Category: Blog

Saiba quem levou os prêmios do Foursquare!

Por , 29 de outubro de 2010 13:27

Uma semana se passou, vários RTs foram dados, e agora é hora de saber quem levou os sticker e bottons do Foursquare. Apenas recapitulando: As regras descritas no post eram: a) me seguir e b) twittar uma frase com um link do migre.me.

Com base nisso, agrupei todos os perfis que seguiram as regras em uma planilha (cada perfil em uma linha), e usei o random.org para gerar dois números. Ganhou quem estava na linha correspondente aos números sorteados. Assim, sem mais detalhes técnicos, vamos aos ganhadores!

Os vencedores foram @jonathaslacerda e @lentesuja. Já estou enviando um DM para vocês, para acertar a entregas do prêmios.

Aos demais, um muito obrigado pela participação e fiquem ligados, não demora muito teremos mais promoções rolando por aqui. :)

Ganhe bottons e stickers do Foursquare!

Por , 21 de outubro de 2010 13:54

Mas então….

Meses atrás, esse blog completou quatro anos de existência. Por pura falta de tempo / ânimo / vontade, deixei a data passar em branco e esqueci de fazer um post comemorativo. Nesse período, o blog até mudou de URL, de nome, e de tema (aliás, se alguém quiser fazer uma imagem de cabeçalho personalizado, agradecerei do fundo do coração e ainda deixarei um link eterno para você no meu blog) .

Mas, para não deixar a data passar totalmente em branco e homenagear os milhares de leitores que já caíram nesse blog e viraram fãs, resolvi fazer uma promoção rápida, valendo um brinde difícil de se encontrar no Brasil: bottons e stickers, diretos da loja do Foursquare! Como, você não sabe o que é Foursquare? Tudo bem, o patrão já explicou em um post como ele funciona, e é bem fácil!

Ao todo serão dois conjuntos para dois sortudos, cada um deles com cinco bottons e um conjunto de seis stickers. E como eu faço para ganhar? Você só precisa fazer duas coisas simples: Me seguir no Twitter e também twittar a mensagem abaixo:

“Quero ganhar os brindes do Foursquare que o @graveheart está sorteando: http://migre.me/1Gkpj”

“Ah, mas não tenho twitter!” – Cria uma conta, coisa que cinco segundos e você já está concorrendo. Mais fácil que isso, impossível! :)

O sorteio será na sexta-feira que vem, dia 29/10, então não perca tempo e participe!

E quando a propaganda engana?

Por , 28 de junho de 2010 23:23

Uma das primeiras coisas que você aprende quando começa a consumir é a importância de saber que o anúncio condiz com a realidade, ou que a informação que o vendedor te passa é verdadeira. Já houve uma vez, há quase 15 anos, que eu arrumei uma boa confusão em uma livraria porque eu havia ligado para saber de um livro que eu precisava comprar para a escola, e ao chegar na livraria o mesmo vendedor que havia me atendido no telefone me disse que não havia aquele livro em estoque, e nem mesmo prazo para reposição. Foi preciso o gerente entrar na história para entender porque aquele gordo de 15 anos com espinhas na cara estava tão nervoso. No final, acabei ganhando um pedido de desculpas e o dinheiro da passagem de volta.

Há outras situações que me incomodam: sempre achei estranho anúncios que escrevem em uma fonte GIGANTE o preço do produto PARCELADO, e logo ao lado, quase invisível, um ’12x’, em uma fonte tão pequena que meu olho com ceratocone mal consegue enxergar. Coisas assim levam o consumidor ao erro, fazem com que ele acabe se interessando por um produto que ele imagina ter um valor, mas que na verdade é muito mais caro.

Mas… são outros tempos, o consumidor não é mais bobo, as empresas sabem que é errado induzir o consumidor ao erro, e jamais cometeriam um erro tão bobo quanto anunciar um produto por um preço na internet e depois do clique mostrar para o usuário um valor completamente diferente, certo?

Errado.

Encontrei esse banner em um fórum de quadrinhos que costumo visitar com frequência. Chamativo, não? Um IPAD (sic), pelo módico valor de 12x de R$ 95,00 (R$ 1.140,00 no total), em uma loja do UOL, podendo pagar no PagSeguro? Mesmo que seja o iPad mais simples, acho que vale a pena dar uma olhada, está barato! Vou clicar:

O que houve? Não era 12x de R$ 95,00? Como acabamos indo para 12x de R$ 217,26? E aí, fica a dúvida: Isso foi realmente pensado para levar o usuário a clicar? Qual o motivo? Ver se de repente ele não resolve ver mais uma coisinhas, inflando assim as estatísticas de navegação? Hmmm….

Aproveitei que já estava lá e fiz uma busca, pra ver se encontrava mais iPads por valores menores. Encontrei UM que tinha valor próximo ao do banner, mas ele estava na modalidade de leilão, ou seja: a tendência é aumentar cada vez mais.

E, mesmo assim, continua a dúvida: Porque o banner levou para ESSE produto? Isso não é induzir o usuário ao erro? Isso é certo? Perguntei ao meu amigo Samuel se ele achava isso certo e a resposta foi clara:

Assassinatos em série podem ter ligação com o twitter

Por , 1 de abril de 2010 2:49

Uma série de assassinatos brutais sem aparente relação ganhou uma nova direção quando a polícia conseguiu encontrar um padrão no método usado pelo assassino, que a polícia agora chama d’O Assassino da Indireta: ele escolhia suas vítimas a partir do twitter (uma rede de microblogs da internet). Segundo Coronel Meganha, da 104ª DP, que investiga o caso, esse é provavelmente um dos mais bizarros e assustadores casos de assassinatos em série, e não há qualquer forma da polícia identificar o responsável por esses crimes hediondos.

A onda de mortes no estado de São Paulo começou há dois meses, em Pirapora do Sul, a 205km de São Paulo, quando a primeira vítima foi encontrada, morta em casa e com um um bilhete preso ao corpo com uma faca. No bilhete, a mensagem:

Tem gente que realmente não tem o mínimo de senso de ridículo. Mas nem O MÍNIMO.

Poucos dias depois, um assassinato ocorria na capital, com modeus operandi, mas agora com a mensagem escrita com batom no espelho da casa da vítima:

Já notamos que você quer chamar a atenção. só não estamos vendo você dar bons motivos pra que ela seja toda sua.

Novos assassinatos voltariam ao longo das semanas, em várias cidades diferentes, sempre com mais e mais mensagens enigmáticas, mudando apenas a forma do assassinato e como a mensagem era encontrada:
CIENTIFICAMENTE COMPROVADO: falta de sexo causa hostilidade desnecessária.
Algumas pessoas dão motivos para que as interpretem errado e depois acham ruim. Tsc… Tsc… Tsc….
Como tem gente inutil e insuportavel no mundo , tomanocu

Nessa altura a polícia já investigava a ligação entre esses crimes, sem grande sucesso.

“Estávamos simplesmente de mãos atadas, não havia nada que correlacionasse as vítimas, a não ser o mesmo modus operandi do assassino.” diz Cel. Meganha “Entrevistamos diversos parentes e amigos das vítimas, tentamos encontrar algo de comum na vida delas, mas não havia nada que identificasse um padrão. Tentamos procurar por livros, filmes, qualquer coisa onde essas mensagens pudessem aparecer, mas não encontrávamos nada. Estávamos de mãos atadas, à merce de um assassino que parecia cometer crimes em série sem um motivo aparente”.

Tudo mudou quando a perícia de um dos crimes, durante a investigação, encontrou a mesma mensagem deixada pelo assassino no computador da vítima. Essa mensagem encontrava-se no perfil do twitter da mesma.

“A partir daí, tínhamos um ponto de partida. Uma rápida investigação mostrou que todas as vítimas possuiam uma conta no site twitter, e também haviam deixado mensagens com indiretas dias antes de serem mortos” – continua Cel. Meganha

Mas a identidade do criminoso continua um mistério e o fim desses crimes horrendos ainda está longe de acabar. Não há ligações estranhas no celular das vítimas. Não há cartas, emails ou qualquer tipo de aviso ou ameaça. Câmeras de vigilância não mostram qualquer encontro das vítimas com alguma pessoa estranha. E, o que é pior, o assassino é virtualmente invisível: durante a investigação descobriu-se que nenhuma das vítimas possuía um follower em comum. (Nota: Follower é o nome dado a quem ‘segue’ seu perfil no twitter – você pode seguir e ser seguido por várias pessoas diferentes, até mesmo quem você nunca conheceu pessoalmente).

“O twitter é aberto, tanto para criação de perfis quanto para a leitura de perfis” – diz o perito em internet forense Epaminondas Torvalds – “Tendo uma conta de email, mesmo uma gratuíta, você pode criar quantos perfis quiser, é possível criar milhares de perfis diferentes. Na verdade, você nem mesmo precisa seguir alguém para ler o que ele escreve. Os perfis por padrão são abertos, e é uma escolha do usuário fechar as atualizações para um grupo restrito.”

Mas seria possível que apenas através do twitter um assassino pudesse saber onde mora e quais os hábitos de uma determinada pessoa? Epaminondas explica:

“Não é difícil, muitas pessoas dão detalhes pessoais em excesso não apenas no twitter, mas em outros locais da rede também. É o que nós chamamos de over-sharing, o compartilhamento excessivo de informações com as pessoas, como detalhes sobre onde você mora, seus hábitos diários, onde almoça, quando está em casa e muito mais. A situação é ainda pior com aplicativos como o foursquare, onde através de um simples celular você diz onde está, até mesmo se está ou não em casa”.

A polícia, que já vem chamando esse caso de “Assassino da Indireta” está completamente perdida. Desde que a investigação efetivamente começou, poucas ações geraram resultado:

“Tentamos fechar o site Twitter, e até conseguimos que o site Twitter Brasil fosse tirado do ar, mas os responsáveis alegam que esse site não tem qualquer relação com o Twitter.com original, apesar de levar o nome do serviço “ – diz Cel. Meganha – “estamos tentando fazer com que os responsáveis brasileiros cooperem com as investigações e liberem qualquer pista que possa nos levar ao assassino, mas eles continuam alegando que não tem relação alguma com o serviço.”

“Em uma segunda etapa, pensamos em pedir às pessoas que deixassem de agir como imbecis na internet, mas percebemos que isso seria impossível. Mesmo sabendo que há um asssassino em série à solta, as pessoas continuam mandando indiretas abertamente, e é impossível impedí-las. No máximo, podemos alertá-las, mas já sabemos de pelo menos três novas vítimas encontradas depois que descobrimos o modus operandi do assassino”.

Fonte: Folha de São Paulo

Quatro dicas para seu aplicativo social não virar uma dor de cabeça

Por , 26 de março de 2010 12:52

Dias atrás acabei tendo um pequeno embate no twitter por conta de algo besta: ao testar um sistema integrado ao twitter, percebi que esse aplicativo postou automaticamente uma mensagem no meu perfil e passou a seguir um outro perfil, sem que houvesse uma autorização clara da minha parte.

Ao reclamar de forma bem clara sobre essa postura, um dos desenvolvedores entrou em contato, e no calor do momento troquei umas quatro ou cinco mensagens mal-criadas com ele, explicando meus descontentamento. Mas, até aí, quem me seguia já sabia do problema, e provavelmente pensou duas vezes antes de também testar o serviço.

Tudo isso poderia ter sido evitado com uma postura simples: planejar o sistema para que nada fosse realizado na minha conta sem minha expressa e clara autorização. Sou extremamente sensível com sites ou programas que se conectam aos meus perfis virtuais (sejam meus blogs, twitter, ou até meu perfil no MyAnimeList) e realizam atualizações por conta própria sem minha permissão. Muitos provavelmente não veêm problema algum nisso, mas eu não sou o único que encaram quase como uma invasão.

O nascimento de plataformas sociais como twitter, orkut, facebook e outros trouxe um novo conceito na criação de aplicativos para a web: os aplicativos sociais, que utilizam o ambiente das redes sociais para tornar o desenvolvimento mais rápido e integrado. Assim, ao invés de criar todo um site e estrutura interna para criar, digamos, o Colheita Feliz, você pode desenvolver um sistema que utiliza as ferramentas do orkut (cadastro de usuário, segurança, etc.) e agilizar boa parte do desenvolvimento do sistema. Assim, ganha o desenvolvedor (que pode colocar seu sistema dentro de uma rede maior) e ganha o usuário (que possui mais opções de uso dentro da rede).

O problema é que o mal uso dessa integração pode gerar insatisfação com os usuários e até queimar totalmente o filme do desenvolvedor.

Pensando nisso (e em outras ‘mancadas’ que já vi acontecer em outros aplicativos), montei um apanhado de dicas que você, desenvolvedor solitário, empresa ou startup, deveria pensar em seguir antes de liberar seu aplicativo social para o mundo. Não encarem essas dicas como regras gravadas em pedra, mas sim a como a opinião de um desenvolvedor/sysadmin/usuário que tem alguma idéia do que está falando. :)

1 – Preocupe-se com a segurança

Regra básica que muitos esquecem: não é porque a rede social já oferece recursos de segurança que você deve esquecer de fazer a sua parte. Sessões que não se encerram, variáveis não declaradas corretamente, recebimento de dados via GET e por aí vai podem ser usados para causar qualquer coisa, desde vantagens dentro de um jogo, como tentativas de invasão e roubo de dados. Não é incomum encontrar casos de senhas e perfis roubados porque alguém usou um aplicativo social que tinha uma falha.

Algumas redes como o Twitter agora permitem autenticação via oAuth, permitindo que seu aplicativo possa se comunicar diretamente com a base de dados do twitter, evitando assim que o aplicativo precise pedir usuário e senha para funcionar corretamente. Todo aplicativo social decente deveria usar oAuth ou soluções similares que a rede social possua.

Leve isso em consideração antes de liberar seu aplicativo para o público. Não há nada pior que ser conhecido como o “cara que desenvolveu um sistema que permitiu o roubo de vários perfis do orkut”.

2 – Preocupe-se com o alto número de acessos

Algumas redes permitem que você hospede seu aplicativo em um servidor interno, outros exigem que você hospede em um servidor próprio (o mais comum). Nesse caso, parta sempre do principio de que seu aplicativo será um SUPER-HIPER-MEGA-SUCESSO e que BILHÕES DE PESSOAS estarão tentando acessá-lo simultaneamente, e se esforce em programar um algoritmo leve e dimensionar seu servidor para que ele aguente uma grande carga de acessos. Existe uma série de procedimentos que podem (devem!) ser seguidos para otimizar seu código, e isso vai variar do tipo de linguagem que você usará e em quais redes sociais o sistema será usado. Leia sempre todo o tipo de documentação e preocupe-se em usar soluções leves, simples, e que demandem poucos recursos. Vai usar um banco de dados? Estude otimização de queries.

Obviamente, nem sempre é possível estimar corretamente o número de acessos que seu aplicativo vai ter. Nesse caso, lembre-se de manter um código que tenha fácil manutenção e que lhe permita encontar e alterar o maior número possível de ‘gargalos’ na performance.

Uma idéia é você inicialmente lançar o aplicativo como um beta, fechado para um número X de usuários, e a partir daí fechar para novos cadastros. Se o serviço mostrar-se um sucesso e tiver boa receptividade, o que você tem que de fazer é correr atrás de um patrocinador ou investiro para investir em servidores mais potentes, talvez até alguns clusters ou servidores separados para aplicação/banco de dados.

Seu serviço pode ser o máximo, perfeito, revolucionário. Mas se ele não aguenta mais de 10 usuários e vive caindo, ninguém vai querer usar.

3 – Siga as regras e o bom-senso

Descobriu uma forma de fazer o usuário mandar automaticamente milhares de direct messages pelo twitter? Legal, mantenha a idéia pra você. No máximo, seu aplicativo irritará os usuários e será usado por spammers, garantindo que o acesso seja bloqueado e o aplicativo não possa mais ser usado. E provavelmente é você quem vai acabar pagando o pato.

A liberdade que algumas APIs trazem é interessante, e com um pouco de criatividade não é díficil criar algo que viole as regras da própria rede social ou careça de um pouco de bom-senso. Não é dificil lembrar do caso NoEscuro, um site de 2007 que permitia que qualquer um postasse em um perfil no twitter, de forma totalmente anônima. O resultado foram centenas de mensagens com difamações, xingamentos, palavrões e toda a sorte de bobagens que só o anonimato na internet permite criar. O site e o twitter foram tirados do ar em poucas horas.

Há uma possibilidade quase infinita de aplicativos que podem ser criados para as redes sociais, desde jogos a sistemas de controle de finanças. Mas não é porque algo é possível que ele é permitido ou bem-visto pela sociedade, e você deve levar isso em consideração antes de planejar seu aplicativo. Se voce não consegue pensar em nada que não vá importunar seus usuários, o melhor é não fazer nada.

"Como assim, me usar para praticar roubos?"

4 – Não seja intrusivo

E aqui chegamos ao ponto que me levou a publicar essas dicas: aconteça o que acontecer, jamais seja intrusivo. Jamais peça permissão do usuário sem deixar claro o motivo dessa solicitação. Jamais atualize ou faça alterações automaticamente no perfil do usuário se ele não tiver explicitamente solicitado ou autorizado isso. Existem centenas de serviços integrados ao twitter (por exemplo) que periodicamente fazem atualizações automáticas. Mas essa é uma opção do usuário. Ninguém reclama do foursquare ou do formspring ou do tumblr pelas twittadas automáticas a cada atualização: eles reclamam dos usuários que habilitaram essa opção e a deixaram ligada. E essa é uma diferença vital: o errado não é o aplicativo, é o usuário. Ele é o chato que foi lá e deixou a integração ligada.

Se você realmente prefere deixar algumas opções marcadas automaticamente, deixe isso claro para o usuário da melhor forma possível: um aviso em fonte pequena escondido no meio do layout não te isenta de responsabilidades. Use um destaque com cores ou tamanhos diferentes, explicando exatamente para o usuário o que será feito, e permita que o usuário desmarque de forma fácil essa opção.

Há outro ponto a considerar: se o seu aplicativo twitta automaticamente pelos usuários e vários usuários acabam usando a ferramenta, a rede social pode acabar considerando que o volume gigantesco de mensagens iguais sendo postadas é uma forma de spam, e bloquear o acesso do aplicativo à API.

Ao não dar opt-in automático, você se isenta de responsabilidades. Ao questionar o usuário, você evita reclamações posteriores. Lembre-se: em redes sociais, o que realmente acaba importando é o usuário, não o aplicativo. Seu aplicativo pode ser lindo, mas se os usuários o rejeitarem, ele não vai pra frente.

(colaborou @interney)

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