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Viver e morrer em Sampa

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Por , 1 de julho de 2008 1:02

Lembro da primeira vez que estive sozinho em São Paulo. Era em 1999, eu queria ir para um evento de anime (MangáCon, até onde minha memória permite lembrar….) e havia combinado tudo com um (ex-)amigo meu: iríamos os dois juntos para Sampa, para ver o evento, evitando assim vários possíveis problemas de segurança durante a viagem (já que, na cabeça de nossas mães, era mais difícil dois jovens morrerem do que um só, ou algo assim). Só que, no dia em que iríamos, ele resolveu ficar em casa mesmo, me deixando numa sinuca de bico: ou eu iria sozinho e encararia uma cidade em que mal havia colocado os pés em 19 anos de vida, ou deixaria para lá e passaria o resto da vida me arrependendo. Optei pela primeira opção, mas antes fui avisar minha mãe, para evitar qualquer mal entendido (como encontrar esse meu amigo na padaria, por exemplo).

Minha mãe, pessoa que sempre me apoiou, citou várias frases de encorajamento frente à minha idéia de ir ao evento sozinho. “Você vai morrer!”,Vão te sequestrar”,Vão remover todo o seu sangue em um ritual satânico” e outras frases de apoio que ela usou não foram o suficiente para que eu desistisse da minha idéia, e logo eu estava na rodoviária da minha cidade, juntando os poucos trocados que tinha guardado para aquele dia, e comprando uma passagem para aquela que seria minha primeira aventura de “adulto” (até onde um evento de anime possa ser considerado “adulto”, bem entendido…).

Foi provavelmente a viagem mais tensa que já fiz, com medo de tudo e de todos, sem ter a menor idéia de como sequer funcionava o sistema de metrô. “Ei, o meu bilhete não voltou! Por que o seu voltou???”. Felizmente, apesar de ter errado o caminho para o evento umas três vezes (e, se eu não me engano, era só seguir uma linha reta do metrô Vergueiro até lá…), a viagem transcorreu sem maiores problemas, e voltei para casa feliz por ter conhecido uma parte dessa cidade gigantesca.

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Sobre anonimato, calúnia, difamação e péssimas idéias na internet

Por , 19 de dezembro de 2007 16:38

Ontem tivemos o caso mais rápido de hype já registrado na blogosfera/twittosfera, e que, espantosamente, gerou uma série de discussões: Até onde o anonimato na internet é válido, e até onde recaem as responsabilidades sobre o criador de um site que permite o anonimato? Como sou formado em Ciências da Computação e conheço muito pouco de Direito (o suficiente para não ser preso. :P ), resolvi contatar minha assessora para assuntos de ordem jurídica para tirar algumas dúvidas, e fazer esse post. A idéia aqui é tentar explicar o caso, os problemas que ele causou, os problemas que ele PODERIA ter causado, e as medidas legais que podem ser tomadas caso alguém se sinta ‘lesado’ por um serviço na internet.

PS: Evitarei ao máximo linkar sites ligados ao assunto, assim como o criador do mesmo, para preservar o mesmo.

PS2: IMPORTANTE – todas as questões referentes a processos judiciais são baseados em hipóteses. O autor desse blog não pretende a qualquer momento abrir um processo conta o autor do serviço, e espera que ninguém mais tente. O que está sendo tratado aqui deve mais ser considerado como um alerta[bb] contra casos futuros…

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O machão covarde – Como reagir a uma agressão física ou psicológica

Por , 18 de setembro de 2007 12:50

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Certas coisas você pensa que nunca vai acontecer com alguem próximo a você, até que vai lá e acontece.

Hoje, uma menina daqui da empresa, que faltou ontem e não deu notícias, apareceu no meio da manhã com o rosto todo inchado e com alguns machucados. Ela só quis falar com a supervisora dela e do RH, mas em pouco tempo a notícia já tinha se alastrado: O ex havia batido nela. E ela havia faltado pois estava com o rosto machucado, e não sabia o que fazer. Com isso, e acionando a gerência, a empresa achou melhor dar todo o apoio necessário a ela e dar alguns dias de folga remunerada, para que fossem feitos todos os acertos necessários (denúncias, BO, troca de fechaduras da casa, etc.).

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GraveHeart na toca dos leões

Por , 18 de setembro de 2007 8:16

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Embora eu já tenha adiantado o assunto no BlogCamp para alguns leitores, torno a informação oficial: Sou o novo supervisor de uma área ligada diretamente à área comercial. Acumulo com isso duas funções, supervisionando duas áreas.

Analisando pelo lado do blog, isso é ótimo (WTF’s! Muitos e muitos WTF’s!), mas por outro é ruim, pois o meu tempo para pensar nos textos diminuiu consideravelmente, pelo menos nesses primeiros meses.

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Tecnologias que insistem em não morrer

Por , 4 de julho de 2007 14:41

Who wants to live foreverResponda rápido: com gravações em CD, DVD, pendrive, discos virtuais, e todo o resto, ainda há espaço para disquetes de 1.44?

Para o nosso governo, sim.

Hoje uma menina do setor de licitações entrou em contato, perguntando se eu não teria um disquete sobrando. Imaginei que fosse algum engano, que ela estava querendo enviar um arquivo para alguém, e não sabia que dava para enviar por CD. Mas, não. Estava lá, no edital de uma prefeitura qualquer: a documentação deverá ser entregue em disquete. E, vejam: com o governo, não se brinca. Se falou disquete, tem que ser DISQUETE, e ponto. Senão, você é desclassificado na hora.

E, vale lembrar, até pouco atrás o uso de um disquete era obrigatório para a declaração do imposto de renda….

Senhores representantes eleitos pelo povo, seja na esfera federal, estadual ou municipal: atualizem-se, pelo amor de Deus. Disquetes podiam ser úteis e indispensáveis há, sei lá, dez anos atrás, mas a pelo menos cinco anos já é considerado uma tecnologia ultrapassada, morta.

Disquetes são frágeis. Uma dobradinha, uma queda, uma fonte magnética próxima, e…. adeus arquivos.

Disquetes são caros. Basta pensar: R$ 0,70 por 1.44Mb de espaço. Mais uns R$ 0,30 e eu posso usar uma mídia de CD, que consegue armazenar pelo menos SEISCENTAS VEZES o que um disquete armazena. E, com $0,50 a mais eu troco o CD por um DVD, que pelo mesmo tamanho de mídia me permite usar o equivalente a SETE CD’s. Preciso explicar a economia?

Disquetes ocupam espaço. E espaço desnecessário. São quase do mesmo tamanho de uma mídia de CD, mas ocupam 600 vezes mais espaço.

E, percebam, mesmo os gravadores de DVD já estão com preços baixos o suficiente para que o investimento compense. Menos de R$ 200,00, senhores. Ao comprar no mínimo um desses para cada cidade de nosso imenso país, o valor total provavelmente seria menor do que já foi desviado dos cofres públicos do começo do ano até agora.

Pensem um pouco, por favor. Obriguem todas as esferas do governo a se adequar à ‘nova’ realidade, parem de usar tecnologia e recursos obsoletos, e parem de exigir que as pessoas também o façam. Se vocês ainda querem viver no século passado, fiquem à vontade. Só não me obriguem a fazer o mesmo.

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