1 – Quando tinha meus quatro, cinco anos, minha mãe me levou no médico e me prometeu um presente se eu me comportasse. Podia ser qualquer coisa, um brinquedo, comida, etc. desde que fosse barato. Na saÃda do médico, passei em frente a uma banca e apontei para as revistas. Minha mãe acabou comprando uma do Chico Bento, e eu ficava no quintal de casa tentando entender o que estava escrito lá;

2 – Enquanto assistia Changeman, esperava a hora das naves começarem a formar o Change-Robot começar a se transformar e ficava prestando atenção para entender COMO eles se encaixavam até formar o robô;
3 – Logo que meu primeiro controle do Atari quebrou, meu pai simplesmente abriu o bicho, lixou umas partes metálicas e ao montar tudo de novo, o bicho estava funcionando. Fiquei tão fascinado pela “mágica” que acabei tentando fazer o mesmo. O controle nunca mais funcionou.
4 – Já fui até o Shopping com dinheiro suficiente para umas duas fichas de fliperama, um lanche no McDonald’s e sobremesa. Gastei tudo no fliperama das Tartarugas Ninja e acabei tendo que pedir dinheiro para pagar a passagem de ônibus na volta;
5 – Chorei tanto para que meus pais comprassem o Phantasy Star para o Master System (o primeiro jogo em português que levou TRÊS MESES para ser finalizado pelos analistas da Tec Toy!) que não aceitei ter encerrado em três semanas e fiquei procurando segredos e macetes no jogo durante dias. Até mandei uma dica para o número de telefone que a TecToy disponibiliza para que os jogadores pudessem tirar dúvidas;
6 – Quando anunciaram o filme do Street Fighter, fiz questão de pegar a primeira sessão no dia da estréia. E como todo bom nerd, saà do filme me sentindo enganado;
7 – Lá pelos meus 10 anos, minha coleção de revistas já obrigava meus pais a tomar medidas para armazená-las – já que só caixas de papelão não estavam sendo o suficiente;
8 – Com 13 anos, “evangelizei” boa parte dos meus amigos da escola a assistirem Cavaleiros do ZodÃaco. Série que eu só descobri por acaso, zapeando nos canais logo depois de arrumar a casa;
9 – Joguei tanto o Homem-Aranha para o Master System que me interessei pelo personagem e em um dado momento peguei uns trocados que tinham sobrado para comprar uma edição usada, a 98. Em menos de seis meses já tinha trocado todas as minhas revistas da Turma da Mônica e Disney por revistas do Homem-Aranha. Aliás, tenho quase todas essas revistas até hoje;
10 – O primeiro computador que entrou em casa foi um MSX usado, que a minha irmã havia comprado. Veio com poucos jogos, ligava direto na TV, como um videogame, e o mais interessante eram os manuais, ensinando a fazer os mais diversos aplicativos usando o fantástico BASIC. Inspirado pelo filme “A Mosca II”, levei horas fazendo um programa que se auto-destruÃa se a senha correta não fosse digitada. Foi a primeira vez que o conceito de “backup” surgiu na minha cabeça.