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	<title>Blog do Graveheart &#187; Mangá</title>
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	<description>Cultura Nerd em geral</description>
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		<title>Review: Buda, de Osamu Tezuka</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Dec 2011 04:30:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[É extremamente difícil definir qual obra audiovisual mais me marcou, mas um que com certeza fica entre os cinco no topo da lista é Buda, de Osamu Tezuka. Uma obra que chama a atenção não só pelo roteiro ou pelo carisma dos personagens, mas pelo conjunto de diversos fatores. Uma história que só poderia ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É extremamente difícil definir qual obra audiovisual mais me marcou, mas um que com certeza fica entre os cinco no topo da lista é <strong>Buda</strong>, de Osamu Tezuka. Uma obra que chama a atenção não só pelo roteiro ou pelo carisma dos personagens, mas pelo conjunto de diversos fatores.</p>
<p>Uma história que só poderia ser contada de forma tão singular pelas mãos de Osamu Tezuka.</p>
<div id="attachment_5951" class="wp-caption alignright" style="width: 361px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; float: right;"><img class="size-full wp-image-5951  " title="buddha_image_1" src="http://img.graveheart.me/2011/12/buddha_image_1.jpg" alt="" width="351" height="322" /><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">A humanidade, parte da natureza, e ao mesmo tempo pequena e insignificante perto dela. Tema recurrente nas obras de Tezuka</p></div>
<p>Publicado originalmente no Japão entre 1972 e 1983 e composto de 14 volumes com aproximadamente 400 páginas cada um, Buda conta uma história que muitos já conhecem, mesmo que por cima: a transformação do príncipe <strong>Siddhartha Gautama</strong>, nascido em torno de 500 anos antes de Cristo, em<strong> Buda, o Iluminado</strong>. Tudo isso na região que hoje forma a Índia e parte da Ásia, que naquela época sofria com um sistema de castas rígido e injusto, além do pacote básico de pragas como fome, doenças, guerras e morte.Mas como acompanhar toda a trajetória de transformação propriamente dita poderia ser tediosa para quem já conhece a história de Buda, Tezuka nos apresenta durante a história diversos personagens e tramas fictícias, interligadas a situações e personagens que ou são reais ou são levemente adaptadas.</p>
<p>E justamente um desses personagens fictícios acaba muitas vezes roubando a cena e se tornando o personagem principal por vários capítulos, além de servirem como &#8220;guias&#8221; para o leitor, ao apresentar vários costumes e situações da época: <strong>Tahta</strong>, o pária (casta ainda mais baixa que os escravos, considerados impuros e intocáveis, algo que você já sabe se assistiu <em>Caminho das Indías</em>) que cruza muitas vezes o caminho de Siddhartha. Tahta é apenas um dos muitos personagens que compõem a saga, e que te prendem a ela.</p>
<p>Pode parecer estranho no começo esse foco excessivo em outros personagens, ainda mais se notarmos que em vários volumes Buda mal aparece (o primeiro volume é praticamente dedicado a Tahta). Mas aí é que está um dos maiores trunfos da obra e também uma prova da genialidade de Tezuka: todos os acontecimentos mostrados e todos os personagens mostrados tem um motivo para estarem ali, uma razão de existir. E, assim como numa estrada lotada de desvios e encruzilhadas, são as ações desses personagens que fazem com que eles encontrem Buda e de alguma forma contribuam para a criação do homem que se tornaria a lenda.</p>
<div id="attachment_5952" class="wp-caption aligncenter" style="width: 355px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;"><img class=" wp-image-5952" title="tezuka_buddha_01" src="http://img.graveheart.me/2011/12/tezuka_buddha_01.jpg" alt="" width="345" height="500" /><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Um dos (muitos) pontos chave da história. Repare na técnica narrativa de Tezuka, o sofrimento inicial, e a aceitação nos olhos do personagem ao final</p></div>
<p>Uma mulher abandonada por um dos personagens coadjuvantes pode ter um filho que no futuro causará problemas a Buda. Um monge que troca meia dúzia de palavras com um personagem menor pode décadas depois ser um ponto chave na história. E por aí vai. Tezuka ainda brinca com isso, no mostrando a história de um personagem até o seu climax e deixando o final em aberto, anunciando para o leitor que só voltaríamos a ter notícias dele mais tarde na história, deixando-nos loucos para saber como aquela situação terminará e como afetará o eixo principal da história.</p>
<blockquote>
<div>&#8220;O que é a vida de um homem comparada à eternidade do tempo e espaço? Nada mais que um floco de neve que brilha no Sol momentos antes de derreter no fluxo do tempo&#8221;</div>
</blockquote>
<div>
<p>Não por acaso, justamente essa narrativa truncada apresenta ao leitor um dos motes da série e da própria filosofia do budismo: <strong>Todos os seres vivos dependem de outros seres vivos e são parte de um plano maior onde cada criatura tem sua funçã</strong>o. Nada é exatamente “por acaso”. Você pode até mesmo se revoltar com os problemas que lhe acontecem, mas eles de uma certa forma serviram de alguma coisa. Nem que seja para inspirar alguém que nem mesmo nasceu ainda.</p>
</div>
<div>
<p>E, ao acompanhar as aproximadas 3.000 páginas de Buda, é possível que o leitor mais atento perceba que não há diferença alguma entre as intersecções quase infinitas entre os personagens e o que acontece na nossa vida. Uma chave que você não encontrou a tempo antes de sair de casa pode ter feito você perder o ônibus. O mesmo ônibus que sofreu um acidente poucos minutos depois. Uma pessoa para quem você sorriu e desejou bom dia de forma quase automática só precisava desse ato bobo de educação para chegar mais tranquila no trabalho e atender melhor as pessoas. E por aí vai. Como opinião pessoal, é delicioso quando a história que você está lendo te dá esse tipo de visão.</p>
<p>Ainda sobre a narrativa, a todo momento podemos ver os famosos costumes de Tezuka: personagens famosos de outras séries do autor aparecendo a todo momento, personagens quebrando a quarta parede e fazendo comentários sobre a época e costume em que a série foi escrita, e um senso de humor impar. Tudo isso torna a história gostosa de ler, mesmo em momentos mais densos e pesados. Tezuka sabe balancear muito bem o tom da história, dando o peso certo aos momentos que devem ser marcantes. E sim, há momentos bem marcantes.</p>
<p>Esse equilibrio também é percebido na arte: mais simples e caricatural nos momentos leves e de humor, mais detalhada nos momentos sérios e dramáticos. É como se Tezuka dissesse para o leitor &#8220;olha, a situação que acabamos de presenciar é bem tensa, e daqui a pouco piora, então relaxa por umas duas páginas&#8221;. Ainda sobre a arte, podemos ver Tezuka em sua melhor forma, com um traço que muitos podem considerar simples e datado, mas que funciona. É interessante também perceber como muitas técnicas que hoje em dia consideramos comuns ou bobas são usadas com perfeição pelo mestre.</p>
<div id="attachment_5950" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;"><img class="size-full wp-image-5950 " title="111103_buddha02" src="http://img.graveheart.me/2011/12/111103_buddha02.png" alt="" width="450" height="334" /><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">A tensão da cena reflete a tensão do arco a ser disparado, assim como a tensão dos personagens. Repare no enquadramento apertado, no zoom crescente</p></div>
<p>No final, Buda é uma história deliciosa. Não se deixe enganar pelas 3.000 páginas, logo no primeiro volume você já estará doido para saber como a história continua e como aqueles personagens ora sofredores, ora causadores de sofrimento, mas acima de tudo humanos, evoluem. A saga de Siddhartha criada por Osamu Tezuka é cheia de reviravoltas, dúvidas, medos e provações, mas principalmente é um tratado sobre o sofrimento humano e as suas causas. Uma obra que <strong>merece</strong> ser lida.</p>
<p>E, acima de tudo, não se prenda a base religiosas e coisas do tipo. Tezuka mesmo não era budista, e em nenhum momento da história ocorre uma tentativa de &#8220;conversão&#8221;. Leia sem medo.<strong>Buda</strong> foi publicado no Brasil pela Conrad, e pode ser encontrado facilmente em <a href="http://www.comix.com.br/advanced_search_result.php?keywords=buda&amp;x=0&amp;y=0">diversas lojas online</a> e livrarias. Outras obras de Tezuka podem ser compradas pela <a href="http://www.bookdepository.co.uk/search?searchTerm=tezuka&amp;search=search?a_aid=graveheart">Book Depository</a>, por um preço bem camarada. Esse post faz parte do <a href="https://www.facebook.com/tezukaday">#tezukaday</a>, uma iniciativa de vários blogs para lembrar da história do mestre. Não deixe de visitar a fanpage do projeto e participar dos diversos concursos e sorteios que rolarão durante o dia de hoje, 17 de dezembro. Diversão garantida ou seu dinheiro de volta. <img src='http://graveheart.me/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
</div>

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		<title>Artes Marciais X Mangá, Anime e Games</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2009 20:24:56 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Dias atrás, enquanto limpava meu HD para instalar o Windows 7, encontrei uma pasta com arquivos que eu julgava perdidos: vários backups e originais da época em que eu mantinha o Anime Point com a ajuda de um grande amigo. O post abaixo é um texto escrito a quatro mãos, em 2000~01, sobre artes marciais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><em>Dias atrás, enquanto limpava meu HD para instalar o Windows 7, encontrei uma pasta com arquivos que eu julgava perdidos: vários backups e originais da época em que eu mantinha o Anime Point com a ajuda de um grande amigo. O post abaixo é um texto escrito a quatro mãos, em 2000~01, sobre artes marciais em animes e games. Como ainda não perdeu a validade (apesar da maioria dos jogos e animes já ter mais de 10 anos de idade&#8230;), e o texto é REALMENTE bom, resolvi republicar aqui, com algumas pequenas alterações. Enjoy!</em></p>
<p style="text-align: left;">Uma coisa pela qual as produções japonesas, sejam mangá e animê, não costumam primar é pelo apuro científico. Ou, melhor dizendo, pelo uso de uma coisa que alguns escritores costumam chamar de <strong>pseudo-ciência</strong>, que consiste em &#8220;explicar&#8221; através de teorias pouco conhecidas ou obscuras poderes e fenômenos fantásticos em uma história. Por exemplo, a imensa maioria dos &#8220;<em><strong>mechas</strong></em>&#8221; criados no Japão é cientificamente impossível, seja por uma questão de peso, energia necessária para movimentar uma estrutura do tamanho de um prédio, armamentos mirabolantes, ou, o que é mais comum, por tudo isso junto e um pouco mais.</p>
<p><a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/04/turma.gif"><img style=' float: right; padding: 4px; margin: 0 0 2px 7px;'  class="alignright" title="Turma" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/04/turma-thumb.gif" border="0" alt="Turma" width="170" height="129" align="right" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><em><strong>Ao lado</strong>: <strong><a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Q2F2YWxlaXJvcytkbytab2QlRURhY29fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbF8jI185NjQz-72">Cavaleiros do Zodíaco<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a><script src="http://sledge.boo-box.com/javascripts/engine/boo-box-loader.js" type="text/javascript"></script></strong> &#8211; Jovens japoneses  canalizando uma energia universal através de técnicas marciais para proteger uma deusa grega &#8230; Dizendo assim dói, não? Além do grau normal de fidelidade da maioria das produções japonesas para com artes marciais, Cavaleiros ainda altera o nome de ki para cosmo. Exemplo perfeito de como tentar parecer novo e dispensar alguns dias de pesquisa.</em> Já no ocidente, <strong>poderes de super-heróis</strong> são explicados como poderes vindos de mutação genética, &#8220;acidentes&#8221; com radiação ou armaduras entupidas de tecnologia. É claro que esses poderes são tão ou mais impossíveis que os &#8220;mechas&#8221; japoneses, mas é quase certo que após uma descrição das habilidades do herói, vem uma explicação de como elas funcionam, usando elementos de pseudo-ciência, como por exemplo &#8220;<em>minhas mitocôndrias absorvem energia solar e a acumulam permitindo que eu dispare rajadas de energia</em>&#8220;, ou, &#8220;<em>atravesso paredes alterando minha densidade</em>&#8220;, ou ainda &#8220;<em>a eletricidade estática é que me faz grudar nas paredes</em>&#8220;. Por mais furada e estapafúrdia que seja a teoria, não são raras as vezes em que tal artifício acaba gerando interesse na ciência real. Não são raros os fãs de quadrinhos e desenhos americanos que já sonharam em se tornarem cientistas por exemplo. Poucos levam essa idéia a diante, é verdade, mas esse interesse gerado pela pseudo-ciência não é a única contribuição dela. Algumas vezes as idéias inicialmente absurdas dela são revistas anos depois com mais tecnologia disponível para realizá-la, e um dos maiores exemplos disso é o famoso relógio de comunicação que o detetive <strong>Dick Tracy</strong> usava nos anos trinta, coisa que volta e meia empresas tentam tornar prática.  A atitude dos autores japoneses de desprezar a pseudo-ciência pode até ter alguma lógica no que se refere a ficção científica. Afinal de contas, para que perder tempo tentando explicar o inexplicável, e não apelar simplesmente à fantasia e à imaginação? O problema é quando essa atitude de fantasiar tudo sem uma pesquisa mais séria transborda para outros gêneros, como os mangás e animês de luta por exemplo. E isso não é apenas uma demonstração de preguiça ao não se pesquisar fundamentos e filosofias das artes marciais. É perigoso à medida em que dá uma noção errada e distorcida de como são e estão as artes marciais hoje. Em geral, as motivações dos personagens desse gênero de histórias se resumem a apenas angariar mais e mais poder para derrotar o maior número possível de inimigos em menos tempo, o que não corresponde ao objetivo principal das principais artes marciais hoje. Aliás, o que nunca foi o objetivo de arte marcial nenhuma.</p>
<h6 style="text-align: left;">Origens das Artes Marciais</h6>
<p><a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/04/sfa3142331.png"><img title="sfa3-142331" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/04/sfa3142331-thumb.png" border="0" alt="sfa3-142331" width="194" height="113" align="left" /></a> <em><strong>Ao lado:</strong> Ryu, principal personagem da série <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/U3RyZWV0K0ZpZ2h0ZXJfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbF8jI185NjQz-60">Street Fighter<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a><script src="http://sledge.boo-box.com/javascripts/engine/boo-box-loader.js" type="text/javascript"></script> aplica um golpe na lutadora Rainbow Mika. Ok, tá certo que liberdades podem e algumas vezes devem ser tomadas em nome da diversão, mas existem limites. Ryu é mostrado como um mestre em sua arte, o <strong>Karatê Shotokan</strong>, um praticante introspectivo e que deseja refinar e melhorar suas habilidades de combate ao máximo. E é ai que está o problema &#8211; ele é apenas isso, alguém que esta em seu máximo fisicamente e ainda quer mais poder, acumulado através de repetidos combates. Tudo o mais que compõe a prática de uma arte marcial é posto de lado. Isso sem falar que o gancho, ou uppercut, é um golpe que não existe nesse estilo de Karatê &#8230;</em>
</p>
<p style="text-align: left;">Para entender o que se está tentando dizer, basta analisar as lendas que cercam as origens das artes marciais. O <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/S3VuZy1GdV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sXyMjXzk2NDM=-52">Kung-Fu<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a><script src="http://sledge.boo-box.com/javascripts/engine/boo-box-loader.js" type="text/javascript"></script>, por exemplo, teria se originado de uma viagem de um monge budista indiano à China, <strong>Bodhidharma</strong>. Bodhidharma teria feito uma peregrinação ao Templo Shaolin da província chinesa de Honan, e ali se hospedado. Ao perceber que seus anfitriões estavam fracos e sem muita saúde física devido ao enorme tempo que gastavam em meditação, o monge resolveu ensinar-lhes técnicas de combate de uma casta de guerreiros indianos chamada <strong>Kshatriya</strong>, para lhes dar algum condicionamento físico. A partir dai, esses monges iriam aperfeiçoar o que haviam aprendido com Bodhidharma por séculos, desenvolvendo o que hoje conhecemos como Kung-Fu, através da observação do movimento de animais e da filosofia budista.  A viagem de Bodhidharma teria dado origem à outras duas artes marciais. O Kung-Fu acabaria influenciando nativos da ilha japonesa de <a title="Okinawa" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Okinawa_(disambiguation)">Okinawa</a>, que acabaram por desenvolver o Karatê como forma de auto defesa. Tendo origem em pleno Japão Feudal, em uma época em que portar espadas era proibido a quem não fosse <a title="samurai" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Samurai">samurai</a>, o Karate era uma forma dos habitantes de Okinawa se defenderem com as mãos limpas ou com instrumentos de trabalho rural que poderiam ser usados como armas simples, como pequenas foices e bastões.  Ao mesmo tempo que em Okinawa se desenvolvia o Karatê, a região que hoje constitui as Coréias do Norte e do Sul se encontrava dividida em três reinos em constante guerra. Através de influências de praticantes de Kung-Fu chineses, um grupo de aristocratas e militares de um dos reinos criou um grupo de guerreiros que se chamou <strong>Hwa-Rang-Do</strong>. Estudiosos de diversas formas de combate, como esgrima e arco e flecha, os <strong>Hwarang</strong>, como ficaram mais conhecidos, também desenvolveram técnicas de combate desarmado chamadas Tae-Kyon, que dariam origem posteriormente ao Tae Kwon Do moderno. Graças aos esforços dos Hwarang, a Coréia foi finalmente unificada.  O lema dos Hwarang talvez seja uma das melhores formas de entender o que realmente significa praticar artes marciais. Seu lema era &#8220;<strong>Obediência ao rei, respeito aos pais, lealdade para com os amigos, nunca recue ante o inimigo, somente matar quando não houver alternativa</strong>&#8220;. Mais do que instrumentos de combate que visem adquirir a supremacia em um combate, <strong>artes marciais são uma filosofia de vida, um método de crescimento físico e espiritual, criado com objetivos muito diferentes do que subjugar um oponente e conseguir poder pura e simplesmente</strong>. Até em artes marciais de origens mais recentes, como o <strong>Judô</strong> e o <strong>Aikidô</strong> esse princípio é bem visível. O Judô é mundialmente reconhecido como esporte, e, desde sua fundação pelo Professor Jigoro Kano no fim do século passado, ele se preocupa em conciliar o treinamento físico com o crescimento mental do participante, enquanto que o Aikidô, criado por Morihei Ueshiba no início do século XX a partir da arte samurai conhecida como <strong>Daito-Ryu Aikijujutsu</strong>, tem na auto-defesa sua maior arma, sendo constituído em grande parte por técnicas de desarme, bloqueio e esquiva.</p>
<p><span id="more-5076"></span></p>
<h6 style="text-align: left;">&#8220;Eu Sou o mais Forte!!!&#8221; <a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/04/realboutfatalfury3.jpg"><img title="real bout fatal fury3" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/04/realboutfatalfury3-thumb.jpg" border="0" alt="real bout fatal fury3" width="170" height="128" align="right" /></a></h6>
<p><em><strong>Ao lado: </strong>No quesito adaptar, divertir e manter algum respeito, a empresa de video-games SNK teve muito mais sucesso nos anos 90 que sua principal concorrente, Capcom, produtora da série Street Fighter. Em seus jogos, incluindo o arqui-famoso &#8220;The King of Fighters&#8221;, a SNK se preocupava em caracterizar seus personagens como algo mais do que máquinas de acumular poder, ou de ao menos dar uma desculpa razoável para eles se tornarem isso. Acima, <a title="Geese Howard" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Geese_Howard">Geese Howard</a>, principal vilão da série Fatal Fury arremessa o lutador de kung-fu Hon Fu usando uma técnica real de Aikido, o &#8220;Do Céu ao Inferno&#8221;, relativamente bem adaptada ao universo dos jogos.</em> Seria lógico pensar que, tendo um contato maior com os princípios e filosofias das artes marciais, os autores japoneses de mangá e animê pudessem construir personagens que fossem artistas marciais mais centrados e que não fossem apenas exímios lutadores, mas que também vivessem pelos princípios que as artes marciais pregam. Só que não é surpresa nenhuma para quem já leu um mangá ou assistiu um animê baseado em combates que o que ocorre é justamente o contrário. São raras as vezes em que os personagens que praticam artes marciais se afastam da imagem de um ser humano obcecado com o poder, com a idéia de se tornar mais e mais forte, superando qualquer outro que se ponha em seu caminho. E mesmo quando surgem personagens mais próximos dos objetivos das artes marciais, eles são mestres com dezenas de anos de práticas, que só compreenderam a iluminação depois de muito treinamento, e que quase que invariavelmente são mortos pelo vilão da história, um praticante obcecado por poder &#8230;  Não que não existam praticantes de artes marciais violentos, obcecados ou com qualquer outro desvio de caráter que estamos acostumados a ver nos lutadores desenhados. Eles existem sim, mas são a grande minoria. Raramente alguém que não compreenda para quê e porque se treina uma arte marcial vai chegar a uma graduação elevada, desistindo em algum ponto do caminho, e usando o pouco que aprendeu da arte que praticou para perpetuar um estereotipo absolutamente falso do artista marcial.  Mas é justamente essa visão que os animês e mangás acabam passando dos artistas marciais. Talvez parte dessa visão pudesse ser justificada por uma leitura superficial de um clássico escrito por Myamoto Musashi, &#8220;<a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/TXVzYXNoaV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sXyMjXzQy-48">O Livro dos Cinco Anéis<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a><script src="http://sledge.boo-box.com/javascripts/engine/boo-box-loader.js" type="text/javascript"></script>&#8220;, onde o lendário samurai dispõe os princípios de seu estilo de Kenjutsu ( esgrima japonesa ), e de sua eficiência e supremacia em relação às maneiras de se manobrar uma espada defendidas por outras escolas mais tradicionais e que foram derrotadas ao longo da vitoriosa carreira de duelista de Musashi. Rivalizando com outro clássico do combate, &#8220;<strong>A Arte da Guerra</strong>&#8220;, do chinês Sun Tzu, &#8220;O Livro dos Cinco Anéis&#8221; também é um eficiente guia estratégico, explicando como se tirar vantagem do terreno e do lugar onde se luta, como se aplicar os princípios explicados no livro para a movimentação de tropas, e um cem outro número de outras dicas para se conseguir a vitória ao menor custo possível.
</p>
<p style="text-align: left;">Essa, no entanto, é uma visão pessoal de Myamoto Musashi sobre uma arte que é essencialmente letal, o <strong>Kenjutsu</strong>, em um período da história do Japão onde perder um combate não significava apenas isso. Em geral, <strong>perder naqueles dias significava morrer</strong>. Ser o mais forte, não significava apenas ostentar um título. Significava sobreviver por mais tempo. Musashi personificou esse ideal em seu estilo de Kenjutsu e em seus duelos, onde ele usava todo e qualquer meio para atingir a vitória, fosse atacar de surpresa, fosse matar um inimigo, enfim, fosse o que fosse.</p>
<p style="text-align: left;">Como já vimos, as artes marciais não foram criadas com a intenção de angariar poder. Pelo contrário, seu objetivo principal era a sobrevivência do individuo e sua auto-preservação, uma forma de se defender justamente daqueles que buscavam apenas mais e mais poder individual. O Kung-Fu foi usado pelos monges para defender seus mosteiros dos mais diversos tipos de inimigos, desde bandoleiros até diversas dinastias imperiais. Os camponeses do Japão tinham no Karate uma forma de se defenderem dos abusos dos samurais, que possuíam o direito de tirar a vida de qualquer camponês sem prestar contas, graças a sua posição social, e os Hwarang unificaram a Coréia, tornando os coreanos uma nação, um povo mais forte como um todo. Assim como os princípios de &#8220;O Livro dos Cinco Anéis&#8221;, as artes marciais possuem um forte caráter de auto-preservação em sua origem, mas não são, de forma alguma, um método infalível de conseguir vitória em um combate, nem nunca se apresentaram como isso.</p>
<h6 style="text-align: left;">Eles socam, eles chutam, eles voam &#8230;</h6>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/04/cell33.jpg"><img title="cell33" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/04/cell33-thumb.jpg" border="0" alt="cell33" width="170" height="116" align="left" /></a><strong> <em>Ao lado: </em></strong><em>Os fortões de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/RHJhZ29uK0JhbGxfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbF8jI185NjQz-56">Dragon Ball Z<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a><script src="http://sledge.boo-box.com/javascripts/engine/boo-box-loader.js" type="text/javascript"></script>. O que inicialmente se iniciou como uma comédia feita em cima de elementos de uma lenda chinesa desbancou para uma das mais conhecidas e bisonhas séries de pancadaria existentes. Nesse processo, as lutas se tornaram, é óbvio, parte importante da série, mas não foram aprofundadas ou melhoradas por nada além de mais e mais força bruta, capaz de causar mais e mais estragos. Enfim, uma verdadeira corrida armamentista. E ficou pior. DBZ é um autêntico exemplo de série de sucesso que forma e influência gerações de autores e expectadores, que passaram a considerar combates e o estudo de artes marciais em mangás e animes da mesma forma que Akira Toryama mostrou em sua obra. Considere também a parcela do público infantil que se espelha na televisão para compor sua idéia de mundo, e você vai perceber que o legado de DBZ nesse campo não foi dos melhores.</em></p>
<p style="text-align: left;">De fato, parece que a proximidade dos autores japoneses com artes marciais só serviu para uma coisa. Exagero, muito exagero &#8230;</p>
<p style="text-align: left;">Embora a situação nos países orientais esteja longe do que se costuma ver nos filmes chineses, onde qualquer mendigo na rua é um possível mestre de um estilo muito antigo de combate desarmado, também não é assim tão incomum encontrarmos praticantes de artes marciais, pelo menos não tanto quanto aqui no ocidente. A consequência disso é que um percentual muito maior de pessoas familiarizadas com alguns aspectos das artes marciais, e, infelizmente, com os mais superficiais. Com pouco tempo de prática, algo em torno de seis meses, um aluno dedicado vai conhecer um bom número de técnicas de soco, chute, projeção e defesa, movimentos básicos, mas suficientes para impressionar ou provocar um certo estrago em brigas de rua. E, como já foi dito, praticantes que não compreendem os princípios das artes marciais raramente praticam tempo suficiente uma mesma arte para  entenderem o quanto é errado e inútil espancar pessoas que não possuem condições de revidar. Desligando-se de seus dojos, esses autênticos valentões não só vão perpetuar a imagem do mal praticante de artes marciais, como também vão tornar mais e mais comuns formas corretas de se desferir um soco ou um chute. Vão ensinar a outros que jamais irão passar na porta de uma academia de artes marciais que se soca usando não apenas os músculos do braço, mas sim com o ombro e o movimento do quadril, que em um chute é preciso dobrar o joelho de maneira adequada para se conseguir força e precisão.</p>
<p style="text-align: left;">Assim, temos um cenário onde mais e mais pessoas deixam de se impressionar com coisas como um chute perfeito ou socos rápidos e precisos. No ocidente, o telespectador médio se impressiona com muito pouca coisa, como os coices de mula de <strong>Chuck Norris</strong>, a abertura de pernas negativa de <strong>Van Damme</strong> ou o vexaminoso golpe da garça de <strong>&#8220;Karate Kid&#8221;</strong>. Mas como impressionar um público que já viu técnicas muito mais eficientes e práticas que essas na rua? Para impressionar as pessoas então, passam a existir dois caminhos. Exagero, puro e simples, ou pesquisa. Qual o mais fácil? Qual é o mais usado? Acho que nem é preciso responder &#8230;</p>
<p style="text-align: left;">Verdade seja dita, não é só o mangá ou animê que exageram as artes marciais ao extremo, fazendo com que seus praticantes usem técnicas destruidoras de continentes e se movam na velocidade da luz. Os filmes chineses de artes marciais tem uma tremenda tradição em pulos impossíveis e absurdos como lutar sobre a água.</p>
<h6 style="text-align: left;">E enfim, o verdadeiro inimigo!</h6>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/04/coverganaz.jpg"><img title="coverganaz" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/04/coverganaz-thumb.jpg" border="0" alt="coverganaz" width="146" height="240" align="right" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><em><strong>Ao lado:</strong> Ilustração de capa do mangá <strong>Rurouni Kenshin</strong>, lançado no Brasil como Samurai X. O samurai Kenshin Himura é um dos personagens mais próximos de um praticante de artes marciais, alguém que usa suas capacidades de luta como um instrumento para coisas e realizações maiores do que simplesmente se tornar mais e mais forte. Além disso, há no autor dessa série, Nobuhiro Watsuki, uma certa preocupação em explicar suas técnicas e lhes dar um certo  verniz de realidade, através de elementos próprios das artes marciais. Assim, coisas simples como um passo ou uma posição diferente das mãos geram uma técnica completamente diferente. Talvez essa preocupação de Watsuki seja fruto da influência dos quadrinhos americanos sobre o autor, talvez sejam simplesmente uma forma de divertir mais o leitor, mas o certo é que esse autor, mesmo sem saber, e mesmo que quase ninguém tenha seguido seus passos criou um sub-gênero no mangá, a ficção-marcial.</em></p>
<p style="text-align: left;">Mas, diferente dos personagens que normalmente vemos em mangás e animês, os personagens desses filmes raramente procuram apenas serem os melhores lutadores do mundo. Na maioria das vezes, seus objetivos nem passam perto das artes marciais. São policiais à caça de bandidos, filhos querendo vingar a morte de seus país e um cem outro números de clichês do gênero de ação, inclusive o famigerado &#8220;Aluno vinga Mestre&#8221;. Raramente as artes marciais em si são o centro da trama, o que, convenhamos, seria bem chato de ver na tela. Como explicar em um filme de ação que o principal objetivo das artes marciais é o crescimento pessoal, superar a cada treino seus limites e fazer algo que quando se iniciou o aprendizado era aparentemente impossível?</p>
<p style="text-align: left;">A solução adotada pelos filmes chineses é interessante, na medida em que passa vez por outra preceitos superficiais e se concentra em mostrar a plástica e beleza de golpes e combates, mas evita a idéia de tentar resumir os princípios e fundamentos de qualquer arte marcial em pouco mais de duas horas. Mesmo em 26 capítulos de vinte minutos, ou em dezenas de volumes de mangá, essa seria uma tarefa destinada ao fracasso. Compreender os espírito das artes marciais, o que elas significam e o quanto podem fazer por quem pratica uma delas é uma sensação única, muito particular para cada um, algo que deve ser vivido para que possa ser entendido. Isso, no entanto, não é desculpa para a imensa quantidade de &#8220;Gokus&#8221; e &#8220;Ryus&#8221; que infestam o entretenimento japonês, lutadores obcecados em se tornarem mais e mais fortes, em derrotarem inimigos mais e mais poderosos única e exclusivamente através de poder absoluto, e que acabam salvando o mundo por pura coincidência entre uma luta e outra. Mais divertido e funcional são personagens como os do elenco de Ranma ½, que da mesma maneira que nos filmes chineses, usam artes marciais como um pano de fundo para uma história de ação, comédia e romance. Claro que não há nenhuma preocupação em demonstrar qualquer filosofia ou apuro técnico nos golpes, mas é algo muito e muito distante do ridículo de treinos cada vez mais duros e piores para angariar mais e mais poder.</p>
<p style="text-align: left;">Se pudessem ser resumidas em uma forma de derrotar um ou mais inimigos, se fossem apenas uma arma, as artes marciais não teriam sobrevivido à popularização das armaduras, ao uso do arco-e-flecha e ao advento das armas de fogo. Mesmo com dezenas de formas muito mais eficientes de matar e destruir hoje em dia, artes marciais continuam sendo procuradas pelas mais diversas razões, e, com certeza, destruir não é a principal delas. Hoje, a maioria das pessoas que pratica e procura artes marciais sabe que ao iniciar o treinamento em qualquer uma delas tem início uma batalha sem fim onde cada dia traz uma nova vitória, contra um inimigo cada vez melhor e mais difícil de ser derrotado. E, em &#8220;O Livro dos Cinco Anéis&#8221;, Musashi Myamoto o define muito bem. Apesar de parecer um manual de genocídio para alguns, vez por outra Musashi deixa transparecer a sabedoria que só alguém que treinou uma vida inteira pode alcançar, e, apenas como um autêntico guerreiro poderia fazer, ele declara solenemente quem o praticante de artes marciais enfrenta a cada vez que pisa em um tatame.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>&#8220;A luta, é contra o você de ontem.&#8221; </strong></p>
<p style="text-align: left;"><em>Marcus Winicius, a man &#8230; who will fight &#8230; for your love! &#8211; </em>Dedicado ao Sensei Júlio, Sempai Wellington; ao pessoal da Arte e Movimento, e aos inestimáveis sempais-consultores-amigos Marcos José Otterço e José Otterço Jr.</p>
<h6 style="text-align: left;">Curiosidades e Glossário:</h6>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/04/grp01.gif"><img title="grp01" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/04/grp01-thumb.gif" border="0" alt="grp01" width="157" height="240" align="left" /></a><em><strong>Ao lado:</strong> Yu-Yu Hakushô foi quase uma cópia ideêntica de Dragon Ball Z, mas superou o original em alguns aspectos importantes. Infelizmente, nele as artes marciais não são mostradas de uma maneira muito melhor do que em DBZ. Ao menos, nem todos os personagens são loucos psicóticos sedentos por poder, e nem sempre poder absoluto foi garantia de vitória nessa série, o que já é, por si só um bom avanço.</em></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Base:</strong> A postura de combate. Também chamado de kamae nas artes marciais japonesas, a base é o ponto zero de onde você vai usar seus golpes e técnicas. Mantê-la é a garantia de que você poderá reagir melhor aos golpes do adversário e fazer um melhor uso dos seus. Ao contrário do que se vê por ai, cada estilo de combate não possui apenas uma base. O Kung-Fu, por exemplo, possui perto de cinquenta, cada uma adequada a um determinado tipo de situação.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Chi:</strong> Ver Ki.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Dojô:</strong> Palavra japonesa que define o local onde se treinam artes marciais. Não significa necessariamente academia ou uma escola familiar, já que qualquer um desses lugares pode ser considerado um dojô.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Faixa:</strong> Forma usual de se determinar o grau de competência e dedicação de um praticante, através de uma faixa de tecido colorida ( na Capoeira usa-se um cordão ). As formas de graduação variam bastante, mas, em geral, a faixa branca é destinada aos iniciantes, e a faixa preta aos mestres. No Karatê Kyokushin Kai, os alunos são proibidos de lavar sua faixa, que, segundo os preceitos do estilo, carrega o espírito e determinação empregados pelo aluno durante as aulas.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Forma:</strong> Também recebe o nome de kata no Karatê, kati no Kung-fu e punse no Taekwondo. Consiste em uma série de movimentos de ataque e defesa, que visam exercitar concentração, trabalhar energia e aperfeiçoar os movimentos. O Tai Chi Shuan na maioria dos países do ocidente não parece ser praticado como arte marcial à primeira vista, mas os movimentos que seus praticantes fazem nada mais são do que formas do Tai Chi, que esquematizam golpes reais.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Ju-Jutsu:</strong> Traduzido como &#8220;técnica ( jutsu ) suave ( ju )&#8221;, é nome genérico aplicado à várias artes marciais japonesas até meados do século XX. Deu origem ao termo Jiu-Jitsu, que hoje é usado da mesma forma que ju-jutsu para definir diversos estilos de luta. Assim, o estilo de luta desenvolvido pela família Gracie no Brasil é um Jiu-Jitsu, e não o Jiu-Jitsu, o que explica a razão pela qual qualquer um que compare artes chamadas de Jiu-Jitsu vai encontrar tantas diferenças entre elas.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Kata:</strong> Ver Forma.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Kati:</strong> Ver Forma.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Kendô:</strong> Ver Kenjutsu</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Kenjutsu:</strong> A arte da esgrima japonesa. Há um sem número de estilos de esgrima japonesa desenvolvidos ao longo da história do Japão, em geral por clãs de Samurais. Vez por outra no entanto, um ou outro samurai extremamente hábil desenvolvia um estilo próprio, como foi o caso de Myamoto Musashi e do Ni-Tenchi-Ryu. No final do século passado, com a restauração Meiji e o declínio dos Samurais como classe social, além da proibição do porte de armas, especialmente espadas, criou-se o Kendô, uma simplificação esportiva do Kenjutsu, visando perpetuar algo do Kenjutsu. Hoje, o Kendô é um esporte reconhecido, e algumas poucas academias ainda ensinam um ou mais estilos de Kenjutsu.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Ki ( ou Chi ):</strong> A energia universal que permeia tudo. Presente em cada indivíduo, a maioria das artes marciais visa justamente controlar, aproveitar ou entrar em harmonia com esta energia.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Shaolin:</strong> Templo budista onde teria sido criado o Kung-Fu por volta do ano 500 D.C. Graças aos inúmeros filmes de Kung-Fu produzidos na segunda metade do século passado que enfocavam o templo como lar dos melhores lutadores da China, o nome foi muito popularizado no ocidente. Na verdade, existiram dois templos Shaolin que promoviam o Kung-Fu, localizados nas nas regiões da China conhecidas como Honan e Fukien, sendo o primeiro mais antigo, o que o torna o possível templo da lenda.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Tatame:</strong> A &#8220;arena&#8221; onde se desenrolam os combates dentro de um Dojô.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Wushu:</strong> Não, ao contrário do que muita gente pensa, Wushu não é um estilo de Kung-Fu. Wushu é uma palavra em mandarim ( um dos principais dialetos chineses, ao lado do cantônes ) que significa arte marcial. A palavra kung-fu em cantônes significa &#8220;tempo e esforço desprendido numa atividade&#8221; ou &#8221; grau de perfeição alcançado em qualquer área de atuação&#8221; ou ainda &#8220;conhecimento profundo de um assunto&#8221;, quando não resumido simplesmente por &#8220;habilidade&#8221;. A lenda do porquê desta palavra definir essa arte marcial no ocidente diz que, como os primeiros imigrantes chineses responsáveis pelos contatos iniciais do ocidente com o kung-fu eram do cantão, esse termo, kung-fu, acabou definindo as artes marciais chinesas, uma vez que eles tentavam fazer os ocidentais entenderem que era necessário &#8220;habilidade&#8221; para executar os movimentos do Kung-Fu.</p>
<h6 style="text-align: left;">Agora você esta pronto gafanhoto!</h6>
<p style="text-align: left;"><em><a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/04/ranma-n.jpg"><img title="ranma_n" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/04/ranma-n-thumb.jpg" border="0" alt="ranma_n" width="170" height="214" align="right" /></a><strong> Ao lado:</strong> Embora seja um exemplo dos mais antigos de como fazer uso das artes marciais no mangá, Ranma 1/2 ainda é um dos melhores. A série começou como uma comédia romântica, e se mantém fiel a isso sempre. Artes Marciais e combates ficam em segundo plano, e fazem parte da piada. Não há absolutamente nada de errado em fazer piada com tradições e filosofias, e é algo muito mais saudável do que passar ao seu público uma idéia errada do que se esta mostrando. O clima de comédia ajuda o leitor a fixar a idéia de que o que esta sendo mostrado é uma piada, muito diferente da seriedade e drama que costumam fazer parte de combates e treinos de mangá e animes de luta &#8220;sérios&#8221;. </em></p>
<p style="text-align: left;">Uma boa arte marcial é uma das formas mais completas de exercício que pode existir. É preciso força, flexibilidade, concentração e disciplina para se conseguir um bom desempenho na imensa maioria delas, o que faz com que os praticantes exercitem cada uma dessas áreas. Mesmo em artes marciais que não visam ou se utilizam de força, como o aikido por exemplo, os exercícios e técnicas ensinados em uma aula são muito mais profundos do que algumas horas de aeróbica e musculação por semana. E nenhum professor de aeróbica ou musculação pode lhe ensinar qualquer coisa como o funcionamento do Ki &#8230; Portanto, você que esta ai sentado em frente ao computador e cogitando se inicia ou não a prática de alguma atividade física, deve considerar uma arte marcial como opção.</p>
<p style="text-align: left;">No entanto, é preciso muito cuidado antes de ingressar em uma academia. Infelizmente, como em qualquer outro ramo de atividades humanas, picaretas existem. Para evitar isso, procure assistir aulas de uma academia na qual você esteja interessado antes de começar a frequenta-la ou pagar qualquer taxa. A maioria dos instrutores honestos vai permitir isso sem problemas. Também cheque os combates entre alunos e as atitudes do professor. Ele deve incentivar garra e concentração, mas não raiva ou competição excessiva entre dois combatentes. Além disso, é dever do mestre coibir abusos da parte de um aluno. Acidentes acontecem algumas vezes, o caminho das artes marciais é meio dolorido, é verdade, mas golpes capazes de machucar mesmo devem ser uma exceção, não a regra.</p>
<p style="text-align: left;">Por ultimo, veja se a academia é filiada à alguma federação da arte marcial que você deseja praticar. Federações costumam ser muito zelosas com a imagem da arte que representam, e, na teoria, não iriam se associar a um mal instrutor. E é claro que, já que o seguro morreu de velho, é uma boa que você confira junto a federação se o instrutor em questão e realmente filiado à ela.</p>
<p style="text-align: left;">Mesmo que você não queira efetivamente praticar uma arte marcial, pesquisar sobre o assunto é algo que vai lhe render horas e horas de diversão. Os textos que você esta lendo aqui são uma pequena amostra da tremendamente rica história das diversas artes marciais, e são tão exatos quanto qualquer informação mais baseada em lendas do que em fatos. Com alguns meses de pesquisa séria, você vai ver que há muita controvérsia quanto a origem correta de artes marciais mais antigas. E mesmo nas mais recentes, é interessante pesquisar e aprender suas origens. Abaixo, vão alguns links para iniciar essa pesquisa, e também algumas federações e academias para que você possa se informar mais sobre o assunto. Hajime!</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.aikikai.org.br/">Aikikai</a>: Federação Brasileira de Aikido.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.cbtkd.com.br/">Confederação Brasileira de TaeKwonDo</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.fpk.com.br/">Federação Paulista de Karatê</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.fpkf.com.br/">Federação Paulista de Kung-Fu</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.niten.org.br/">Instituto Niten</a>: Site de uma das poucas redes de academias de Kenjutsu do Brasil.</p>
<p style="text-align: left;">O que quer dizer &#8220;Hajime&#8221;? Ora, vai pesquisar!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/04/semttulo.jpg"><img class="aligncenter" style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px;  display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;" title="sem título" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/04/semttulo-thumb.jpg" border="0" alt="sem título" width="487" height="320" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><em>Ilustração mostrando uma forma antiga de combate corporal. Embora as artes marciais orientais tenham suas origens mergulhadas em lendas, é bem provável que a evolução delas tenha sido algo mais natural do que uma invenção de poucos homens ou de deuses. Praticamente todas as culturas e civilizações desenvolveram alguma forma de combate desarmado, seja como forma de defesa, um esporte ou ritual, e isso engloba desde a luta greco-romana até o uka-uka dos índios Xavantes brasileiros. Assim, muito antes de Bodhidharma chegar a China, algumas formas de combate corporal já existiam por lá, que seriam conhecidas posteriormente como boxe chinês e Tai Chi Chuan. E antes que o Kung-Fu desse origem ao Karatê, já haviam artes marciais como o Daito-Ryu Aikijujutsu no Japão. A interação nem sempre amistosa entre as diversas culturas orientais, bem como suas filosofias e costumes próprios é que possibilitaram que as artes marciais evoluíssem para algo mais do que um esporte ou uma forma de combate desarmado.</em></p>

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		<title>DragonBall, a prova de que a Evolução nem sempre é para melhor</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Apr 2009 14:39:13 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;"><a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/04/dragonballevolution2.jpg"><img style="border: 0pt none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="dragonball-evolution2" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/04/dragonballevolution2-thumb.jpg" border="0" alt="dragonball-evolution2" width="450" height="298" /></a><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">&quot;Diretor, meu pagamento cai segunda, né? Tá dificil me motivar aqui pra essa cena...&quot;</p></div>
<p>Lembro exatamente quando o filme live-action do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/U3RyZWV0K0ZpZ2h0ZXJfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbF8jI185NjQz-60">Street Fighter<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a><script src="http://sledge.boo-box.com/javascripts/engine/boo-box-loader.js" type="text/javascript"></script> foi lançado nos cinemas. Depois de semanas sem dormir direito pensando no filme, saí correndo da escola e fui direto para o shopping. Eu simplesmente <strong>não</strong> queria apenas ver o filme no dia da estréia: eu queria ver a <strong>PRIMEIRA</strong> sessão. Queria ser um dos primeiros da cidade a ver aquele que provavelmente seria O filme da minha adolescência nérdica gamerística.  Duas horas depois, saí da sala tão decepcionado que só tinha uma coisa na cabeça: avisar a maior quantidade possível de amigos da bomba, e evitar que elas gastassem o preço do ingresso com algo que não vale nem o tempo que se perde assistindo. Se você já viu o filme, sabe do que estou falando. Personagens completamente fora do lugar, atores rasos  e um roteiro vergonhoso com mais furos que minha meia.  E <strong>DragonBall – Evolução</strong> é <strong>EXATAMENTE</strong> assim. Um filme que é vergonhoso enquanto adaptação, e sofrível como filme de ação. Desde as primeiras notícias sobre a adaptação eu já tinha certeza de que o filme seria fraco, mas nada poderia me preparar para o que estava por vir. Sério, encaro como missão pessoal evitar que vocês, queridos leitores, <strong>NÃO</strong> assistam essa bomba.  Para começar: <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/RHJhZ29uQmFsbF8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sXyMjXzk2NDM=-56">DragonBall<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a><script src="http://sledge.boo-box.com/javascripts/engine/boo-box-loader.js" type="text/javascript"></script><strong></strong> sofre do mesmo mal que Street Fighter e até mesmo da versão live-action do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/SGUtbWFuXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2xfIyNfOTY0Mw==-52">He-man<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a><script src="http://sledge.boo-box.com/javascripts/engine/boo-box-loader.js" type="text/javascript"></script> (que eu vi no cinema, vejam só&#8230;) – não é uma <strong>adaptação</strong> do conceito original, é uma história genérica qualquer com personagens que vagamente lembram os originais. Sério, não há UM personagem ali que lembre, tanto na personalidade quanto no <em>background</em>, os originais. Goku é um adolescente de quase 18 anos que vive sonhando pela garota mais popular da escola. Bulma tá ali só pra ocupar espaço, assim como Yamcha. E o mestre Roshi, que no original é um dos lutadores mais fortes e respeitados do mundo (até a chegada de Goku e cia.), além de um tarado de marca maior, vira apenas um bobão zen-budista que só faz repetir &#8220;seja você mesmo, lembre-se de quem você é, bláblábláblá insira filosofia ocidental aqui&#8221;. Um porre.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 160px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; float: left;"><a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/04/dragonballevolution.jpg"><img style="border: 0pt none;" title="dragonball-evolution" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/04/dragonballevolution-thumb.jpg" border="0" alt="dragonball-evolution" width="150" height="171" align="left" /></a><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Goku rindo. E chorando. E com raiva. E com qualquer outra expressão possível...</p></div>
<p>E as atuações? Mesmo <a title="Chow Yun-Fat" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chow_Yun-Fat">Chow Yun-Fat</a>, que é um dos poucos atores ali com uma boa bagagem de filmes, está canastríssimo, de doer. Todo o resto parece ter se graduado na <strong>Escola Cigano Igor de Belas Artes</strong>, sem expressões, sem emoções, sem um pingo de motivação em fazer uma atuação decente. Sério, se você ainda tiver coragem de assistir esse filme, repare no Yamcha e na Bulma, e tente discordar da minha opinião.</p>
<p>Agora, o pior: o roteiro. É tudo tão cheio de clichês, tão padronizado, tão comum, que o finado <a href="http://www.gardenal.org/homemchavao/">Homem Chavão</a> provavelmente voltará a blogar se assistir esse filme. Vejamos: jovem garoto treinado pelo avô/tio/pai/sensei genérico desde criança nas artes marciais sente-se deslocado do mundo, e sofre constantes abusos na escola (sem revidar, pois ele aprendeu que lutar é errado), até o momento em que, por fugir das suas responsabilidades, o avô/tio/pai/sensei é assassinado pelo vilão genérico. Munido da vontade de se vingar, o garoto parte atrás do vilão, encontrando vários amigos pelo caminho, e descobrindo ser parte de algo maior, a própria força interior, que será usada no final, quando ele duvidar da sua própria capacidade durante a luta final. Após resolver suas dúvidas pessoais, o garoto consegue finalmente vencer o vilão, salvando o dia.</p>
<p>Na boa, isso é tão genérico que poderia ser um filme qualquer, não DragonBall. Acho que se puxar pela trama no <a href="http://www.imdb.com/">IMDb </a>devem aparecer uns quarenta filmes assim, lançados só no ano passado.</p>
<p>OK, a história é genérica e toda a trama em si é corrida (pudera, menos de uma hora e meia de filme&#8230;). Mas ainda não chegamos ao pior: os furos no roteiro. Sério, se você prestar atenção, vai perceber que o filme todo é um queijo suíço gigante. Querem exemplos?</p>
<ul>
<li>Bulma tinha um RADAR PARA ENCONTRAR as <strong>Dragon Balls</strong>, mas desmonstrou surpresa ao descobrir que haviam várias esferas, não apenas a que foi roubada do pai dela. Sério mesmo que em nenhum momento ela olhou pro radar e pensou &#8220;ei, tem sete esferas aqui, será que é bug?&#8221;</li>
<li>Goku está indo para a festa da Chi Chi. Do nada, ele olha para a esfera que ganhou do avô, põe no bolso, e leva. Pra quê? Pra nada, pro Picollo chegar lá e matar o avô dele. O roteiro assim exigia.</li>
<li>Ainda sobre essa parte: Picollo demonstra o tempo todo que consegue sentir (ou rastrear onde estão as esferas). Então PORQUE DIABOS ele foi direto pra casa do Goku, se a esfera nem estava lá? A cena é deprimente: &#8220;É, a esfera não está aqui. Mas vou matar esse velho e destruir a casa, por que eu sou O VILÃO. Aliás&#8230; já que não encontrei essa esfera, melhor procurar as outras, depois eu volto&#8230;.&#8221;</li>
<li>Mestre Roshi diz &#8220;Eu treinei seu avô, Goku&#8221; – considerando a idade do Gohan, só posso considerar que ele começou a treinar com 50 anos. Ou isso, ou Roshi tem uns dois séculos de idade&#8230;.</li>
<li>Chi Chi é tipo o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Medabots_characters#Mr._Referee">Juíz do Medabots</a>: Não importa onde os personagens estejam, ela SEMPRE está por perto. Montanha? Tá lá treinando. Cidade? Campeonato de artes marciais. Templo perdido no meio do nada? Tava andando por aí, se perdeu e resolveu pedir informações. Coincidentemente, no mesmo templo onde os &#8220;heróis&#8221; estavam.</li>
<li>Aliás, que PUSTA COINCIDÊNCIA a vilã (que é irmã do Rodrigo Santoro, mal abre a boca&#8230;) estar usando a MESMA roupa da Chi Chi nessa cena, não?</li>
<li>Luta final. O carro cai (não perguntem) e do nada <strong>Goku</strong> aparece com o uniforme conhecido mundialmente. &#8220;Olha, o vilão está quase conseguindo realizar seus plano maléficos, vou colocar aqui minha roupa de luta, ou as crianças não vão me reconhecer&#8221; – boa, campeão.</li>
<li>Goku vira o <strong>Oozaru </strong>(que no desenho é um macaco gigante, no filme vira o lobisomem da novela &#8220;<strong>Os Mutantes</strong>&#8220;), arrebentando por completo a roupa. E o que acontece quando ele volta ao normal? A roupa está em perfeito estado, com a faixa na cintura AMARRADA! Eu preciso de uma parada dessas!</li>
</ul>
<p>Percebam, eu nem mesmo estou citando as diferenças entre o mangá e o filme: estou falando dos erros na <strong>história</strong>!</p>
<p>Sobre os efeitos especiais, nada a declarar. Pensei em fazer o comentário óbvio de que eles estão perfeitos para um filme da década de 90. Mas é engraçado comparar com um filme chines de 1989 e perceber que ele consegue trazer efeitos mais convincentes:</p>
<p style="text-align: center;"><object width="425" height="350" data="http://www.youtube.com/v/oRYx2Fm0A2Q" type="application/x-shockwave-flash"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/oRYx2Fm0A2Q" /></object><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=oRYx2Fm0A2Q">Link do vídeo</a> pro povo do feed não reclamar&#8230;</em></p>
<p>Resumindo: <strong>DragonBall Evolution</strong> é uma porcaria. Uma história chata, previsível do começo ao fim, com atores inexpressivos e péssimos efeitos especiais. Talvez faça a alegria da garotada na faixa dos 5~6 anos, mas tenho pena dos pais que forem levá-las ao cinema.</p>
<p>Assim como tenho pena dos pobres adolescentes nerds que irão para o cinema, e sairão de lá decepcionados. Cada geração tem o seu Street Fighter. <strong>DragonBall: Evolução</strong> é o <strong>Street Fighter</strong> dessa geração.</p>
<hr />Update rápido: Jovens, vocês que estão lendo esse post, aproveitem e deêm uma ajuda pra namorada: <a href="http://www.dijean.com.br/site/vote.aspx?key=DCh9PR%2by5BsPB9YC1UGOUg%3d%3d">cliquem nesse link</a> e garantam a ela um par de botas da Dijean! <img src='http://graveheart.me/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>

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		<title>Sucesso mundial, &#8220;Tropa de Elite&#8221; inspira mangá japonês</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 15:20:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O namoro entre o Brasil e o Japão está gerando frutos: Depois do ótimo Michiko to Hatchin (review em breve), agora é hora de um mangá buscar  inspiração aqui na terrinha: Estamos falando de Elite Troopers Zero, mangá que está sendo lançado no Japão e é baseado no filme Tropa de Elite. Escrito e desenhado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O namoro entre o Brasil e o Japão está gerando frutos: Depois do ótimo <a href="http://www.guravehaato.info/resenhas/anime/michiko-e-hatchin-anime-ambientado-no-brasil/">Michiko to Hatchin</a> (review em breve), agora é hora de um mangá buscar  inspiração aqui na terrinha: Estamos falando de <strong>Elite Troopers Zero</strong>, mangá que está sendo lançado no Japão e é baseado no filme Tropa de Elite.</p>
<p>Escrito e desenhado por <strong>Junichiro Saruwatari</strong>, <em>Elite Troopers Zero</em> está sendo publicado na antologia <strong>seinen</strong> (<em>mangás com tom mais adulto, ver mais na Wikipedia</em>) <strong>Comic Punch Max</strong>, da Shijinsha, e trata de um <em>prequel</em> do filme, mostrando um Capitão Nascimento ainda como PM, antes de ingressar no <strong>BOPE</strong>. Pelo que procurei, o processo de tradução do mangá para o português está meio parado (talvez pela série ter sido lançada sem muito alarde), por isso só consegui encontrar duas páginas traduzidas.  mas pelo que vi do primeiro capítulo o começo será um pouco mais lento, mostrando o que aconteceu para transformar o soldado Nascimento no truculento capitão do filme.</p>
<p>Como é um <strong>seinen</strong>, podemos esperar algo bem mais próximo da realidade (exato, nada de <em>Burning Cosmo</em> aqui&#8230;), e várias cenas de violência e sexo recheando as páginas da saga. Abaixo, um preview das primeiras páginas do mangá:</p>

<p>Pessoalmente, espero que alguma editora brasileira traga essa série pra cá. Com as série &#8220;<strong>Força Tarefa</strong>&#8221; sendo exibida pela Globo, e o sucesso de &#8220;<strong>A Lei e o Crime</strong>&#8221; pela Record, é bem provável que esse mangá venderia bem por aqui.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.nihonnobaka.co.jp/">Nihon no Baka</a></p>
<p><strong>UPDATE: </strong></p>
<p>Exatamente uma semana atrás, publiquei aqui um post sobre um mangá baseado em  Tropa de Elite. Os mais espertos sacaram que qualquer notícia em um 1º de Abril  não deveria exatamente ser levada a sério, mas é engraçado perceber que MUITA  gente acreditou, <a href="http://farm4.static.flickr.com/3391/3409500142_dc2b90c630.jpg">inclusive  indo parar no Yahoo! Notícias</a> como sendo uma notícia real.</p>
<p>Não vou negar, boa parte dos créditos pela façanha devem ir para o <a href="http://www.interney.net/blogs/maximumcosmo/">Lancaster</a>, que pegou  minha idéia para esse 1º de Abril e criou páginas que enganariam tranquilamente  até mesmo os fãs mais detalhistas.</p>
<p>A idéia inicialmente, era como tudo o que rola na minha cabeça e fica semanas  sendo moldada até ir para o teclado: apenas uma idéia. Comecei a montar um  <em>background</em> crível para ele, e iniciei a parte mais complicada da  mentira: entrar em contato com amigos desenhistas (ou amigos que tivessem  contatos com desenhistas) com um pedido: &#8220;quero criar uma brincadeira de 1º de  Abril, e preciso de alguém capaz de desenhar algumas páginas, com uma qualidade  que faça o negócio ao menos parecer real&#8221;.</p>
<p>O resultado, depois do Lancaster aceitar o desafio, foi exatamente o que  vocês viram no post de 1º de Abril. Páginas de um mangá que, por  <strong>muito</strong> pouco (maldito deadline!) não saíram TODAS com kanjis. E  que pegou uma boa quantidade de gente.</p>
<p>Se você caiu, sinto muito. Mas, acredite, essa é uma notícia que eu realmente queria que fosse verdadeira&#8230; <img src='http://graveheart.me/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>

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		<title>4 coisas que Kenshin Himura me ensinou</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 17:02:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator></dc:creator>
				<category><![CDATA[Mangá]]></category>
		<category><![CDATA[Vidinha Besta]]></category>
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		<description><![CDATA[Homem racional que sou, nunca fui de acreditar em questões espirituais ou religiosas, muito embora acabe por vezes impressionado com certas ‘coincidências’ que ocorrem na minha vida. Uma dessas é quase sempre ler um mangá, assistir um filme, ouvir uma música ou qualquer outra coisa que resolvi ver sem qualquer aviso prévio do que viria, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Homem racional que sou, nunca fui de acreditar em questões espirituais ou religiosas, muito embora acabe por vezes impressionado com certas ‘coincidências’ que ocorrem na minha vida. Uma dessas é quase sempre ler um mangá, assistir um filme, ouvir uma música ou qualquer outra coisa que resolvi ver sem qualquer aviso prévio do que viria, e descobrir que alguma parte da história ou música é EXATAMENTE o que eu precisava ver, quase como uma <strong>resposta</strong> vinda de algum lugar, direto para mim.</p>
<p>Um desses momentos é justamente uma edição do mangá <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:42/lang:pt-BR/tags:Rurouni+Kenshin/format:cloud">Rurouni Kenshin<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a><script src="http://stable.boo-box.com/" type="text/javascript"></script>, já quase no final da série, que acabei lendo em um momento pessoal complicado. E, como já disse, tudo o que estava lá era o que eu precisava  no momento. Coincidência ou não, relembrando hoje é incrível como aquelas poucas páginas me tocaram e mudaram muito do que poderia ter sido da minha vida.</p>
<p>E é justamente a descrição desses momentos, assim como o que aprendi com os mesmos, que compartilho com vocês agora. Segurei esse texto por muito tempo, por achá-lo pessoal demais, ‘viajado’ demais, e até mesmo um tanto quanto ‘bobo’ (“uau! você tirou lições de moral de uma história em quadrinhos?”). Mas no final das contas aproveitei que estamos em clima de final de ano, época de parar para avaliar nossas vidas, para publicar esse texto. Talvez, faça alguma diferença para alguém. Assim como fez para mim…</p>
<p>Antes de mais nada, vamos situar os personagens (e você sempre pode saber mais sobre <a title="Rurouni Kenshin" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Rurouni_Kenshin">Rurouni Kenshin</a> na santa Wikipedia):</p>
<p><strong>ATENÇÃO: SPOILERS DAQUI EM DIANTE.</strong></p>
<p>- <strong>Kenshin</strong>: personagem principal da série, um samurai que depois de lutar na revolução <a title="Meiji" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Meiji_period">Meiji</a> jurou nunca mais matar. O mote principal da série é justamente seu passado, e como esse juramento afeta sua vida; Nesse capítulo ele está em meio a uma crise de depressão: depois de (supostamente) não conseguir salvar a vida da mulher que amava (a <strong>segunda </strong>mulher que amava), Kenshin desiste da vida, sela a espada e vai viver no vilarejo dos Párias, um local onde vivem os excluídos da sociedade. Todos tentam de alguma forma tirá-lo de lá, mas tudo o que ele diz a todos é “<em>Já chega…”</em></p>
<p><strong>- Yahiko: </strong>Garoto orfão, filho de samurais, é ‘adotado’ por Kenshin e Kaoru, e começa a treinar o estilo Kamiya Kassin. No começo dessa saga ele percebe que é incapaz de acompanhar Kenshin e Sanosuke nas lutas, ficando sempre atrás deles. Decide então tornar-se um mestre no estilo Kassin, desejando um dia estar lado a lado com seus amigos, e não atrás, vendo apenas as costas deles. Nesse capítulo, ele resolve que deve proteger as pessoas, assim como Kenshin fazia, até que o mesmo consiga sair da depressão.</p>
<p><strong>- Kujiranami:</strong> Um ex-samurai gigante que possui um ódio mortal contra Kenshin – No passado, ele teve o braço decepado pelo herói, que preferiu não matá-lo. Kujiranami considerou que Kenshin não matá-lo era uma humilhação acima de qualquer possível, e passou a viver em torno de uma vingança. Nesse capítulo, Kujiranami escapa da prisão, rouba um lançador de granadas que pode ser acoplado ao braço, e sai destruindo toda a cidade, atrás de Kenshin.</p>
<p><strong>- Tsubame:</strong> uma garota que faz o papel de interesse romântico do Yahiko. Tem pouca importância na história, mas nesse capítulo possui um papel especial.</p>
<p><strong>A história até o momento:</strong> Kenshin virou emo, Sanosuke foi resolver umas pendências de família, e todo o resto do grupo foi investigar o paradeiro de Enishi, vilão que causou todos os problemas a Kenshin nessa saga. Enquanto isso, Kujiranami foge da prisão, e começa a destruir geral com um lançador de granadas acoplado no braço. E o único que pode detê-lo é Yahiko.</p>
<p><span id="more-5054"></span>Aqui começa o primeiro momento importante para mim, praticamente um soco no estômago: Kujiranami é um gigante, com uma arma ignorante no braço, e fora de controle. E Yahiko é um garoto. Todos sabem que luta dificilmente será vencida pelo jovem, mas ele percebe que, se recuar e fugir, nunca será capaz de deixar de ver as costas de Kenshin. Ele precisa encarar o vilão da maneira que puder, se puder crescer como guerreiro, e ajudar as pessoas, assim como Kenshin faz.</p>
<p><a href="$11[10].jpg"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter size-medium wp-image-3699" title="111" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/01/111-241x400.jpg" alt="111" width="241" height="400" /></a></p>
<p>Assim, Yahiko resolve usar a técnica “travessia da lâmina”, que permite prender a arma do inimigo com as mãos e atacar aproveitando o momento. Uma jogada arriscada, quase mortal, mas necessária.</p>
<p><a href="$12[7].jpg"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter size-medium wp-image-3700" title="12-2" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/01/12-2-239x400.jpg" alt="12-2" width="239" height="400" /></a></p>
<p><a href="$13[6].jpg"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter size-medium wp-image-3702" title="13" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/01/13-241x400.jpg" alt="13" width="241" height="400" /></a></p>
<blockquote><p>
Esse momento é importante para mim. Aqui, aprendi que, <em>se você tem um objetivo claro, e quer realmente alcançá-lo, deve estar preparado para enfrentar de frente <strong>qualquer </strong>obstáculo, não importa o tamanho do mesmo. – </em>Lembre-se disso, quando você estiver com dúvidas sobre que caminho tomar: nem sempre o caminho mais fácil o levará até onde você quer.</p></blockquote>
<p>Infelizmente, o contra-ataque de Yahiko não é forte o  suficiente, e o mesmo acaba sendo ferido pelo Kujiranami, ficando próximo da morte.</p>
<p><a href="$122[8].jpg"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter size-medium wp-image-3700" title="12-2" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/01/12-2-239x400.jpg" alt="12-2" width="239" height="400" /></a></p>
<p><strong>Enquanto isso:</strong> Kenshin tá lá, na vila dos Párias, ouvindo <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:42/lang:pt-BR/tags:Fresno/format:cloud">Fresno<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a><script src="http://stable.boo-box.com/" type="text/javascript"></script> e relembrando todas as feridas do passado, quando a súbita chegada de Tsubame, pedindo para que ele ajude Yahiko de alguma forma. Kenshin começa a mostrar sinais de que está saindo da depressão&#8230;</p>
<p><a href="$02[1].jpg"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter size-medium wp-image-3691" title="02" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/01/02-241x400.jpg" alt="02" width="241" height="400" /></a></p>
<p><a href="$04[1].jpg"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter size-medium wp-image-3692" title="04" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/01/04-241x400.jpg" alt="04" width="241" height="400" /></a></p>
<p><a href="$06[5].jpg"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter size-medium wp-image-3693" title="06" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/01/06-241x400.jpg" alt="06" width="241" height="400" /></a></p>
<p>A partir daí, algo muda em Kenshin. Embora ainda no seu estado depressivo, a voz da Tsubame, pedindo ajuda para Yahiko, continua martelando nosso herói. E, embora ele mesmo admita que já devia ter desistido, a vontade de ajudar Yahiko ainda bate em seu peito. É nesse momento que o velhinho que ficava perto de Kenshin (e que todo leitor sabe quem é, mas a gente não fala pra parecer cool) comenta que o Vilarejo dos Párias é um local não para quem perdeu tudo, mas para quem <strong>largou</strong> tudo. E diz também que, ao contrário do que Kenshin dizia sobre ainda não ter encontrado o que ainda lhe restava, sua mão (que segurava firmemente a espada) era quem tinha a resposta para suas dúvidas: a espada, que ele deveria usar para proteger as pessoas, até o fim da vida.</p>
<blockquote><p>Aqui, mais um ponto importante da história: Kenshin finalmente percebe remove todas as dúvidas da mente e arrebenta a corrente que selava a espada. Espada essa que ele mesmo havia selado, como forma de evitar novas lutas. A mensagem está explicita no texto: “<em>Quando você acha que perdeu tudo e está cansado de corpo e alma: se há um pensamento ou sentimento que, por menor que seja, que você não consegue jogar fora ou abandonar, <strong>então essa é a sua verdade.</strong></em>” Simples, mas profundo. E verdadeiro. Não é perder tudo que te derruba. É esquecer daquilo que você acredita.</p></blockquote>
<p><a href="$07-2[5].jpg"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter size-medium wp-image-3694" title="07-2" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/01/07-2-241x400.jpg" alt="07-2" width="241" height="400" /></a> <a href="$08[9].jpg"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter size-medium wp-image-3696" title="08" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/01/08-240x400.jpg" alt="08" width="240" height="400" /></a><a href="$09[5].jpg"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter size-medium wp-image-3697" title="09" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/01/09-241x400.jpg" alt="09" width="241" height="400" /></a><a href="$10[6].jpg"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter size-medium wp-image-3698" title="10" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/01/10-239x400.jpg" alt="10" width="239" height="400" /></a></p>
<p><a href="$14-15[6].jpg"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter size-medium wp-image-3704" title="14-15" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/01/14-15-400x328.jpg" alt="14-15" width="400" height="328" /></a></p>
<p>E corta para Tsubame, jogada no chão, em desespero, chamando Yahiko e Kenshin. Do nada, uma lufada de vento, e Tsubame olha para trás, primeiro com espanto, logo depois com incontida felicidade. Não é preciso dizer o que houve. O espadachim voltou.</p>
<blockquote><p>Essa foi uma das mais importantes lições, que pude comprovar perto da época em que li o mangá. “<em>Não importa o quão mal você esteja, há pessoas que esperam sua volta, que precisam do seu retorno, e nada mais do que isso. E saber que você está bem (e apenas isso) as fará bem.</em>”</p></blockquote>
<p><a href="$02-2[5].jpg"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter size-medium wp-image-3690" title="02-2" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/01/02-2-239x400.jpg" alt="02-2" width="239" height="400" /></a></p>
<p>E chegamos ao final. Yahiko já está quase morto, nas mãos de Kujiranami, e não há mais tempo para evitar o último ataque? Não? É justamente aí que Kenshin chega, já usando uma das suas técnicas mais poderosas (o <em>Kuzu-ry?sen</em>, para os curiosos)<em>&#8230; </em>Após a nova derrota, Kujiranami volta à sanidade, e pede novamente para que Kenshin o mate. Yahiko faz um belo discurso mostrando como o ódio de Kujiranami pelo ex-samurai Kenshin não gerou nada de bom, e como as coisas poderiam ser diferentes se o samurai gigante aceitasse a vida, ao invés da morte.</p>
<blockquote><p><a href="$14-15-2[6].jpg"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter size-medium wp-image-3703" title="14-15-2" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2009/01/14-15-2-400x332.jpg" alt="14-15-2" width="400" height="332" /></a> Aqui, o ensinamento mais importante: “<em>Se o problema é grande, e o tempo é curto, não perca tempo – o melhor é já chegar com os dois pés no peito!</em>”</p></blockquote>
<p>O resto, recorrendo a um clichê, é história&#8230; É difícil explicar tão brevemente o que o tornou essas cenas tão impactantes, já que seria necessário mostrar a fundo todas as motivações dos personagens, e isso leva <strong>tempo</strong>. Tempo esse que vocês aproveitariam melhor lendo a série. <img src='http://graveheart.me/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  O que importa no final das contas é o que aprendi lendo esse trecho do mangá, e o que eu espero agora conseguir compartilhar com vocês. Em 2009, enfrente seus desafios de frente; Não se esqueça da sua verdade mais preciosa; Lembre de estar na vida das pessoas que se importam com você; E, o mais importante:</p>
<p>Meta o pé no peito. Sempre. <img src='http://graveheart.me/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>

	Tags: <a href="http://graveheart.me/tag/anime/" title="Anime" rel="tag">Anime</a>, <a href="http://graveheart.me/tag/egotrip/" title="egotrip" rel="tag">egotrip</a>, <a href="http://graveheart.me/tag/manga/" title="Mangá" rel="tag">Mangá</a><br />
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		<title>Yatta! As 50 melhores cosplayers com decote!</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 12:20:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator></dc:creator>
				<category><![CDATA[Anime]]></category>
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		<description><![CDATA[Lembram quando comentei que a regra da física dos animes não se aplica à vida real, gerando uma série de mulheres com pouca roupa e menos liberdade de movimentação ainda? Tipo, no desenho fica muito legal, chama a atenção, mas basta uma mulher de carne de osso vestir e você percebe que&#8230; tipo, não é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lembram quando comentei que a <a href="http://www.guravehaato.info/geek-life/jogos/a-verdadeira-chun-li-nao-deixaria-isso-acontecer/">regra da física dos animes não se aplica</a> à vida real, gerando uma série de mulheres com pouca roupa e menos liberdade de movimentação ainda? Tipo, no desenho fica muito legal, chama a atenção, mas basta uma mulher de carne de osso vestir e você percebe que&#8230; tipo, não é exatamente o tipo de coisa que eu deixaria minha namorada usar&#8230;</p>
<p>Pois então, um maluco com muito tempo livre (e uma tara doentia – embora justificável) fez uma lista com as <strong>50 melhores cosplayers com decote!</strong> E é como eu já falei: para a felicidade de muito nerd babão, as regras da anatomia simplesmente não se aplicam aqui, e obviamente as mulheres acabam mostrando mais do que deveriam. Diga-se de passagem, MUITO mais do que deveriam.</p>
<p>A lista completa <a href="http://kezins.com/2008/10/the-50-best-cosplay-cleavage-pics/5764">você vê nesse link</a>, mas abaixo eu compilei um top 5 das melhores cosplayers.  Diga-se de passagem, NSFW.</p>
<p><span id="more-5040"></span></p>
<p><a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/10/coscleav13.jpg"><img style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin: 0px 9px 0px 0px; border-right-width: 0px" title="coscleav13" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/10/coscleav13-thumb.jpg" border="0" alt="coscleav13" width="202" height="252" /></a> <a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/10/coscleav17.jpg"><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin: 0px; border-right-width: 0px" title="coscleav17" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/10/coscleav17-thumb.jpg" border="0" alt="coscleav17" width="202" height="302" /></a></p>
<p><a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/10/supermanpinder.jpg"><img style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin: 0px 9px 0px 0px; border-right-width: 0px" title="superman-pinder" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/10/supermanpinder-thumb.jpg" border="0" alt="superman-pinder" width="202" height="270" /></a> <a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/10/coscleav36.jpg"><img style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" title="coscleav36" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/10/coscleav36-thumb.jpg" border="0" alt="coscleav36" width="204" height="194" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/10/coscleav26.jpg"><img style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin: 0px 9px 0px 0px; border-right-width: 0px" title="coscleav26" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/10/coscleav26-thumb.jpg" border="0" alt="coscleav26" width="202" height="331" /></a></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 212px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;"><a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/10/1783196.jpg"><img style="border: 0pt none; margin: 0px; display: inline;" title="1783196" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/10/1783196-thumb.jpg" border="0" alt="1783196" width="202" height="269" /></a><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Essa não. É só para comparação</p></div>

	Tags: <a href="http://graveheart.me/tag/anime/" title="Anime" rel="tag">Anime</a>, <a href="http://graveheart.me/tag/cosplay/" title="cosplay" rel="tag">cosplay</a>, <a href="http://graveheart.me/tag/decote/" title="decote" rel="tag">decote</a>, <a href="http://graveheart.me/tag/mulheres/" title="mulheres" rel="tag">mulheres</a><br />
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		<title>Michiko e Hatchin &#8211; Anime ambientado&#8230;. no Brasil?????</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Sep 2008 18:32:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>graveheart</dc:creator>
				<category><![CDATA[Anime]]></category>
		<category><![CDATA[Mangá]]></category>
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		<description><![CDATA[(link pro povo dos feeds) Confesso que a falta de tempo e a falta de séries originais me afastaram um pouco dos animes, mantendo uma lista muito pequena (e cada vez menor) de coisas para assistir. Mas mantenho sempre um olho para a lista de lançamentos no Japão, atrás de um novo Haruhi ou Planetes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/nLSagfaeoRA" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/nLSagfaeoRA"></embed></object><br />
(<a href="http://www.youtube.com/watch?v=nLSagfaeoRA">link pro povo dos feeds</a>)</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/09/michiko-e-hatchin.jpg"><img style=' float: left; padding: 4px; margin: 0 7px 2px 0;'  class="alignleft size-medium wp-image-3375" title="michiko-e-hatchin" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/09/michiko-e-hatchin-251x300.jpg" alt="" width="251" height="300" /></a>Confesso que a falta de tempo e a falta de séries originais me afastaram um pouco dos animes, mantendo uma lista muito pequena (e cada vez menor) de coisas para assistir. Mas mantenho sempre um olho para a lista de lançamentos no Japão, atrás de um novo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Melancholy_of_Haruhi_Suzumiya_(anime)">Haruhi</a> ou <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Planetes">Planetes</a> que possa chamar minha atenção a ponto de me fazer <span style="text-decoration: line-through;">baixar</span> viajar toda semana para o Japão atrás de novos episódios.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><em>Michiko to Hatchin</em></strong> é um desses animes que entrou na minha lista de <span style="text-decoration: line-through;">downloads</span> compras logo na primeira olhada no trailer. Realizado pelo estúdio <strong>Manglobe</strong>, os mesmos criadores de <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:42/lang:pt-BR/tags:Cowboy+Bebop+dvd/format:cloud">Cowboy Bebop<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a><script src="http://stable.boo-box.com/" type="text/javascript"></script> e <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:42/lang:pt-BR/tags:Samurai+Champloo+dvd/format:cloud">Samurai Champloo<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a><script src="http://stable.boo-box.com/" type="text/javascript"></script>, Michiko to Hatchin chamou a atenção por um motivo muito claro (<em>e, se você ainda não percebeu, dê uma pausa nos 00:34 do trailer acima</em>): sim, isso mesmo, a série é baseada no Brasil( ou &#8220;um país cheio de luz, em um ponto onde a lei não chega&#8221;&#8230; ), mais especificamente em uma <strong>favela</strong> típica do <strong>Rio de Janeiro</strong>! Sim, isso mesmo, <strong>Michiko to Hatchin</strong> é um anime com ambientação e personagens inspirados no Brasil!</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/09/michiko-e-hatchin2.jpg"><img style=' float: right; padding: 4px; margin: 0 0 2px 7px;'  class="size-medium wp-image-3374 alignright" title="michiko-e-hatchin2" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/09/michiko-e-hatchin2-215x300.jpg" alt="" width="215" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Aqui, cabe um rápido parênteses: quando eu ainda trabalhava com roteiros e discutia com leitores, editores, fãs e afins sobre mangás brasileiros, sempre percebi um grande preconceito com relação ao próprio país, como se os temas, conceitos, personagens e ritmos do país não pudssem gerar uma história boa o &#8216;suficiente&#8217; para ser um anime. E o que temos em Michiko to Hatchin? Exato: Japoneses pegaram tudo o que essa gente dizia que não era legal, e criaram uma série que promete fazer sucesso pelo mundo (basta ver as obras anteriores do estúdio Mangloge pra ter uma idéia da qualidade técnica dos animes que eles criam). Um tapão na cara desses fãs preconceituosos&#8230;.</p>
<p style="text-align: left;">Pessoalmente, acho que o Brasil tem muito mais a oferecer culturalmente do que favelas, bandidos e multas gostosas em trajes sumários, mas basta lembrar que esse é justamente a imagem que formou lá fora, graças à grande leva de filmes &#8216;cabeça&#8217; que trazem justamente&#8230; favelas, bandidos e mulatas gostosas. Assim, nada de errado em ver os japoneses retratando o Brasil dessa forma: qual foi a última vez que retratamos corretamente um &#8216;gringo&#8217; em uma produção nacional?</p>
<p style="text-align: left;">E se a ambientação, o fusquinha escrito &#8216;POLÍCIA&#8217; no trailer e a mulata gostosa não são suficientes para mostrar Michiko to Hatchin como um anime inspirado no Brasil, dê uma reparada no final do trailer: Sim, no logo está escrito <strong>Michiko e Hatchin</strong>, não Michiko to Hatchin (em japonês) ou Michito &amp; Hatchin (padrão internacional). No <a href="http://www.michikotohatchin.com">site oficial</a>, além de outras informações, você também encontra o <a href="http://www.michikotohatchin.com/story/trailer/index.html">primeiro trailer</a>, com uma música que é&#8230;. um sambinha! <img src='http://graveheart.me/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>

	Tags: <a href="http://graveheart.me/tag/anime/" title="Anime" rel="tag">Anime</a>, <a href="http://graveheart.me/tag/manga/" title="Mangá" rel="tag">Mangá</a><br />
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		<title>Tsebayoth &#8211; A idéia foi boa, a execução é que pegou</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 23:04:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>graveheart</dc:creator>
				<category><![CDATA[Anime]]></category>
		<category><![CDATA[Geek Life]]></category>
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		<category><![CDATA[humor]]></category>
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		<category><![CDATA[séries]]></category>

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		<description><![CDATA[Tsebayoth é o tipo de iniciativa que até poderia ser interessante, mas que foi tão mal executada, tão mal planejada, tão recheada de clichês, lugares-comuns e plágios, que na verdade virou um grande motivo de chacota para qualquer um que se preste a pensar um pouco enquanto assiste o vídeo. Na verdade, em um primeiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blog.cancaonova.com/tsebayoth">Tsebayoth</a> é o tipo de iniciativa que até poderia ser interessante, mas que foi tão mal executada, tão mal planejada, tão recheada de clichês, lugares-comuns e plágios, que na verdade virou um grande motivo de chacota para qualquer um que se preste a pensar um pouco enquanto assiste o vídeo. Na verdade, em um primeiro momento eu realmente imaginei que se tratava de alguma brincadeira, até descobrir que o negócio não só é sério, como realmente será lançado!</p>
<p>Mas&#8230; como fica quando uma série mostrando um <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:42/lang:pt-BR/tags:batman+dvd/format:cloud">super-herói<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a><script src="http://stable.boo-box.com/" type="text/javascript"></script> católico apropria-se de idéias, personagens e até músicas pertencentes a terceiros? O &#8220;não furtarás&#8221; não rola nessas horas? Foi pensando nisso que resolvi comentar rapidamente sobre o achado, mostrar algumas (cof, cof) &#8216;referências&#8217;, dar uma opinião rápida, e deixar o resto a cargo dos leitores. <strong>Importante</strong>: não faço parte da turma de fãs que defendem que tudo que vem do Japão é sagrado e intocável, portanto não vejo problemas em encontrar uma série brasileira usando conceitos típicos de séries super-sentai. O que me incomoda é ver um grande grupo criando uma SÉRIE que usa sem o menor pudor propriedade de terceiros, e que na pior das hipóteses, pode ser considerado como <strong>plágio</strong>.</p>
<p>Pra começar, vamos ao vídeo. Assistam, eu vou ali tomar um cafézinho e já volto:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/bmbx1_TPFsE" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/bmbx1_TPFsE"></embed></object></p>
<p>Viram? Então ignoremos por alguns momentos a péssima atuação (atores novos, etc. etc.) e <strong>vamos aos fatos</strong>:</p>
<p>A música de fundo, pra começar: Não sei se vocês já sacaram, mas o tema é do filme <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:42/lang:pt-BR/tags:Guerra+nas+Estrelas/format:cloud">Guerra nas Estrelas<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a><script src="http://stable.boo-box.com/" type="text/javascript"></script>. Ôpa. Música sob direitos autorais, eles foram autorizados a usar?</p>
<p style="text-align: left;">Mais à frente, temos os vilões, os <strong>Pecados Capitais</strong>. Reparem:</p>
<div id="attachment_3342" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center;"><a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/08/tse01.jpg"><img class="size-medium wp-image-3342" title="tse01" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/08/tse01-300x174.jpg" alt="" width="300" height="174" /></a><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Encontrem o um anel</p></div>
<p style="text-align: left;">Onde já vi esses caras antes? Hmmmmm&#8230;..</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/08/nazgul01.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-3343" title="nazgul01" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/08/nazgul01-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/08/nazgul02.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-3344" title="nazgul02" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/08/nazgul02-300x211.jpg" alt="" width="300" height="211" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Exato, são <strong>Nazguls</strong>, do <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:42/lang:pt-BR/tags:Senhor+dos+An%E9is+dvd/format:cloud">Senhor dos Anéis<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a><script src="http://stable.boo-box.com/" type="text/javascript"></script>. O líder tem uns chifres na cabeça, mas é só olhar com atenção: <strong>cópia</strong>. Mais uma vez: foram comprados os direitos, ou usaram o mesmo visual porque &#8216;acharam legal&#8217;?</p>
<p style="text-align: left;">Mais à frente, temos alguns clichês rápidos, típicos de séries japonesas. Em uma cena, os vilões tentam esmagar o herói com&#8230; pedras!</p>
<div id="attachment_3345" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center;"><a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/08/tse02.jpg"><img class="size-medium wp-image-3345" title="tse02" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/08/tse02-300x159.jpg" alt="" width="300" height="159" /></a><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Esqueçam, não funciona desde o Spielvan.....</p></div>
<p>Logo depois, temos o herói com uma&#8230; espada <span style="text-decoration: line-through;">laser</span> de fogo!</p>
<div id="attachment_3346" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center;"><a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/08/tse03.jpg"><img class="size-medium wp-image-3346" title="tse03" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/08/tse03-300x158.jpg" alt="" width="300" height="158" /></a><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Espadium Laser!</p></div>
<p>Mas o melhor ainda está por vir. Reparem no <strong>Tsebayoh</strong>, o herói principal da história:</p>
<p><a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/08/tse04.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-3347" title="tse04" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/08/tse04-300x181.jpg" alt="" width="300" height="181" /></a></p>
<p>Sério. Deêm uma boa olhada. Não se acanhem. Vamos lá, o que lembra? Não mintam, papai do céu não gosta!</p>
<p>Difícil? Deixa eu dar uma ajudinha&#8230;.</p>
<p><a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/08/7.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-3348" title="7" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/08/7-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Parecido, né? Agora, reparem na pose dos caras aí de cima. Agora&#8230; deêm uma olhada na pose de <strong>Tsebayoh, </strong>com um Cybercop, lado a lado:</p>
<p><a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/08/tse05.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-3349" title="tse05" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/08/tse05-300x154.jpg" alt="" width="300" height="154" /></a><a href="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/08/cybercop.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-3350" title="cybercop" src="http://www.guravehaato.info/arquivos/2008/08/cybercop-300x225.jpg" alt="" width="200" height="153" /></a></p>
<p>Sério, chega a ser constrangedor. Até a pose é igual.</p>
<p>Então, em menos de dois minutos de vídeo, já temos: música de fundo de Star Wars, Nazguls do Senhor dos Anéis, e o protótipo cor de banana dos Cybercops. Mais uma vez, eu pergunto, <strong>compraram os direitos de uso</strong>? Ou foram jogando tudo o que vinha na cabeça e parecia &#8216;super-legal&#8217;?</p>
<p>Quando me meti a fazer roteiros de histórias em quadrinhos e mangás, volta e meia trocava material com outros autores. Com o tempo, não foi difícil perceber que poucos entendiam a diferença entre &#8216;inspirar-se&#8217; em algo e &#8216;plagiar&#8217; algo. OU: Não há problemas em criar um mangá de artes marciais &#8211; o problema é resolver criar um mangá de artes marciais que envolve um garoto com rabo de macaco com poderes acima do normal, que descobre ser na verdade um alienígena, e achar que ninguém vai perceber que é plágio. E parece que foi esse o caminho que os produtores de <strong>Tsebayoh</strong> resolveram seguir.</p>
<p>O que torna isso tudo ainda pior é a origem da série: um grupo católico. Não deveriam ser eles a&#8230; sei lá, dar o exemplo de ética para nós?</p>

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		<title>Katana de verdade segura até tiro de metralhadora!</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Sep 2007 12:28:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>graveheart</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Mangá]]></category>

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		<description><![CDATA[O primeiro vídeo eu já conhecia desde 2005, mostrando uma katana cortando uma bala de pistola ao meio, o que me impressionou demais na época. Só que dessa vez resolveram partir pra ignorância, e botaram uma katana contra uma metralhadora .50. O resultado? A katana aguenta e corta uns seis balaços, antes de quebrar de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro vídeo eu já conhecia desde 2005, mostrando uma <a href="http://www.youtube.com/watch?v=pNiX_l-HEGM">katana cortando uma bala de pistola ao meio</a>, o que me impressionou demais na época.</p>
<p>Só que dessa vez resolveram partir pra ignorância, e botaram uma katana contra uma metralhadora .50. O resultado? A katana aguenta e corta uns seis balaços, antes de quebrar de vez.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/-sHTJAKN-5k" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/-sHTJAKN-5k"></embed></object></p>
<p>Não sei quanto a vocês, mas eu já sei o que pretendo usar numa eventual guerra. Além de serem <em>cool</em>, o efeito moral de ver uma bala sendo cortada ao meio é mais do que o suficiente para me dar vantagem sobre qualqeur &#8220;<em>rambóide</em>&#8221; metido a besta&#8230;.</p>
<p>Fonte: <a href="http://gizmodo.com/gadgets/katana-sword/9mm-handgun-vs-katana-sword-298463.php">Gizmodo</a></p>
No tags for this post.]]></content:encoded>
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		<title>Akimoto Kenta, prazer!</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jul 2007 17:10:58 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[My japanese name is &#31179;&#26412; Akimoto (autumn book) &#20581;&#22826; Kenta (healthy and plump).Take your real japanese name generator! today!Created with Rum and Monkey&#8216;s Name Generator Generator. No tags for this post.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>My japanese name is <b>&#31179;&#26412; Akimoto (autumn book) &#20581;&#22826; Kenta (healthy and plump)</b>.<br /><a href="http://rumandmonkey.com/widgets/toys/namegen/969/">Take your real japanese name generator! today!</a><br /><small>Created with <a href="http://rumandmonkey.com/">Rum and Monkey</a>&#8216;s <a href="http://rumandmonkey.com/widgets/toys/namegen/">Name Generator Generator</a>.</small></p>
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