Tsebayoth – A idéia foi boa, a execução é que pegou
Tsebayoth é o tipo de iniciativa que até poderia ser interessante, mas que foi tão mal executada, tão mal planejada, tão recheada de clichês, lugares-comuns e plágios, que na verdade virou um grande motivo de chacota para qualquer um que se preste a pensar um pouco enquanto assiste o vÃdeo. Na verdade, em um primeiro momento eu realmente imaginei que se tratava de alguma brincadeira, até descobrir que o negócio não só é sério, como realmente será lançado!
Mas… como fica quando uma série mostrando um super-herói católico apropria-se de idéias, personagens e até músicas pertencentes a terceiros? O “não furtarás” não rola nessas horas? Foi pensando nisso que resolvi comentar rapidamente sobre o achado, mostrar algumas (cof, cof) ‘referências’, dar uma opinião rápida, e deixar o resto a cargo dos leitores. Importante: não faço parte da turma de fãs que defendem que tudo que vem do Japão é sagrado e intocável, portanto não vejo problemas em encontrar uma série brasileira usando conceitos tÃpicos de séries super-sentai. O que me incomoda é ver um grande grupo criando uma SÉRIE que usa sem o menor pudor propriedade de terceiros, e que na pior das hipóteses, pode ser considerado como plágio.
Pra começar, vamos ao vÃdeo. Assistam, eu vou ali tomar um cafézinho e já volto:
Viram? Então ignoremos por alguns momentos a péssima atuação (atores novos, etc. etc.) e vamos aos fatos:
A música de fundo, pra começar: Não sei se vocês já sacaram, mas o tema é do filme Guerra nas Estrelas. Ôpa. Música sob direitos autorais, eles foram autorizados a usar?
Mais à frente, temos os vilões, os Pecados Capitais. Reparem:
Onde já vi esses caras antes? Hmmmmm…..
Exato, são Nazguls, do Senhor dos Anéis. O lÃder tem uns chifres na cabeça, mas é só olhar com atenção: cópia. Mais uma vez: foram comprados os direitos, ou usaram o mesmo visual porque ‘acharam legal’?
Mais à frente, temos alguns clichês rápidos, tÃpicos de séries japonesas. Em uma cena, os vilões tentam esmagar o herói com… pedras!
Logo depois, temos o herói com uma… espada laser de fogo!
Mas o melhor ainda está por vir. Reparem no Tsebayoh, o herói principal da história:
Sério. Deêm uma boa olhada. Não se acanhem. Vamos lá, o que lembra? Não mintam, papai do céu não gosta!
DifÃcil? Deixa eu dar uma ajudinha….
Parecido, né? Agora, reparem na pose dos caras aà de cima. Agora… deêm uma olhada na pose de Tsebayoh, com um Cybercop, lado a lado:
Sério, chega a ser constrangedor. Até a pose é igual.
Então, em menos de dois minutos de vÃdeo, já temos: música de fundo de Star Wars, Nazguls do Senhor dos Anéis, e o protótipo cor de banana dos Cybercops. Mais uma vez, eu pergunto, compraram os direitos de uso? Ou foram jogando tudo o que vinha na cabeça e parecia ‘super-legal’?
Quando me meti a fazer roteiros de histórias em quadrinhos e mangás, volta e meia trocava material com outros autores. Com o tempo, não foi difÃcil perceber que poucos entendiam a diferença entre ‘inspirar-se’ em algo e ‘plagiar’ algo. OU: Não há problemas em criar um mangá de artes marciais – o problema é resolver criar um mangá de artes marciais que envolve um garoto com rabo de macaco com poderes acima do normal, que descobre ser na verdade um alienÃgena, e achar que ninguém vai perceber que é plágio. E parece que foi esse o caminho que os produtores de Tsebayoh resolveram seguir.
O que torna isso tudo ainda pior é a origem da série: um grupo católico. Não deveriam ser eles a… sei lá, dar o exemplo de ética para nós?











