Aos que estão no Campus Party(ou possuem acesso de qualidade à internet): hoje ao meio-dia farei uma oficina na área Campus Blog, com o tema: LifeStreams – Mantendo sua vida online organizada.
O que são LifeStreams? O que eles comem? Como se reproduzem? Podem viver em cativeiro? Estão ameaçados de extinção?
É o que você saberá no Globo Repórter dessa noite na Oficina que estarei ministrando. Anotem em suas agendas Hoje, Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010), procurem transmissões ao vivo pela internet, e comentem!
Update: Pra quem quiser, a apresentação está aqui:
Há uma antiga história budista, sobre humildade e auto-conhecimento, que sempre levo comigo: havia um macaco entre os deuses que era um verdadeiro inferno: poderoso e hábil, vivia pregando peças nos outros deuses, roubava elixires, dava cuecão no povo, enfiava dedo molhado na orelha das deusas, um saco. Entre as centenas de brincadeiras e peças que pregava, esse macaco acabou conseguindo alguns poderes extras com os elixires divinos que roubava: era capaz de voar em velocidade altíssima, e era imortal. O que só o tornou ainda mais arrogante, já que nada que fizessem contra ele tinha efeito.
Os outros deuses, de saco cheio, foram reclamar com o Interney Buda. Este, percebendo que o macaco já estava passando dos limites, resolveu dar-lhe uma lição de humildade: Buda colocou o macaco na palma da sua mão, e fez um desafio a ele – Se conseguisse sair da palma da mão de Buda sem que ele percebesse, poderia ter o que quisesse. O macaco arrogante, aceitou o desafio e voou por florestas, montanhas e infinitos oceanos, sem parar. Quando finalmente encontrou o que parecia ser o fim do mundo, ele percebeu que haviam algumas rochas ali, e deixa escrito ‘Eu estive aqui’, como prova de sua vitória.
Ao volta r para reclamar seu prêmio, o macaco é surpreendido quando Buda lhe diz que em nenhum momento o ele havia saído da palma de sua mão. Indignado, o macaco conta que deixou uma marca em uma rocha como prova de que havia vencido. O Buda pede então para que o macaco olhe para um dos dedos da mão dele, e lá o macaco encontra a mesma frase que ele havia escrito na rocha. Ou seja, o macaco NUNCA havia saído da palma de Buda. Com isso, o macaco acabou se tornando mais humilde, reconhecendo que ele nunca seria maior que alguns deuses.
Algumas centenas de anos depois, estou pegando meu almoço no primeiro dia do Campus Party, quando vejo que bem na mesa ao lado está sentado John ‘Maddog’ Hall. O lado fanboy falou mais alto, e comentei com as pessoas que estavam na mesa, entusiasmado com o fato de estar sentado ao lado de alguém facilmente reconhecido por milhões de pessoas. Nenhuma das pessoas que sentou na mesa comigo soube reconhecer o bom velhinho. Diga-se de passagem, nem algumas pessoas com quem eu conversei. (Infelizmente, não fui conversar com ele ou tirar fotos com John, já que o mesmo estava almoçando, e considero desagradável atrapalhar alguém nesse momento sagrado.)
Vejam, uma pessoa que é praticamente a cara do Software Livre, que já viajou o mundo todo e é conhecido tanto fora quanto dentro da comunidade, estava ali, almoçando como qualquer mortal, e passeando tranquilamente pelo evento, conversando com as pessoas, conhecendo os estandes, e tudo o mais. Na maioria das vezes, sem nem mesmo ser reconhecido.
Não é interessante que, ao mesmo tempo, tenhamos tanta discussão na blogosfera envolvendo discussões sobre relevância e mérito entre pessoas que, no máximo, conseguiriam ser prontamente reconhecidas por um universo muito menor de pessoas? É justamente essa postura tão discrepante entre dois mundos que me desagrada: Uns fazem tão pouco quanto escrever para a internet, mas agem e falam como se estivessem mudando o mundo. Outros, estão realmente mudando o mundo, e agem como pessoas normais.
Talvez, seja hora de revermos nossos conceitos e reavaliarmos nossas posturas. Arrogância não vem automaticamente com a fama, como bem prova o Papai Noel do Software Livre. Ao nos deixarmos levar por essa onda de relevância, mérito, meritocracia, quantidade de leitores e o diabo a quatro, podemos acabar nos tornando como o macaco da lenda.
E, de macacos, já chega o rolo do Estadão.
E é HOJE! As mesas já estão prontas, a internet já está configurada, as barracas já foram montadas, os estandes estão ficando bonitinhos… E os campuseiros já estão chegando!
Como estarei desempenhando o papel de ‘colaborador e staff e palestrante e oficineiro e suporte e fazdetudoumpouco’, imagino que com isso terei um boost de visitas nos próximos dias, e justamente pensando nisso resolvi listar alguns dos melhores posts dos últimos anos, todos eles tendo alguma relação (ou não) com o evento. Ao leitores antigos, revivam os textos e deliciem-se com minha sagacidade. Aos novos leitores, sejam bem vindos e percebam que assinar meu feed pode trazer boas leituras…
Rolando a partir do dia 19 de Janeiro (isso, semana que vem), a Campus Party, maior evento nerd/geek/tecnológo do ano promete uma revolução ainda maior que o ano passado, com convidados ilustres, palestras animais, e uma área de games que, se Deus existir, terá um arcade com Street Fighter IV
Dentre todos os eventos, eu estarei coordenando uma oficina que a príncipio pode não ser de interesse geral dos blogueiros mais afiados, mas que com certeza será útil para blogueiros iniciantes, empresas, profissionais da área, e campuseiros de outras áreas que não tenham um blog e queiram aproveitar para criar um.
Assim, na Quinta-feira, às 10 horas dia 22 de Janeiro de Nosso Senhor, a oficina “Oficina – Como criar um blog: ferramentas” estará rolando no palco da área de blogs. Ministrado por esse que vos fala.
A quem se destina a oficina sobre como criar um blog?
A quem NÃO se destina a oficina sobre como criar um blog?
Ou seja: a meta da oficina é não ficar preso ao “café com leite” óbvio de como criar blogs, mas mostrar diversas plataformas (da mais simples à mais avançada) para a criação de um blog, assim como ferramentas úteis para tornar a experiência de blogar mais rica e interessante. Uma oficina interessante até mesmo para pessoas que já tenham blogs.
Anotem em suas agendas, separem o caderninho de anotações, levem o notebook, criem um tag no twitter e divirtam-se. Quanto mais pessoas forem, mais minha timidez irá atacar, o que poderá gerar bons momentos.
Essa é boa: quer virar DJ de festa nerd? Não tem muitas idéias de como entreter a geração “twentysomething” que sempre tinha um Super Nintedo ou um Mega Drive em casa? Está a fim de fazer sucesso nas pistas sem muito esforço? Oras, a solução é simples: baixe versões remix de trilhas sonoras de jogos antigos!
Enquanto procurava opções de entretenimento no sábado do Campus Party, o Rafa comentou comigo que logo à noite haveria uma festa animada com temas de jogos de videogame. Interessado, fui dar uma olhada no blog oficial do evento, e… Aqueles links para as músicas não me eram estranhas. O nome dos arquivos então, estavam meio obscuros na minha mente, mas estavam lá. E não é que, chegando em casa, pude confirmar que as músicas que o DJ ficou de utilizar eram as mesmas que eu já tinha no meu HD?
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