na categoria de personagens mais bizarros da série. E Sanji acaba sendo obrigado a desistir da luta, quando Zeff acaba sendo usado como refém. De quebra, o inicio de um longo flashback que pretende contar a origem de Sanji e Zeff.

One Piece traz nessa edição mais um pouco das já famosas lutas entre os piratas bizarros e malucos criados por Eiichiro Oda. Não é díficil entender o sucesso que essa série vem fazendo no Japão, ao analisarmos a ação e os personagens cativantes. Para quem, como eu, achava que a série poderia acabar se tornando repetitiva logo após a saga de Usopp, é muito bom ver uma edição como essa.

Uma ótima opção para os fãs de pancadaria. Como bônus, as mini-histórias do bando de Buggy são bem engraçadas. E, como curiosidade, essa edição só traz UMA página para seção de cartas, e mais uma do expediente, sem nenhum comentário extra ou apresentação de personagens, como é comum. Não cheguei a contar o número de páginas da revista, mas acho que a Conrad teve que dar uma boa “socada” nas histórias desse “meio volume do original” para que coubesse tudo na revista.

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