Posts com a tag:infância

10 fatos da minha infância que me definiram como nerd

Por , 13 de outubro de 2010 17:47

1 – Quando tinha meus quatro, cinco anos, minha mãe me levou no médico e me prometeu um presente se eu me comportasse. Podia ser qualquer coisa, um brinquedo, comida, etc. desde que fosse barato. Na saída do médico, passei em frente a uma banca e apontei para as revistas. Minha mãe acabou comprando uma do Chico Bento, e eu ficava no quintal de casa tentando entender o que estava escrito lá;

2 – Enquanto assistia Changeman, esperava a hora das naves começarem a formar o Change-Robot começar a se transformar e ficava prestando atenção para entender COMO eles se encaixavam até formar o robô;

3 – Logo que meu primeiro controle do Atari quebrou, meu pai simplesmente abriu o bicho, lixou umas partes metálicas e ao montar tudo de novo, o bicho estava funcionando. Fiquei tão fascinado pela “mágica” que acabei tentando fazer o mesmo. O controle nunca mais funcionou. :(

4 – Já fui até o Shopping com dinheiro suficiente para umas duas fichas de fliperama, um lanche no McDonald’s e sobremesa. Gastei tudo no fliperama das Tartarugas Ninja e acabei tendo que pedir dinheiro para pagar a passagem de ônibus na volta;

5 – Chorei tanto para que meus pais comprassem o Phantasy Star para o Master System (o primeiro jogo em português que levou TRÊS MESES para ser finalizado pelos analistas da Tec Toy!) que não aceitei ter encerrado em três semanas e fiquei procurando segredos e macetes no jogo durante dias. Até mandei uma dica para o número de telefone que a TecToy disponibiliza para que os jogadores pudessem tirar dúvidas;

6 – Quando anunciaram o filme do Street Fighter, fiz questão de pegar a primeira sessão no dia da estréia. E como todo bom nerd, saí do filme me sentindo enganado;

7 – Lá pelos meus 10 anos, minha coleção de revistas já obrigava meus pais a tomar medidas para armazená-las – já que só caixas de papelão não estavam sendo o suficiente;

8 – Com 13 anos, “evangelizei” boa parte dos meus amigos da escola a assistirem Cavaleiros do Zodíaco. Série que eu só descobri por acaso, zapeando nos canais logo depois de arrumar a casa;

9 – Joguei tanto o Homem-Aranha para o Master System que me interessei pelo personagem e em um dado momento peguei uns trocados que tinham sobrado para comprar uma edição usada, a 98. Em menos de seis meses já tinha trocado todas as minhas revistas da Turma da Mônica e Disney por revistas do Homem-Aranha. Aliás, tenho quase todas essas revistas até hoje;

10 – O primeiro computador que entrou em casa foi um MSX usado, que a minha irmã havia comprado. Veio com poucos jogos, ligava direto na TV, como um videogame, e o mais interessante eram os manuais, ensinando a fazer os mais diversos aplicativos usando o fantástico BASIC. Inspirado pelo filme “A Mosca II”, levei horas fazendo um programa que se auto-destruía se a senha correta não fosse digitada. Foi a primeira vez que o conceito de “backup” surgiu na minha cabeça. :(

Crianças de hoje jogando os games de ontem

Por , 22 de julho de 2010 11:28

Semanas atrás, deixei um pequeno presente para o meu sobrinho: quase 20GB de roms e emuladores diversos no computador do meu irmão. Meu sobrinho de seis anos, que antes mal conseguia gostar de Street Fighter IV, de repente passou a conhecer jogos que eu e meu irmão jogavámos quando criança.

E o mais engraçado é perceber que muitos daqueles jogos antigos, que hoje em dia podem ser considerados toscos e ultrapassados, fez a alegria do meu sobrinho de forma que ele deixou de lado todos os games atuais para se divertir com games de Super Nintendo e Master System. Obviamente, ele ainda estranha a falta de recursos (“Ué, não tem especial?”) mas se deixar o guri fica horas na frente do computador, jogando os “jogos de navinha”.

Infelizmente, não são todas as crianças que curtem jogos antigos. O vídeo abaixo, do College Humor, mostra alguns do grandes clássicos (Super Mario, Starfox e Sonic) sendo apresentados a crianças na faixa dos oito anos, e as reações não foram muito positivas. Uma pena, ainda mais se pensarmos que esse jogos eram o TOPO da tecnologia uns vinte anos atrás….

Saudades de uma infância nérdica…

comentários Comentários desativados
Por , 24 de setembro de 2008 17:11

Semanas atrás, o Kid fez um post gigante listando coisas das quais ele tinha saudade. Me Zillion2interessei pela idéia, já que muito do que ele listava era, de uma certa forma, o mesmo tipo de coisa que me trazia saudades.  Bobagens, coisas pequenas, as quais não davamos muita importância quando moleques, mas que acabam gerando um sentimento de falta, ausência, depois que viramos adultos.

Assim como o Kid, não vejo isso como um reflexo de infelicidade na vida adulta. Ser nerd é jamais deixar de ser criança, jamais deixar de se divertir com aquela série nova ou aquela brinquedinho maneiro. O problema aqui é que muita coisa legal daquela época simplesmente se foi. Quer ver?

  • Tenho saudade das séries animadas dos anos 80
  • Tenho saudade de assistir essas séries (ou ler quadrinhos) sem me preocupar com detalhes como qualidade do roteiro, impacto na cronologia, motivações do autor, etc. Era legal CURTIR as coisas, não ANALISAR as coisas
  • Tenho saudade daquelas tardes bobas, sem nada pra fazer, vendo Karatê Kid na Sessão da Tarde e relendo pelo milionésima vez aquela edição em que o Homem-Aranha pede a Mary Jane em casamento
  • Tenho saudade da época em que podia ficar o dia todo (ou parte dele) jogando no Master System ou no Mega Drive,
  • Aliás, tenho saudade dos jogos simples porém sinceros daquela época. Zillion 2, Alex Kidd in Shinobi World, Ultima IV…..
  • Tenho saudade do tempo em que meu vestuário básico se resumia a bermuda, camiseta velha, chinelo de dedo e revista na mão.
  • Saudade do carinho que só a minha avó paterna tinha comigo.
  • Saudade dos doces, bolos, salgados e tudo o mais que minha vó fazia sempre que eu ia com meu pai visitá-la.
  • Saudade da primeira vez que olhei para uma mulher de modo ‘diferente’ (hm, peitos!)
  • Saudade de quando ainda me dava ao trabalho de escrever cartinhas para o Papai Noel, mesmo sabendo que Papai Noel não existe.
  • Tenho saudade de quando o domingo em casa era um evento: corrida de Fórmula 1 com o Senna, todos em  casa para o almoço e Trapalhões à noite.
  • Saudade do primeiro computador em coloquei a mão, um MSX ligado na TV.
  • Saudade dos meus primeiros algoritmos. Todos feitos no MSX, depois de descobrir que os disquetes com jogos não funcionavam e eu teria uma tarde inteira à toa….
  • Saudade de quando eu e meu primo mais velho acabamos com a energia do bairro depois de tentarmos enviar uma formiga para o futuro, em uma lata de sardinha (cheia de água, conectada à tomada por dois fios vagabundos)
  • Tenho MUITA saudade de poder descer as ruas do meu bairro em altíssima velocidade na minha bicicleta, sem medo de  ser atropelado…
  • Saudade da época em que um tio morou em casa e mandou entregar todas as Super Interessante e Veja lá. Ele NUNCA encontrou uma revista lacrada, já que chegava bem de noite do trabalho. E nunca reclamdou disso…..
  • Saudade das conversas sobre games com os colegas da escola, numa época em que a nossa fonte de informações máxima era a revista Ação Games. Podíamos falar qualquer bobagem (Tartarugas Ninja  VS. Mario, onde o chefão era o Sonic),  e dizer que leu na Ação Games de um amigo. NInguém tinha dinheiro para comprar e comprovar a farsa…
  • Tenho saudade da série original das Tartarugas NInja. Mas do jeito que ela existe na minha cabeça, não me atrevo a assistir de novo.
  • Tenho saudade daquele jogo de fliperama das Tartarugas Ninja.
  • Saudade de assistir Cavaleiros do Zodíaco com a molecada (em termos, 14~16 anos…), e depois ficar comentando o episódio.
  • Saudade de quando eu tinha disposição para ficar dias arrumando minha coleção de revistas. Revista por revista.
  • Tenho saudade da época em que eu me divertia mais configurando o computador pra fazer um jogo rodar, do que com o jogo em si.
  • Saudade de quando eu achava legal passar a madrugada mexendo no Linux, só pra fazê-lo FUNCIONAR.
  • Muita saudade de quando minha mãe fazia pizza caseira.
  • Ainda mais saudade de todas as táticas ninja sorrateiras que desenvolvi ao longo do tempo para pegar as sobras da pizza enquanto todos dormiam.
  • Saudade das festinhas na escola.
  • Saudade de Zillion. Zillion era foda.
  • Muita saudade de uma época sem patrulha politicamente correta.
  • Saudade de brincadeiras típicas de escola: pega-pega, esconde-esconde, bafo, jogar alguém dentro do banheiro feminino, etc.
  • Saudade de quando eu dizia que era bandido no pega-pega, só pra descobrir onde todos estavam e fazer uma prisão geral (sim, eu era um policial disfarçado…).
  • Saudade de quando desmontar algo e remontar dava uma emoção sem igual.
  • Saudade de Ultraman e Spectroman.
  • Saudade de quando eu ligava (a cobrar) pro hotline da Tectoy.
  • Saudade de me gabar pra TODOS os moleques da escola por ter passado dicas de jogos pro hotline da TecToy
  • Tenho saudade de várias conversas do ICQ
  • Tenho saudade de quando fazia roteiros.
  • Muita saudade de quando todo mundo te achava O cara por ser capaz de baixar música pela internet.
  • Saudade de quando conectar na internet significava rezar para os pais não aparecem do nada, e nem tentarem me ligar e ver que a linha estava ocupada.
  • Saudade de Full Throtle, numa época em que o GameFAQs NÃO era minha primeira saída quando travava numa fase.
  • Tenho saudade da minha primeira Home Page. No Geocities.
  • Saudade da época em que uma das melhores formas de conseguir visitas eram as Webrings.
  • Saudade das semanas que passei jogando Ultima IV e com o dicionário Inglês / Português do lado.
  • Saudade de quando eu ficava na praça, tomando chuva na cara, só pela diversão.
  • Saudade das brincadeiras que inventava para passar o tempo enquanto chovia mais forte e eu não podia sair de casa nem ligar o videogame. Até hoje meus pais não conseguiram entender como aquela régua foi parar na casa de maribondos do telhado;…..

E vocês? Têm saudade doquê?

Prendam-me! Eu sou um maldito jogador de videogames!!!!

Por , 19 de janeiro de 2008 0:36

Ainda me lembro do meu primeiro videogame: era um Atari da CCE, coisa linda, meus pais compraram como presente de anivesário para mim e meus irmãos. Durante muitos meses, nós nos divertiamos jogando Pac-Man e…. bom, Pac-Man. Entendam, sempre fomos uma família de poucos recursos financeiros, morando em um bairro afastado. Jogos novos, só emprestado ou em aniversários, e olhe lá. Mas nos divertiamos muito, e provavelmente gastamos mais com novos joysticks[bb] do que com o videogame. Enfim: durante muito tempo, foi diversão para toda a família.

Meu segundo videogame[bb] foi um Master System, esse ganho de uma tia, numa época em que meu pai estava desempregado (valeu aí, seu Collor!). Meu irmão pediu, ele ganhou, e eu me apossei. Esse sim, foi a coqueluche da família, e principalmente o meu. Adorava aquele videogame. Alex Kidd, jogava todo santo dia. Aprendi inglês jogando Ultima IV, vejam só. Foi um dos que mais durou em casa.

De lá, pulamos para o Mega Drive, uma evolução do antigo Master System, recebido com o mesmo carinho. Em mais alguns anos, meu irmão juntou uma graninha, e comprou um PlayStation. Novamente, me apossei do bicho, e me viciei em RPGs[bb] que duravam mais do que 10 horas de jogo. Recentemente, em 2006, adquiri meu PS2, e tenho uma pilha gigantesca de jogos para fechar. Um dia talvez, quem sabe, eu compre um Wii. Meus sobrinhos estão crescendo, pode ser divertido deixá-los brincar com um videogame que não tenha tantos botões.

Relembrando, os videogames sempre tiveram um certo papel na minha vida ou na de minha familia. E, ao que me consta, nunca tivemos problemas com a polícia, ou com drogas, ou qualquer atividade ilegal. Tão pouco demonstramos tendências agressivas (entendam: além do normal para dois irmãos completamente diferentes com diferença de dois anos de idade).

Continue lendo 'Prendam-me! Eu sou um maldito jogador de videogames!!!!'»

GraveHeart no Nerdcast – The final blow!

Por , 13 de novembro de 2007 16:27

OK, chegamos à última semana da minha campanha “GraveHeart no NerdCast já!“. Não posso dizer pelos emails que foram enviados ao site do Jovemnerd, mas se os pingbacks e comentários forem apenas esses, não posso exatamente considerar essa campanha um ‘sucesso’. Como prometi, não vou ficar meses tocando no assunto, prefiro terminar toda a movimentação em torno dessa campanha nesse feriado de 15 de Novembro, antes que ela te torne lugar-comum e perca completamente a força.Mas, antes de encerrar de vez, resolvi partir para o ataque final, o momento máximo, a hora em que o herói desiste de só apanhar e retoma as energias para um último ataque final poderosíssimo, o momento da cobra fumar e da jiripoca piar. O momento de lembrar de um golpe que o mestre ensinou, e partir com tudo, ao som de uma música grudenta.Ou seja, vou apelar para a emoção de vocês. Acompanhem a triste história desse nerd.


Continue lendo 'GraveHeart no Nerdcast – The final blow!'»

Panorama Theme by Themocracy