Se você sempre bombou em química por achar que tabelas periódicas são chatas (detalhe: sim, elas realmente são), é bem provável que mude de idéia depois da conhecer a tabela periódica dos super-heróis:
(In)felizmente, nenhum herói do Grupo Gay da Bahia foi retratado. Pra quem for curioso no Geeklogie há uma lista completa dos heróis que constituem a tabela. Em inglês, ófi córsi.
O que eu curto na vida é que ela é sempre mais estranha que a ficção. A bola da vez vei do grupo gay da Bahia, que, numa tentativa de ‘evocar os poderes dos super heróis no combate diário ao preconceito em nossa sociedade’ criou uma série de ilustrações parodiando super-heróis conhecidos em versões homossexuais.
No site do grupo as ilustrações trazem Batman e Robin fazendo a pose que vocês veêm ao lado, uma ‘mulher-maravilha’ tranformista (com volume vocês-sabem-onde e tudo o mais), um Super-Homem com pose de George Michael, um Hulk (que o site insiste de chamar de ‘Homem Verde‘ – pra quê pesquisar o nome, né?) com delicado piercing nos mamilos, e um Flash (que o site chama de Capitão América – WTF à enésima potência) correndo como… sei lá, uma gazela?
Antes dos meus comentários sobre o assunto, uma colocação importante: não sou homofóbico, já tive amigos gays, e pessoalmente a opção sexual das pessoas me interessa menos que o hábito alimentar dos Caramujos Albinos Mancos da Perna Esquerda Norte-Asiáticos.
Dito isto, vamos aos fatos:
Ou seja, com tantos personagens de apelo popular reconhecidamente gays já existentes, qual a razão de criar paródias que esterotipam TODOS os gays? Chamar a atenção? Parabéns, vocês conseguiram. Infezlimente, não de maneira positiva.
![(A morte do Superman) [bb]](http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/11/capa-300x299.jpg)
Ontem finalmente pude comprar o DVD “A Morte do Superman”, nova animação da DC comics a chegar no Brasil, com ‘só’ um ano e meio de atraso (só pra lembrar, Liga da Justiça: A Nova Fronteira foi lançado depois lá fora, mas chegou antes por aqui…). Na boa, por um ano e meio de espera – convenhamos, tempo mais do que suficiente para fazer uma infinidade de downloads – o mínimo que se podia esperar é que a Warner trouxesse um DVD recheado de extras (um pôster incluso, talvez?), por um preço razoável e uma boa campanha de marketing. Mas não, ela fez justamente o contrário. E, o que é pior: nem mesmo a história vale o tanto que está sendo cobrado pelo DVD…
Pra começar: Só há duas opções de áudio, em inglês e português, as duas em Dolby Digital 2.0. Para quem gosta de ouvir o aúdio original e acompanhar com as legendas, uma surpresa não muito boa: a legenda tem VÁRIOS erros de tradução e de português. Coisa básica mesmo, de não se decidir entre Superman ou Super-Homem, até frases sem o menor sentido. Sem contar quando você percebe que estão falando uma coisa em inglês, mas a legenda mostra outro diálogo. Impressão de legenda feita às pressas, sem um pingo de revisão.
Além disso, uma pegadinha na hora de escolher Áudio/Legendas: há duas telas no menu, com as opções de legenda DIVIDIDAS entre cada tela, mas em nenhum momento fica claro que há um segundo menu. Para os mais desavisados, fica parecendo que simplesmente não há legenda em português.
Nos extras, a decepção: áudio com comentários, um making of, um documentário falando sobre a morte do superman nos quadrinhos, e só. Lembrando, o DVD está sendo vendido bem acima do preço ‘normal’ para animações, e já foi lançado com um ano e meio de atraso. Depois reclamam de pirataria…
E quanto a história? Na boa? Não empolga, pelo menos não o tanto que deveria. Pra começo de conversa, esse não é o mesmo Superman dos já clássicos desenhos Superman e Liga da Justiça do Bruce Timm. O que é uma droga, já que você acaba tendo que conhecer de novo os personagens. (atenção: a partir daqui, pode ter spoilers! Leia por conta e risco)
No universo do desenho, não há Liga da Justiça, não há Batman, não há heróis, só Superman. Que, por acaso está tendo um caso com a Lois Lane, sem ela saber que ele é também Clark Kent (duh!). E, quando durante uma escavação uma equipe da LexCorp acidentalmente libera o Apocalipse, é quando a pancadaria realmente começa. E pancadaria MESMO, Apocalipse MATA as pessoas sem dó nem piedade (mas é desenho americano, então há pouquíssimo sangue e todos os desmembramentos ficam sub-entendidos…). Superman aparece, rola porrada em cima de porrada, Metrópolis é parcialmente destruída, e Apocalipse morre, numa cena muito, mas MUITO furada.
Sério, COMO ASSIM o Superman carrega o Apocalipse até o espaço e não o joga direto no Sol, ao invés de devolvê-lo à Terra, em altíssima velocidade, destruindo METADE de Metrópolis no processo? Meu, ele abre uma cratera no meio da cidade, destruindo milhões de dólares em propriedade alheia, sem contar em prováveis vidas, só porque viu uma garotinha sendo ameaçada, e é enterrado como herói? Na boa, não é o Superman, é o Hancock! Caramba, o Apocalipse não voa, não teria como se defender caso fosse arremessado para uma viagem sem volta até o Sol! Simples! Se é pra matar, mata direito! Nesse ponto, até mesmo a história em quadrinhos original é menos furada…
Percebam que, até aí, já estamos quase na metade da animação, e a luta durou pouco mais de dez minutos, sendo bem pouco empolgante (a luta entre Superman e Darkseid no final da Liga da Justiça Sem Limites ganha de longe). Ou seja, já dá pra ter uma idéia de como a história será bem corrida…
Após o enterro, os furos a historia continua. A criminalidade aumenta, Lois fica deprê porque perdeu o maior partidão do mundo, e Jimmy vira paparazzi. A criminalidade aumenta, a polícia não tem condições de conter os bandidos (até aí, beleza: quem ia gastar com segurança pública com o Superman vigiando a cidade?) e tudo parece acabado quando aparece um novo Homem de Aço, que na verdade é um clone perfeito, criado por Lex Luthor! Uau! Meu alerta de clichê atingiu nível máximo!
Aí, mais um furo. OK, eu sou um vilão, e por pura coincidência uma das maiores mentes do planeta. E, já que vou clonar meu maior inimigo, qual o problema em colocar a única salvaguarda possível em um local acessível via raio laser e uma tesoura? A mente mais poderosa do universo nunca ouviu falar em, sei lá, MEDULA? Ou, quem sabe, uma trava de emergência pro caso da primeira falhar? Pô, EU poderia ser um vilão muito melhor que o Luthor…
Enfim, o Superclone enlouquece, o Superman volta (com 60% da força, que é pra dar um drama na luta), rola uma pancadaria um pouco mais empolgante que na luta contra o Apocalipse (percebam que se passou pouco mais de um mês desde a primeira luta, e Metropólis já está totalmente reconstruída, pronta pra ser destruída novamente! Os roteiristas tão assistindo muito Tokusatsu, sério…) e o Superman finalmente vira homem e mata o SuperClone. No final, após uma luta corrida, um roteiro cheio de furos e um monte de pontas soltas, a população agradece o retorno do verdadeiro herói. Óbvio, se eu sou um Zé Ruela qualquer, e vejo um cara de preto com cabelo longo batendo no Superman que enlouqueceu, é ÓBVIO que vou aceitar que aquele é o Superman original…
Talvez eu esteja sendo mais crítico que o normal, mas a história não me empolgou como deveria, e o DVD não trouxe nada de extra que pudesse me fazer pensar que o preço pago foi válido. A morte do Superman é uma mostra do que os desenhos da Paul Dini e Bruce Timm fizeram: qualquer coisa abaixo do alto padrão de qualidade que eles impuseram para animações da DC Comics gera comparações, obviamente para pior. O mesmo aqui.
O filme é um ótimo “Sessão Pipoca”, e só. Compre apenas se você for um grande fã do Homem de Aço, ou se você não se importa muito com detalhes técnicos, como coerência no roteiro.
Ou compre logo “A nova fronteira” – esse sim, vale o quanto custa.
O Japão acaba de criar um novo parâmetro para bizarrices: No momento em que você está lendo essa notícia, mais de 1.000 pessoas já assinaram uma petição online para que o governo japonês aprove uma lei que permita o casamento
entre pessoas reais e personagens de mangá/anime.
(Pausa para a notícia ser processada por vocês, já volto…)
A campanha on-line foi criada por Taichi Takashita (que pretende alcançar 1 milhão de assinaturas), que declarou interesse nessa lei absurda por se sentir mais confortável em um mundo ‘bi-dimensional’. Nas próprias palavras dele: “Eu não estou mais interessado em três três dimensões, seria muito melhor viver em mundo bi-dimensional”,
Esse tipo de sentimento parece estar se tornando cada vez mais comum entre os jovens japoneses (principalmente os otakus e geeks), que gastam cada vez mais tempo em mundos virtuais (como animes, mangás e jogos on-line) para fugir dos desafios e cobranças da vida moderna. Só lembrando, essa campanha foi lançada apenas poucos dias depois de uma japonesa ser presa por matar o ex-marido ‘virtual’… E, semanas atrás, a polícia prendeu uma outra mulher que postou uma mensagem online dizendo que planejava matar seus pais após eles mandarem ela se livrar dos milhares de mangás que ela mantinha na casa dela…
Para ter uma idéia de como a idéia de casar com um personagem ficcional pegou por lá, um dos que assinou a petição escreveu: “Por muito tempo eu só consigo me apaixonar por pessoas bidimensionais, e no momento há alguém que eu amo. Mesmo que ela seja ficcional, ainda é amor. E eu gostaria de ter aprovação legal para essa relação a qualquer custo”.
Considerando que, apesar de todos os avanços tecnológicos das últimas décadas, ainda é IMPOSSÍVEL um ser humano procriar com um personagem de revista (só melecar as páginas não conta) é bem provável que veremos uma diminuição crítica na população japonesa durante as próximas décadas, caso essa lei seja aprovada. Mas, por via das dúvidas, se essa lei surgir por aqui, já escolhi alguém para dividir meu futuro:
E você? Com quem casaria?
Fonte: Telegraph.co.uk
PS: Embora a notícia esteja sendo amplamente divulgada, em nenhum lugar (entenda-se: google) é possível encontrar um link para a petição online. Uma pena, mas imagino que estão evitando linkar para que a petição não alcance um trilhão de assinaturas em dois dias.
PS2: Sim, a última frase e a minha escolhida são apenas uma piada. Sou nerd, mas tenho namorada.
Lembram quando comentei que a regra da física dos animes não se aplica à vida real, gerando uma série de mulheres com pouca roupa e menos liberdade de movimentação ainda? Tipo, no desenho fica muito legal, chama a atenção, mas basta uma mulher de carne de osso vestir e você percebe que… tipo, não é exatamente o tipo de coisa que eu deixaria minha namorada usar…
Pois então, um maluco com muito tempo livre (e uma tara doentia – embora justificável) fez uma lista com as 50 melhores cosplayers com decote! E é como eu já falei: para a felicidade de muito nerd babão, as regras da anatomia simplesmente não se aplicam aqui, e obviamente as mulheres acabam mostrando mais do que deveriam. Diga-se de passagem, MUITO mais do que deveriam.
A lista completa você vê nesse link, mas abaixo eu compilei um top 5 das melhores cosplayers. Diga-se de passagem, NSFW.