Isso explica tudo: estamos vivendo numa realidade virtual

Por , 15 de agosto de 2007 8:12


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Fãs de teorias conspiratórias, essa é pra vocês: de acordo com Nick Bostrom, filósofo de Oxford, há 20% de chance de não estarmos vivendo no mundo real, mas sim em um mundo virtual[bb], uma gigantesca simulação gerada por computador criada por uma versão de nós mesmos em um futuro distante.

Na teoria, o argumento é que o poder de processamento da ‘nossa’ realidade irá avançar a tal ponto que muito em breve um sistema poderia simular cada atividade cerebral na Terra. Assim, não seria dificil acreditar que isso já aconteceu, e que os ‘pós-humanos de um futuro longínquo’ poderiam ter criado um ‘simulador de ancestrais’ que seria indistinguivel da ‘vida real’ para seus habitantes.

Absurdo? Nah. Especialistas na área de computação acreditam que, baseando-se no ritmo de desenvolvimento atual dos computadores, poderíamos ter uma tecnologia capaz de simular atividade cerebral até o meio do século. A partir daí, seria tudo uma questão de programar, testar, debugar, e, por fim, não instalar o sistema numa máquina rodando Windows.

E, se Bostrom mantém sua teoria nos 20% de chance, John Tierney do New York Times acredita que as chances podem ser muito, muito maiores…. O artigo citado, aliás, traz muitas opiniões interessantes sobre essa teoria. Viver num mundo virtual explicaria a maior dúvida da humanidade: “Porque Deus faz coisas ruins para pessoas boas”. Sem contar a explicação para guerras, pragas, doenças que surgem do nada, e por aí vai.

Dá pra ficar melhor? Dá. Embora pareça que viver num virtual seja ruim, muitos acreditam que, independente dessa teoria ser verdadeira ou não, o melhor é que todos nós vivêssemos nossas vidas da melhor maneira possível. Sendo uma pessoa interessante, é bem provável que o criador desse mundo virtual resolva te manter numa próxima simulação. (Essa é foda, agora eu não preciso mais ser bonzinho pra ir pro céu, mas sim pra não ser excluído na próxima versão do software….)

Estranhamente, não encontrei em qualquer parte das matérias citadas uma explicação para os usuários jilós. Pra mim, a única explicação plausível é que esses são bots mal-programados.

Fonte: Gizmodo

64 comentários para “Isso explica tudo: estamos vivendo numa realidade virtual”

  1. Cobalto disse:

    Isso é o preço de se expor em portais.
    Pior que isso só sair no Estadão.

    @Vanderlei, se vocÊ estiver falando sério (não sei) o conhecido dejavú é quando o cérebro capta uma informação (normalmente visual) e repassa para o cérebro de uma maneira “diferente” da normal, e acaba fazendo você achar que já viu aquilo. OU VOCÊ É MACUMBEIRO AHUAHUA

  2. Graveheart disse:

    o conhecido dejavú é quando o cérebro capta uma informação (normalmente visual) e repassa para o cérebro de uma maneira “diferente” da normal, e acaba fazendo você achar que já viu aquilo.

    Isso é que eles QUEREM que você acredite… :P

    O resto eu editei. Sorry, mas é para o seu bem, acredite…

  3. Vlademir disse:

    O interessante dessa matéria é que ela tem provocado em alguns de nós questionamentos fundamentais para equacionar a existência:
    Se viemos de algum lugar, de onde viemos?
    Se fomos colocados aqui, porque estamos aqui?
    O que, ou quem, somos?
    Se viemos de algum lugar, mas não permanecemos aqui, para onde vamos?
    É evidente que há inúmeros outros detalhamentos. Mas só o fato de tirar alguns de nós da pasmaceira de sempre já valeu a composição do texto.

  4. Tarciso disse:

    Quanto maior o conhecimento, maior a dúvida.
    sejamos ignorantes porém felizes

  5. vanderlei disse:

    CONCORDO COM O (TARCISO)SE FORMOS LEVAR A FUNDO A QUESTÃO DE NOSSA EXINTENCIA, FICAREMOS MALUCOS ANTES DE CONPREENDER 1% DA REALIDADE.KKKKKKKKKKKKK

  6. Vlademir disse:

    Conhecimento não traz dúvidas, traz esclarecimento sobre limites e limitações. E conhecendo a extensão e amplitude dos limites pode-se avaliar o porque, quanto, como e quando ultrapassá-los.
    Para ser feliz requer conhecimento de causa, pois deverá tomar decisões até impopulares, deverá ter opinião própria sobre as coisas, isto tudo acarreta responsabilidade consigo e com os outros, é muito díficil ser feliz…
    O ignorante jamais será feliz, o que acontece é que o ignorante é um acomodado, um conformado com o prazer possível, o conforto imediato, segue sempre a opinião alheia, concorda com o que os outros concordam, discorda do que os outros discordam, é sempre escravo da moda ou dos costumes. Essa é mentalidade do escravo que nasceu escravo e crê que esta é a única vida possível, se sair dela vai acabar mal, etc.
    Não conheço alguém que tenha enlouquecido procurando a melhor solução para a sua vida pessoal e coletiva.
    Levando-se em conta o que foi apresentado na matéria é pouco provável que um robô ou elemento resultante de programação questione a validade de seu próprio condicionamento ou programação. É muito natural que continue seguindo os parâmetros do programa.

  7. vanderlei disse:

    (Vlademir)A questão do inguinorante vc pode até ter acertado, apesar q eu descordo, mas a felicidade p/ obitela ñ precisa saber tudo , eu sei só o suficiente q Deus existe e q nossa passagem pela terra é bem curta, e sou FELIZ ( qdo vc for questionar o conhecimento e inteligencia aki,ñ use a palavra INGUINORANTE,pelo q vc ja deixou claro aki vc é uma pessoa sábia, tenho certeza q vai arrumar uma outra comparação…kkkkkkkkk

  8. Luiz disse:

    (Parte I)
    Para ARR: Aproveitei o momento para expor alguns pensamentos sobre o mundo que vivemos. O que eu quis dizer é que estando ou não sob um mundo simulado, dentro dele há vários outros mundos limitados por nosso conhecimento. No Matrix, mais do que viver em um mundo simulado, nos passa a grande mensagem de que a verdade que nos é mostrada pode não ser a real. Tanto foi essa a tentativa que os mesmos diretores fizeram V de Vingança. Na essência passa a mesma mensagem: apesar da falsa noção de bem-estar, vivia-se dentro de uma sociedade totalitária e manipuladora do conhecimento. Isso não é liberdade… E vejo na liberdade o despertar, a salvação, a queda da Matrix, Matriz, Padrão de Pensamentos e ações. A liberdade só vem do conhecimento. Vi “O Nome da Rosa” na semana passada e só confirma o que penso. Os dogmas e crendices se sustentavam na falta de conhecimento.

    Vlademir: Como disse o Vanderlei, não creio que a felicidade seja resultante do conhecimento pleno. Acredito em Deus, uma vez que presencio em minha vida e na de outros acontecimentos que vão além da “muita coincidência”. Ele é tão simples, quanto complexo, assim como a felicidade. Acho que a felicidade é proporcional à quantidade de bem e pureza no ser. Isso porque, se há mal dentro de nós, e há o bem, significa que estamos em constantes conflitos e não estaremos felizes. O segredo está não no tamanho dos problemas, mas sim em sua existência.

  9. Luiz disse:

    (Parte II)
    Por outro lado, Vlademir, você está certo! Mas creio que seja um outro tipo de felicidade. No parágrafo anterior sugeri que o conflito interior entre o bem e o mal pudessem resultar na infelicidade. Isso serve para muitos. E é fácil identificar os não-felizes por conflitos internos sobre o que fizeram de certo ou de errado, ou o que falta fazer. Nesse ponto, sou bastante feliz. Amo minha família, Deus está presente na minha vida. Ainda falta um pouco mais de ascensão profissional e concretização de algumas coisas. Mas, até o fim da minha vida eu resolvo isso.

    Por outro lado, meu amigo, há sim um sentimento estranho. Que nos incomoda quando olhamos tudo ao redor e vemos estar cada vez mais igual, como se as pessoas estivesse cedendo suas vidas em troca de acomodação. Menos questionam, mais se submetem e simplesmente vivem. Nesse ponto, acho que Deus está no meio também.

    Se cada um de nós avaliar a capacidade de nossas vidas, veremos que ela é um dom, ou seja, talvez possamos quase tudo. Podemos ser autônomo, funcionário público, andarilho, empresário, ou até Presidente. Basta querermos e galgarmos um caminho para isso. Mas nós desprezamos a vida. Em muitas vezes, a primeira oportunidade razoável de nossas vidas é suficiente para o resto delas. Daí, basta viver, ter filhos, criar os filhos, sair, comer, beber e morrer. O que é um pensamento digno de The Sims ou habitantes de Matrix ou da floresta. Mas somos homo sapiens, dotados de inspiração, criatividade, do poder de mudar, transformar! A sociedade está tirando isso de si própria! Como podemos? Parece até que queremos ser frutos de uma simulação! (Vide alguns alívios dentre os comentários) Mas, pasmem, podemos não ser simulados!

  10. Luiz - TecnoFilosofo disse:

    (parte III – Quase lá…)
    A solução é o conhecimento. Aprendam… aprendam… aprendam… conheçam os mecanismos políticos, econômicos, sociais, biológicos, midiáticos de manipulação. Busquem a verdade suprema na Terra. Questione o que está por trás das políticas que caem do nada nos jornais. Percebam o que desaparece de repente da televisão. Notem as expressões dos âncoras dos telejornais para um ou outro assunto. Eles tentam te induzir a um pensamento. Pois a sua mente está em branco. Coloque cor em sua mente.

    Busque, sim, teorias de conspirações na Internet. Elas são um bom exercício sobre manipulações da verdade. Se são verdadeiras ou não? Busquem a resposta se quiserem e conseguirem.
    Usem a internet à favor, para adquirirem conhecimento de várias fontes. Não deixem ser dominados por falsas realidades. São mais cômodas, assim como Matrix.

    REMEM CONTRA A MARÉ! Os detentores da verdadeira realidade fazem um grande trabalho de desinformação da sociedade. Lembrem do Cidade Negra… “afim de saber a verdadeira verdade…”

    Vi também O Senhor das Armas. O filme fala sobre isso tudo que falo. “Interesses de países em manter traficantes de armas; os cinco do conselho de segurança são os maiores fabricantes; Guerras fabricadas”.

  11. [...] Bem-vindo ao deserto do real Uma das coisas que sempre me causaram espanto é a inacreditável seriedade com que cabecas pensantes do mundo da TI nerd encaram algumas teorias de ficção científica. Primeiro foi Bill Joy, da Sun Microsystems, alarmado com a possibilidade de o mundo ficar soterrado por trilhões de trilhões de nanomáquinas auto-replicantes, um conceito que ganhou o nome bacana de “gosma cinzenta” – curiosamente, quando adolescente, li um conto de Stephen King de mesmo nome em que um sujeito ia se transformando num monstrengo disforme e cinza depois de beber muita cerveja… nem preciso dizer que parei de ler King eras atrás. Agora é um filósofo de Oxford que diz haver 20% de chance de a nossa realidade ser um tipo de Second Life vita…. [...]

  12. Sol LK disse:

    Gostei muito de seu espaço, volto a visitar mais vezes e linkando seu site para amigos.

    Abraços solares

  13. [...] complexas? E se comprovarmos que é possível criar uma consciência que viva num mundo virtual, o que nos impede de crer que nós não somos seres virtuais? E a melhor pergunta, isto faz alguma [...]

  14. Estamos vivendo em uma realidade virtual: http://bit.ly/LDJNn

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