Category: Vidinha Besta

E como ficariam outros animes adaptados para o cinema americano?

Por , 15 de abril de 2009 17:16

Com a desgraça que foi Dragon Ball: Evolução, uma pergunta paira na mente dos fãs: como seria uma adaptação de outros animes famosos para o cinema americano?

Baseado em uma idéia original do Mushi-san, resolvi fazer um exercício mental e cheguei a seis ótimos plots para as próximas adaptações de mangás famosos para o cinema. Vamos a eles!

Evangelion Evolution

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Shinji é um garoto tímido que sofre bullying constante pelos colegas da escola, e é apaixonado pela sua colega Asuka. Um belo dia, ele descobre que seu pai, Gendou, que sempre esteve ausente, faz parte de uma organização secreta que utiliza robôs gigantes para combater uma ameaça alienígena (alienígenas, não anjos, veja bem) que destruirá a Terra no próximo alinhamento estelar se a Lança de Longinuss não for encontrada a tempo. Shinji começa a treinar, mas acaba criando altas confusões e sem querer quebra o robô da Rei Ayanami.

Em uma discussão com Gendo, Shinji diz que o odeia por nunca ter sido um bom pai, e foge da organização. Asuka e Rei tentam impedir os alienígenas sozinhas, até que Gendou encontra Shinji e diz que sempre o amou como filho, mas que ele o lembrava demais da esposa, que desapareceu misteriosamente durante um teste com os EVAs. Gendou diz a Shinji que sempre acreditou nele, e que ele é a última esperança da Terra. Shinji corre até o EVA, e tenta ajudar na luta contra os aliens, sem sucesso, até que é aparentemente derrotado enquanto protegia Asuka de um ataque.

Nesse momento, Shinji descobre que sua mãe ainda está viva dentro da unidade EVA, pois ela descobriu que a única forma de vencer o campo TA dos aliens seria com o Amor Verdadeiro. O amor de uma mãe. Shinji levanta-se triunfante e derrota todos os aliens. No final, ele ouve seu pai, aos prantos, dizendo que sempre acreditou em Shinji, e se despedindo da esposa. Corta para Shinji e Asuka em uma paisagem ao por-do-sol, se beijando com uma versão de ‘Fly me to the Moon’ cantada por Hannah Montana.

Naruto Evolution

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Naruto é um garoto tímido que sofre bullying dos colegas da escola e nutre uma paixão secreta por Sakura, uma das suas colegas de classe. Um belo dia, ele descobre que é descendente de um clã de ninjas e possui dentro de si um segredo que poderá destruir o mundo se cair nas mãos de um terrível vilão, Orochimaru. No começo Naruto duvida do seu papel como ninja, mas após uma conversa com Sakura, que diz que ele ‘deve acreditar em si mesmo e sua força interior’, Naruto começa a treinar arduamente. Enquanto isso, ninjas a mando de Orochimaru raptam Sakura, forçando Naruto a salvá-la. Durante o combate final, Orochimaru faz com que o poder da Raposa de Nove Caudas manifeste-se em Naruto, transformando-o em um monstro, que ataca tanto aliados quanto inimigos. Porém, ao atacar Sakura, Naruto lembra-se do amor que sente por ela, e volta ao normal, dizendo que é importante acreditar em si mesmo e na própria força interior. Naruto rapidamente derrota Orochimaru, beija Sakura, e vira amigo de Sasuke, o capitão do time de futebol do colégio, que não gostava dele.

Hokuto no Ken Evolution

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Kenshiro é um garoto tímido que sofre bullying dos colegas da escola e nutre uma paixão secreta por Julia, uma das suas colegas de classe. Depois de apanhar de Shin, que luta o estilo Nanto Seiken de Karatê, Kenshiro é treinado pelo jardineiro do prédio em que vive, virando mestre do estilo Hokuto Shinken de Karatê, uma técnica que ensina que o importante é não lutar, e justamente por isso usa técnicas de pontos de pressão para fazer com a pessoa perca a vontade de lutar e torne-se uma pessoa de bom coração.

Quando finalmente Kenshiro consegue se declarar para Julia, Shin aparece e dá mais uma surra em Kenshiro, utilizando sua técnica para causar queimaduras leves no peito do protagonista caso Julia se recuse a ir para o baile da escola com ele. Julia aceita, e parte com Shin. Kenshiro, percebendo que não é assim que se trata uma garota, vai até o baile e derrota um por um dos capangas de Shin, até a luta final, quando Kenshiro acerta um golpe certeiro em Shin, fazendo com que ambos tornem-se amigos. O filme acaba com Ken e Julia virando Rei e Rainha do Baile.

Bleach Evolution

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Ichigo é um garoto tímido que sofre bullying dos colegas da escola e nutre uma paixão secreta por Rukia, uma das suas colegas de classe. Ichigo tem poucos amigos, entre eles Chado, um mexicano forte e burro (mas com bom coração), Ishida, o nerd da turma, e Inoue, uma garota que usa roupas largas e óculos, a feia da turma (que lá pelo meio do filme tira o óculos e todo mundo descobre que ela é gatinha).

Um belo dia, Ichigo e sua turma descobrem que Rukia na verdade faz parte de uma organização secreta que luta contra os Hollows, monstros de outra dimensão que roubam a essência dos seres humanos, transformando-os em pessoas sem vontade de viver. Percebendo que tanto Ichigo quanto seus amigos são capazes de ver os Hollows, Rukia desperta o ‘poder oculto’ dos amigos para ajudá-la em uma árdua missão: em pouco tempo acontecerá um alinhamento entre dimensões, um evento que só ocorre a cada 5.000 anos, e se ninguém fizer nada o mundo será tomado pelos Hollows.

Inicialmente o grupo recém-formado começa bem, mas logo todos se separam por uma briga qualquer, deixando Rukia e Ichigo sozinhos na missão. Aos poucos, cada um vai descobrindo seu poder interior e o valor da verdadeira amizade, e voltam para ajudar os amigos quando Ichigo e Rukia estão quase derrotados. Recuperado e com os amigos por perto, Ichigo finalmente parte para a luta final contra o Hollow chefe, descobrindo que ele é parte Hollow, fruto de um caso entre um Hollow e uma humana. A principio controlado pelo seu lado monstro, Ichigo ataca os colegas, mas logo seu lado humano desperta com a força da amizade, e ele usa seus poderes Hollow para derrotar o vilão.

O filme acaba com todos juntos, olhando para o pôr do sol e prometendo proteger a Terra dali em diante, como os Shinigami Rangers.

Yu Yu Hakusho Evolution

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A mesma coisa do Bleach. Assim como no mangá, o que muda é basicamente o nome dos personagens.

Hajime no Ippo Evolution

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Ippo é um garoto tímido que sofre bullying dos colegas da escola. Um belo dia, ele é salvo de uma surra por um lutador de boxe e acaba indo parar no ginásio onde ele treina. Aos poucos, Ippo começa a treinar boxe e vai aos poucos aprendendo a confiar em sua força interior, até que ganha um campeonato e vira o cara mais popular da escola. Ei, pera lá…. É ASSIM MESMO NO ORIGINAL!

Grupo Gay da Bahia lança paródia gay de super-heróis famosos

Por , 9 de abril de 2009 13:28

super_herois_morcego_grandeO que eu curto na vida é que ela é sempre mais estranha que a ficção. A bola da vez vei do grupo gay da Bahia, que, numa tentativa de ‘evocar os poderes dos super heróis no combate diário ao preconceito em nossa sociedade’ criou uma série de ilustrações parodiando super-heróis conhecidos em versões homossexuais.

No site do grupo as ilustrações trazem Batman e Robin fazendo a pose que vocês veêm ao lado, uma ‘mulher-maravilha’ tranformista (com volume vocês-sabem-onde e tudo o mais), um Super-Homem com pose de George Michael, um Hulk (que o site insiste de chamar de ‘Homem Verde‘ – pra quê pesquisar o nome, né?) com delicado piercing nos mamilos, e um Flash (que o site chama de Capitão América – WTF à enésima potência) correndo como… sei lá, uma gazela?

Antes dos meus comentários sobre o assunto, uma colocação importante: não sou homofóbico, já tive amigos gays, e pessoalmente a opção sexual das pessoas me interessa menos que o hábito alimentar dos Caramujos Albinos Mancos da Perna Esquerda Norte-Asiáticos.

Dito isto, vamos aos fatos:

  1. Isso é IDIOTA. Ponto. Existem milhares de formas de combater o preconceito da sociedade contra os homossexuais, e posso garantir que apelar para estereótipos típicos do Zorra Total NÃO é a forma mais inteligente de fazer isso. Robin agarradinho ao Batman? Pô, ISSO SIM vai fazer TODO MUNDO olhar os gays com respeito!
  2. Estranhamente, não há heroínas retratadas: até mesmo a Mulher Maravilha é um homem na verdade. Ou seja, das duas uma: ou o Grupo Gay da Bahia não reconhece a existência de homossexuais do sexo feminino, ou não existe preconceito da sociedade contra lésbicas.
  3. Se houvesse um mínimo de esforço do grupo em pesquisar sobre o assunto, não teria sido necessário criar paródias de personagens licenciados para representar o orgulho gay: Só de cabeça, sem esforço algum, consigo lembrar de vários personagens gays nos quadrinhos. Vamos à lista? Hulking dos Jovens Vingadores além de ser um híbrido Skrull/Kree (don’t ask), mantém um relacionamento aberto com Wiccan. Lucy in the Sky é lésbica. Renee Montoya já teve um caso com a BatWoman. Pergunta se algum deles é retratado de forma ofensiva ou forçada. Não, na verdade eles são retratados com respeito, sem que suas opções sexuais interfiram em suas vidas.

Ou seja, com tantos personagens de apelo popular reconhecidamente gays já existentes, qual a razão de criar paródias que esterotipam TODOS os gays? Chamar a atenção? Parabéns, vocês conseguiram. Infezlimente, não de maneira positiva.

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Esse é o Capitão América. Sério. Eles falaram que é.

Drops rápido de retorno às atividades

Por , 25 de março de 2009 12:37

Você sabe que está com sérios problemas quando precisa se explicar para os leitores sobre a falta de atualizações no blog…

Eu poderia dar milhões de explicações diferentes, mas resumidamente o que rolou foi um perrengue danado envolvendo a necessidade de me mudar, a corrida desesperada atrás de uma nova moradia e alguns freelas que demandavam urgência. Felizmente já está (quase) tudo acertado, principalmente graças à ajuda vital da minha namorada, que sacrificou várias horas de sono lendo classificados, e muita sola de sapato indo visitar apartamentos quando eu simplesmente não podia ir pessoalmente ao local. Palmas pra mulé, e pra minha irmã, que, ao estilo dos bons e velhos animes clichezentos, chegou na última hora possível e gritou “Moero! GuraveHaato-chan!”, permitindo que eu conseguisse vencer a etapa final da burocracia locatária. :D

E, voltando à programação normal… mini posts que ficaram parados pela falta de tempo, e que perderam o direito de virar posts de verdade:

- Dia 30/03 é o dia de estar falando como operador de telemarketing, dia criado no ano passado para estar rindo dos vícios de linguagem (e atendimento) dos serviços de telemarketing. Estejam participando, é de graça e vocês ainda terão direito a muitas risadas durante um período de seis meses, sem qualquer custo adicional! :P

- Sim, o Twitter saiu na capa da Época, e o #mimimi já começou, milhares de usuários preocupadíssimos de que o serviço “deles” virará um novo Orkut. Notícia procês: Twitter != Orkut. No Orkut você não pode escolher facilmente o que lê ou recebe. No twitter, você escolhe o que quer ver. E, se alguém te incomoda, é só bloquear. “Ah, mas serão MILHÕES de usuários utilizando O MEU SISTEMA e fazendo o Twitter baleiar! Isso NÃO PODE acontecer!” – Na boa? Acordem! Para um serviço do porte do Twitter, que está aos poucos mudando a forma de se informar (e de se manter informado) na internet, é obrigação deles garantir que o sistema funcione, mesmo que a base de usuários aumente em alguns milhares de usuários. Deixem de ser elitistas, faz favor. :)

- Ainda sobre a popularização do Twitter: O FoxTrot fez uma tirinha mágica sobre as vantagens de ter uma mãe que usa o twitter. Obrigatório.

- Falando em imagens, encontrei essas duas pequenas pérolas sobre Calvin & Haroldo que me achou a atenção. Poéticas ao extremo:

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Infelizmente desconheço o autor das duas imagens. Se alguém souber, fico agradecido. :)

- Ainda sobre nostalgia, semanas atrás realizei um antigo sonho e consegui migrar parte do meu antigo (mesmo, coisa de 2002, 2003) site sobre mangás, o AnimePoint. Infelizmente, o backup que encontrei não continha todos os textos, mas foi uma felicidade poder recuperar essas informações que tanto me deram relevância na meritocracia informal do mercado editorial brasileiro anos atrás. Você pode conferir os posts na categoria AnimePoint. :)

- Aproveitei uns cinco minutos vagos na semana passada e criei o Instant Alborghetti – Ainda está alfa, mas vale a pena mandar pros amigos chatos ou acessar quando te mandam uma tarefa em cima do prazo final…

- A minha oficina no Campus Party foi boa, pude falar para várias pessoas, tanto entusiastas quanto empresários sobre as melhores ferramentas para criar blogs, e como administrá-los. Apesar do tempo corrido (1 hora é muito pouco para REALMENTE falar de boas ferramentas para blogs) a oficina foi bem elogiada, apesar da minha timidez e nervosismos gritantes. Para quem perdeu a oficina (e um amigo), a apresentação pode ser vista no SlideShare:

- Com a crise, os gastos com a mudança e o aumento na minha relevância blablabla, resolvi abraçar meu lado capitalista safado sem-vergonha anti-ético de vez, e começar a usar não uma, mas DUAS lojas virtuais: A boo-shop e a lojinha do Graveheart, montada a partir do script do Secundum.

- Hajime no Ippo – New Challenger tá melhor que a vida. Ponto.

Na Paulista

Por , 18 de fevereiro de 2009 12:19

Final de tarde, resolvo dar um pulo na Av. Paulista, ver um apartamento e procurar outros.

  • Logo no começo, um senhor parece passar mal. Deita no chão e aperta o peito. Poucos param pra ajudar; Alguns, param pra ver. A maioria passa reto, como se nada estivesse acontecendo. Alguém liga pra emergência, outro alguém de uma loja vai ajudar. Eu vejo que não tenho mais o fazer lá, e continuo andando;
  • Mais um pouco, perto do Trianon, várias pessoas querendo atravessar uma rua, de ambos os lados. O sinal abre, e um executivo ao meu lado esbarra em um rapaz humilde que levava nas mãos uma bola de futebol e chuteiras. O esbarrão é forte o suficiente para derrubar tudo o que o rapaz carregava, mas o executivo nem mesmo olha para trás, ou pede desculpas. Deixa a impressão de que para ele aquele rapaz era um inseto, insignificante. Talvez seja;
  • Ando mais, e próximo da entrada do Trianon-Masp dois garotos de bicicleta quase atropelam um senhor de prováveis oitenta anos, empurrando-o e parando na esquina, já que o semáforo estava fechada. Enquanto o semáforo não abre, o senhor alcança os garotos, e vai tirar satisfações, dando um tapa nas costas de um deles. O garoto grita que está sendo agredido, empurra o senhor com tudo, e quando eu resolvo intervir, o sinal abre e eles saem correndo, rindo. Novamente, poucos ajudaram, muitos ficaram olhando, a maioria seguiu reta, sem olhar para os lados;
  • Faço minhas buscas. No final, cansado, paro em frente ao novo Stand Center e peço um sorvete. Do meu lado, uma senhora vendendo dvds piratas fala para o filho de aparentes 10 anos que está indo embora, e pede para ele não deixar ninguém roubar nada. Pouco antes de entrar nas escadarias para o metrô, ela ainda grita “E se a polícia vier, pega tudo aí e corre!”. Não me lembro de ter ouvido um “toma cuidado, mamãe te ama”, ou coisa que o valha;

São Paulo é assim, tem essa incrível capacidade de pegar as pessoas, transformá-las em seres sem qualquer consciência do que acontece em volta delas. O próximo não importa, importa se eu consigo chegar em casa antes do jornal. Importa se consigo pegar o ônibus vazio. Pra quem é de fora, é estranho esse sentimento paulistano de não se importar com o coletivo.

Voltei para casa com o cérebro no automático. Só consegui pensar em escrever esse estranho relato, e logo depois tentar descansar, para que as visões que eu tive em um mero final de tarde não ficassem para sempre presas na minha memória.

É dificil terminar um post-desabafo como esse sem a citação nerd-obscura obrigatória em todos os meus posts. Mas depois de pensar bastante, só consegui chegar a uma citação: Xehanort venceu.  :(

4 coisas que Kenshin Himura me ensinou

Por , 6 de janeiro de 2009 15:02

Homem racional que sou, nunca fui de acreditar em questões espirituais ou religiosas, muito embora acabe por vezes impressionado com certas ‘coincidências’ que ocorrem na minha vida. Uma dessas é quase sempre ler um mangá, assistir um filme, ouvir uma música ou qualquer outra coisa que resolvi ver sem qualquer aviso prévio do que viria, e descobrir que alguma parte da história ou música é EXATAMENTE o que eu precisava ver, quase como uma resposta vinda de algum lugar, direto para mim.

Um desses momentos é justamente uma edição do mangá Rurouni Kenshin[bb], já quase no final da série, que acabei lendo em um momento pessoal complicado. E, como já disse, tudo o que estava lá era o que eu precisava  no momento. Coincidência ou não, relembrando hoje é incrível como aquelas poucas páginas me tocaram e mudaram muito do que poderia ter sido da minha vida.

E é justamente a descrição desses momentos, assim como o que aprendi com os mesmos, que compartilho com vocês agora. Segurei esse texto por muito tempo, por achá-lo pessoal demais, ‘viajado’ demais, e até mesmo um tanto quanto ‘bobo’ (“uau! você tirou lições de moral de uma história em quadrinhos?”). Mas no final das contas aproveitei que estamos em clima de final de ano, época de parar para avaliar nossas vidas, para publicar esse texto. Talvez, faça alguma diferença para alguém. Assim como fez para mim…

Antes de mais nada, vamos situar os personagens (e você sempre pode saber mais sobre Rurouni Kenshin na santa Wikipedia):

ATENÇÃO: SPOILERS DAQUI EM DIANTE.

- Kenshin: personagem principal da série, um samurai que depois de lutar na revolução Meiji jurou nunca mais matar. O mote principal da série é justamente seu passado, e como esse juramento afeta sua vida; Nesse capítulo ele está em meio a uma crise de depressão: depois de (supostamente) não conseguir salvar a vida da mulher que amava (a segunda mulher que amava), Kenshin desiste da vida, sela a espada e vai viver no vilarejo dos Párias, um local onde vivem os excluídos da sociedade. Todos tentam de alguma forma tirá-lo de lá, mas tudo o que ele diz a todos é “Já chega…”

- Yahiko: Garoto orfão, filho de samurais, é ‘adotado’ por Kenshin e Kaoru, e começa a treinar o estilo Kamiya Kassin. No começo dessa saga ele percebe que é incapaz de acompanhar Kenshin e Sanosuke nas lutas, ficando sempre atrás deles. Decide então tornar-se um mestre no estilo Kassin, desejando um dia estar lado a lado com seus amigos, e não atrás, vendo apenas as costas deles. Nesse capítulo, ele resolve que deve proteger as pessoas, assim como Kenshin fazia, até que o mesmo consiga sair da depressão.

- Kujiranami: Um ex-samurai gigante que possui um ódio mortal contra Kenshin – No passado, ele teve o braço decepado pelo herói, que preferiu não matá-lo. Kujiranami considerou que Kenshin não matá-lo era uma humilhação acima de qualquer possível, e passou a viver em torno de uma vingança. Nesse capítulo, Kujiranami escapa da prisão, rouba um lançador de granadas que pode ser acoplado ao braço, e sai destruindo toda a cidade, atrás de Kenshin.

- Tsubame: uma garota que faz o papel de interesse romântico do Yahiko. Tem pouca importância na história, mas nesse capítulo possui um papel especial.

A história até o momento: Kenshin virou emo, Sanosuke foi resolver umas pendências de família, e todo o resto do grupo foi investigar o paradeiro de Enishi, vilão que causou todos os problemas a Kenshin nessa saga. Enquanto isso, Kujiranami foge da prisão, e começa a destruir geral com um lançador de granadas acoplado no braço. E o único que pode detê-lo é Yahiko.

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