Por , 8 de fevereiro de 2008 12:57
A situação já é conhecida de todos: Rola uma “festinha” (entre amigos, ou entre um casal), alguém resolve que seria “divertido” tirar umas fotos do “evento”, e a(s) mulher(es) aceitam fotografar todo o processo de sacanagem, já que o rapaz afirma que “é totalmente seguro, é só deixar as fotos bem escondido no computador”. Várias e várias fotos envolvendo exibição de peças Ãntimas, detalhes anatômicos e penetração depois, todo mundo vai pra casa tranquilo, achando que só eles vão poder rever aquelas cenas depois.
Até que alguém rouba (ou invade) o computador, acha essas fotos que estavam tão bem escondidas, e resolve que aquelas fotos de sexo não devem ser de propriedade de ninguém, jogando tudo na internet, pra deleite dos tarados de plantão.
Ou o computador dá algum problema, vai pro conserto, e os técnicos da loja, pessoas super capazes e bem treinadas, resolvem vasculhar o computador só para passar o tempo, acham os arquivos, e tem a mesma idéia do exemplo anterior. Oops. Em pouco tempo as fotos correm de computador para computador, um infeliz reconhece a garota, e em pouco tempo todo mundo sabe que aquela mina que deu pra quatro é a vizinha da rua de cima. Mais uma vida arruinada pela internet.
Quem nunca viu uma série de fotos / vÃdeos desse jeito, que levante a mão. Com a popularização de celulares com câmera
, e o baixo preço das câmeras digitais
, filmar surubas, bacanais, ménages
e até mesmo aquela comemoração discreta de aniversário de casamento virou lugar-comum. E, por um errinho qualqer, dá-lhe registros digitais de aquilo na mão, mão naquilo, e aquilo naquilo sendo distribuidos pela internet, sem qualquer controle.
Coisas assim podem destruir uma vida. E não é no ramo do sexo saudável
entre duas ou mais pessoas. Escritórios de contabilidade ou de advocacia que forem invadidos podem ter dados sigilosos dos clientes revelados, trazendo muitas complicações. Empresas que possuem dados sigilosos podem acabar tendo prejuÃzos sérios por conta de um funcionário insatisfeito. E por aà vai. Em alguns casos, SÓ fazer backup ou gerar regras ‘comuns’ de acesso não resolve. Só tornar o arquivo oculto não resolve nada. Todo Sistema Operacional tem uma opção que permite listar arquivos ocultos facilmente. Definir que somente o dono do arquivo terá acesso também não resolve muita coisa. Qualquer um que tenha acesso a um usuário com privilégios plenos (O root no linux, por exemplo) pode alterar essas permissões. Manter os arquivos em pendrive também não resolve muito, já que sempre pode-se perder o pen, ou mesmo pode ser roubado. Proteger por senhas “simples” também não resolve muito: existem centenas de programas que quebram facilmente senhas comuns, todas disponÃveis na internet.
Como fazer nesse caso? Simples, criptografe os arquivos.
Continue lendo 'Como impedir que as pessoas acessem suas fotos e outros arquivos pessoais usando o TrueCrypt'»