Desenvolvedores de games eróticos japoneses banem visitantes de outros paÃses
Digamos que você trabalhe numa empresa criadora de jogos eróticos para PC, em um paÃs pequeno que permite esse tipo de atividade sem (maiores) problemas, e com um público-alvo de milhares, talvez milhões de prováveis consumidores. Os jogos normalmente não saem de seu paÃs, o que nem é um problema tão grande assim: há público para o seu trabalho, a empresa ganha uma grana considerável, e é possÃvel viver bem. Legal, não?
Até que um dia, por motivos mil, um jogo acaba caindo nas graças da mÃdia internacional. Em algum lugar, alguém viu a venda um jogo 3D envolvendo… estupro, incesto, e sabe-se lá mais o quê. E o JOGADOR era o estuprador. Obviamente, o circo no ocidente estava armado, vários outros jogos eróticos foram descobertos, as pessoas cairam de pau, e EXIGIRAM que a SUA empresa parasse de criar jogos que eram vendidos em SEU paÃs, e só acabavam indo parar em outros paÃses através da internet. E, o pior, cedendo à pressão internacional, o governo do seu paÃs resolveu apertar o cerco contra jogos eróticos, exigindo que eles parassem de ser produzidos, ou fossem ‘suavizados’.
Nesse momento, são poucas as opções a serem tomadas. Brigar na Justiça, ceder à pressão, fechar a empresa, ou… fechar o seu site para visitantes com IPs estrangeiros! E foi exatamente isso o que algumas fabricantes de EROGES (Games Eróticos) resolveram fazer: fechar seus sites para visitantes de fora do Japão! Produtoras como a Minori, VisualAntena! e Yusu_Soft agora exibem uma mensagem para aqueles que tentarem acessar de fora do Japão, ou simplesmente exibem um singelo erro 403.
Todo o problema começou depois que o jogo Rapelay foi encontrado a venda na Amazon. Nesse jogo, você é um estuprador que precisa “vingar-se” de uma famÃlia (mãe, e duas filhas), aproveitando-se delas. Todo o ato em si é controlado pelo jogador, através de comandos do teclado e mouse. E, embora jogos assim sejam vendidos ‘normalmente’ no Japão, no Ocidente pegou muito mal. O suficiente para iniciarem uma verdadeira caça à s bruxas contra jogos eróticos japoneses. Afinal, se você é um manÃaco sexual num jogo, é ÓBVIO que você será um manÃaco na vida real, certo?
Não vou perder parágrafos e parágrafos falando de novo o que penso sobre censura a jogos, já falei exatamente o que penso quando baniram Counter-Strike. E continuo achando que quem define o jogador é a sociedade, não o jogo. Já peguei uns joguinhos hentai pra ver como é (na minha época de net discada, ANTES QUE ALGUÉM PENSE BESTEIRA!
), e não me lembro de ter virado um manÃaco vendo aqueles pixels em formato anime fazendo ‘coisas’.
Discussões a parte, não deixa de ser interessante a solução das empresas japonesas para toda essa discussão: Nossos jogos ofendem vocês? Bom, então você não pode mais acessar nossos catálogos!
Ah, se tudo na vida fosse tão fácil assim….
