Telefônica, aprenda com as lojas da Sta. Ifigênia!

Por , 5 de maio de 2008 23:20


Dias atrás, passei por um perrengue inusitado com a Telefônica: descobri, por acaso, que estava sendo cobrado em mais ou menos R$ 450,00 pelo Speedy Business 1M (ativo desde 2004), sendo que hoje em dia o valor para uma conexão de 4M fica em torno de R$ 150,00. Ou seja, em nenhum momento eles pensaram em fazer o reajuste dos valores, ou até mesmo informar os usuários sobre as mudanças. E, como raramente tenho acesso às cobranças, esse tipo de informação acaba passando desapercebida para mim.

Imediatamente, liguei para a Telefônica, exigi que fizessem a mudança para o plano de 4M, o qual fui prontamente atendido, mas com a informação de que isso só seria possível após a visita de um técnico, que deveria acontecer em torno de 15 dias. Como isso iria acontecer entre minhas férias, deixei algumas pessoas avisadas sobre o assunto, e fui descansar.

Até descobrir, uma semana depois do retorno das minhas férias, que não houve visita de técnico algum, que a cobrança veio como nos outros meses, e que ninguém havia tomado alguma iniciativa sobre o problema. E toca ligar para a Telefônica, explicar toda a situação, puxar o número do chamado, aguentar muito gerundismo e vários minutos ouvindo música, para só então descobrir que havia um ‘impedimento técnico’ que impedia a mudança da velocidade de acesso, e portanto o chamado havia sido cancelado (assim, mas vocês não avisam isso? - Perguntei, sem obter resposta satisfatória…). Como a atendente também não parecia muito interessada em informar qual ‘impedimento técnico’ seria esse, resolvi exigir que ao menos o valor cobrado hoje fosse diminuido (já que estamos pagando 4x mais por 4x menos a velocidade de acesso).

E, novamente, a mudança foi negada. ‘Impedimento contratual’ dessa vez. Exigi falar com o setor de cobrança, e depois de confirmar novamente todos os meus dados, ouvi a mesma ladainha, com a garantia de que nada poderia ser feito, a não ser cancelar a assinatura. Como não tenho essa autonomia, passei o problema para a diretoria da empresa, e eles estão avaliando alternativas (a empresa fica em um bairro industrial afastado, há poucas alternativas – baratas – de acesso à internet).

Ou seja: o consumidor que se exploda, cobramos o que quisermos mesmo, e se não gostar, a porta da rua é serventia da casa.

Só isso já poderia encerrar o post, mostrando a falta de ética e de compromisso com o consumidor da Telefônica (OK, façamos de conta que estou falando novidade….) se não fosse por outro caso acontecido comigo recentemente, e que me fez perceber o quanto a Telefônica ainda tem que aprender no quesito ‘respeito ao cliente”:

Há umas duas semanas, fui até a Sta. Ifigênia com a dona GraveHeart comprar duas placas de som 7.1[bb] da Creative. Procura dali, empurra daqui, chora preço acolá, e fechamos em uma loja de um senhor muito simpático, por um preço razoável.

Só que descobrimos logo depois que as placas eram falsificadas (ou algo do tipo), e instalavam uma versão ‘capada’ da placa de som, sem os recursos corretos de uma placa 7.1, e sem permitir que instalássemos a placa do site da Creative (falo mais sobre essa placa em breve). Como não podia voltar lá durante a semana, e o final de semana já estava comprometido, acabei voltando lá apenas duas semanas depois, já sem muita fé de que conseguiria resolver meu problema. E, logo ao chegar, só precisei de uns 10 minutos de conversa e explicações para ter de volta nosso dinheiro, um pedido de desculpas, e um aperto de mão. Simples e direto, sem ‘impedimentos’ técnicos ou contratuais, ou qualquer coisa do tipo.

Pode-se argumentar que eles agem dessa maneira na Sta. Ifigênia não por respeito ao consumidor, mas para evitar problemas com má-fama, PROCON ou até mesmo polícia, e não deixa de ser verdade. Mas o que importa é que sou atendido, tenho condições de chorar descontos, e se o produto possui algum defeito ou não faz tudo o que promete, tenho condições de trocar o aparelho ou ter meu dinheiro de volta, coisa quase impossível de fazer em uma empresa ‘de verdade’, onde eu não consigo conversar directamente com o dono que está atrás do balcão.

Seria bom se a Telefônica, assim como outras multinacionais que estão atoladas de reclamações no PROCON e processos na justiça aprendessem como funciona a Sta. Ifigênia. Talvez fossem empresas melhores, com maior aceitação do público.

5 comentários para “Telefônica, aprenda com as lojas da Sta. Ifigênia!”

  1. Por essas e outras que não tenho serviços da Telecômica.

    Prefiro ficar com a NET que é “menos pior”. :)

  2. Strozi® disse:

    Já cheguei a comprar coisas da Sta Ifi por telefone (moro a – 200Km de SP), o produto nao funcionar, e os caras trocarem numa boa…
    Qto à Telefonica, semana passada fizemos uma migração em massa de speedy 500Kb (4 pessoas aqui da empresa) q estava sendo cobrado 80 mangos pra 1Mb por 69,90… mais uma vez eles nao avisaram ninguem…hehehe

  3. Acho que todas as empresas de telecomunicação deveriam aprender com esse tipo de mercado, que pode não ter qualidade em seus produtos, mas que realmente são um exemplo de respeito ao consumidor.

  4. Vera Lucia disse:

    Com a greve dos correios, quero pagar minha conta de telefone, minha supresa é que a telefonica tem má vontade até em receber, primeiro o site não está no ar há mais ou menos uma semana.
    Pedi a segunda via por e-mail ou fax fui avisada que não é possível porque meu vencimento foi prorrogado do dai 18 para 30 ou 31 de julho, como deixo o dinheiro de minhas despesas separado ao receber meu salário comuniquei ao atendente que gostaria de efetuar o pagamento, mas a resposta foi que só eu indo buscar a segunda via em uma loja da telefonica eu poderia pagar.
    A pergunta é a seguinte e seu eu não pagar em virtude da greve do correio o que acontecerá?

  5. Euodeioo15 disse:

    Insatisfação é o carro chefe da Telecômica!

    http://euodeioo15.blogspot.com/

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