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Novo trailer do filme de Rurouni Kenshin traz muita expectativa e alguns medos

Por , 14 de março de 2012 18:32

Nunca neguei a ninguém que sou um grande fã de Rurouni Kenshin (também conhecido no ocidente como Samurai X) e sua história que, embora para muitos seja rasa, para mim é cheio de pequenas lições e momentos para reflexão (até já escrevi sobre como um certo trecho de Rurouni Kenshin me ensinou diversas coisas em uma fase bem stressante da minha vida).

Não é difícil imaginar, portanto, que recebi a notícia da produção do filme live-action (com atores reais) da série com uma mistura de expectativa e desconfiança. Japoneses são conhecidos por fazer filmes que visualmente são bem fiéis às obras originais, mas que acabam derrapando no roteiro e nos atores, muitas vezes contratados mais por serem atores da moda do que pelas capacidades de interpretação. E, se você não acredita, basta assistir à adaptação de Ashita no Joe, com seus personagens pobres porém limpinhos e com cara de modelo.

Na verdade, a única coisa que ainda me dava alguma fé no filme era a presença de Takeru Satoh como Kenshin Himura. Pouquíssimo conhecido no ocidente, Takeru já é um ator com uma bagagem razoável em filmes e novelas, além de ter sido o personagem principal em Kamen Rider Den-O. Na série, Takeru interpretava um personagem que volta e meia era “possuído” por seres com personalidades muito diferentes (valentão, mulherengo, esnobe, etc.) e mantidas as devidas proporções, conseguia convencer bem.

E justamente essa experiência de Takeru me dava alguma fé na produção, já que justamente essa capacidade de interpretar personalidades diferentes seria essencial na hora de fazer o papel do tranquilo e pacato Andarilho Kenshin, mas que nas horas mais tensas acabava voltando à personalidade fria e séria do Retalhador Himura.

Algumas (poucas) imagens de produção já haviam mostrado que Takeru estava muito bem caracterizado como Kenshin Himura, mas foi o trailer liberado no começo dessa semana que me fez ter a certeza de que o filme promete. Se você ainda não viu, aproveite e assista-o legendado:


(link para o vídeo no Youtube)

Não me atrevo a falar sobre os outros atores (até porque eles aparecem muito pouco no trailer) mas como já comentei, a caracterização dos personagens está perfeita, e você consegue reconhecer facilmente os rostos já famosos do mangá e anime. Ao que tudo indica, o filme resumirá (ou tentará resumir) toda a saga pré-Shishio da série, onde Kenshin enfrentava alguns inimigos menores. Parece pouco, mas acreditem, é bem provável que tenhamos muitos cortes e adaptações na história.

E é exatamente aí que mora o meu medo: a história de Rurouni Kenshin é marcante justamente pela tentativa do personagem principal de tentar esquecer seu passado como assassino do governo e viver em paz, sem lutas e mortes. Em um filme corrido, justamente essas motivações e conflitos do personagem podem acabar ficando de fora, dando lugar à pancadaria pura e simples. O que eu pessoalmente espero que não aconteça.

De qualquer forma,o filme Rurouni Kenshin só estréia no Japão em 25 de agosto de 2012, e até lá teremos que tentar segurar a expectativa. A equipe de produção já deu a deixa de que pretende transformar o filme em uma série (material para isso existe) e de que pretende exibir a obra em outros países. No Brasil ainda não há qualquer notícia ou rumor sobre o lançamento nos cinemas, então é bem provável que tenhamos que assistir Rurouni Kenshin por meio do bom e velho download ilegal.

Uma pena. Do que o visual do filme tem mostrado até agora, Kenshin é o tipo de filme que merece ser visto nos cinemas.

Review: Buda, de Osamu Tezuka

Por , 17 de dezembro de 2011 1:30

É extremamente difícil definir qual obra audiovisual mais me marcou, mas um que com certeza fica entre os cinco no topo da lista é Buda, de Osamu Tezuka. Uma obra que chama a atenção não só pelo roteiro ou pelo carisma dos personagens, mas pelo conjunto de diversos fatores.

Uma história que só poderia ser contada de forma tão singular pelas mãos de Osamu Tezuka.

A humanidade, parte da natureza, e ao mesmo tempo pequena e insignificante perto dela. Tema recurrente nas obras de Tezuka

Publicado originalmente no Japão entre 1972 e 1983 e composto de 14 volumes com aproximadamente 400 páginas cada um, Buda conta uma história que muitos já conhecem, mesmo que por cima: a transformação do príncipe Siddhartha Gautama, nascido em torno de 500 anos antes de Cristo, em Buda, o Iluminado. Tudo isso na região que hoje forma a Índia e parte da Ásia, que naquela época sofria com um sistema de castas rígido e injusto, além do pacote básico de pragas como fome, doenças, guerras e morte.Mas como acompanhar toda a trajetória de transformação propriamente dita poderia ser tediosa para quem já conhece a história de Buda, Tezuka nos apresenta durante a história diversos personagens e tramas fictícias, interligadas a situações e personagens que ou são reais ou são levemente adaptadas.

E justamente um desses personagens fictícios acaba muitas vezes roubando a cena e se tornando o personagem principal por vários capítulos, além de servirem como “guias” para o leitor, ao apresentar vários costumes e situações da época: Tahta, o pária (casta ainda mais baixa que os escravos, considerados impuros e intocáveis, algo que você já sabe se assistiu Caminho das Indías) que cruza muitas vezes o caminho de Siddhartha. Tahta é apenas um dos muitos personagens que compõem a saga, e que te prendem a ela.

Pode parecer estranho no começo esse foco excessivo em outros personagens, ainda mais se notarmos que em vários volumes Buda mal aparece (o primeiro volume é praticamente dedicado a Tahta). Mas aí é que está um dos maiores trunfos da obra e também uma prova da genialidade de Tezuka: todos os acontecimentos mostrados e todos os personagens mostrados tem um motivo para estarem ali, uma razão de existir. E, assim como numa estrada lotada de desvios e encruzilhadas, são as ações desses personagens que fazem com que eles encontrem Buda e de alguma forma contribuam para a criação do homem que se tornaria a lenda.

Um dos (muitos) pontos chave da história. Repare na técnica narrativa de Tezuka, o sofrimento inicial, e a aceitação nos olhos do personagem ao final

Uma mulher abandonada por um dos personagens coadjuvantes pode ter um filho que no futuro causará problemas a Buda. Um monge que troca meia dúzia de palavras com um personagem menor pode décadas depois ser um ponto chave na história. E por aí vai. Tezuka ainda brinca com isso, no mostrando a história de um personagem até o seu climax e deixando o final em aberto, anunciando para o leitor que só voltaríamos a ter notícias dele mais tarde na história, deixando-nos loucos para saber como aquela situação terminará e como afetará o eixo principal da história.

“O que é a vida de um homem comparada à eternidade do tempo e espaço? Nada mais que um floco de neve que brilha no Sol momentos antes de derreter no fluxo do tempo”

Não por acaso, justamente essa narrativa truncada apresenta ao leitor um dos motes da série e da própria filosofia do budismo: Todos os seres vivos dependem de outros seres vivos e são parte de um plano maior onde cada criatura tem sua função. Nada é exatamente “por acaso”. Você pode até mesmo se revoltar com os problemas que lhe acontecem, mas eles de uma certa forma serviram de alguma coisa. Nem que seja para inspirar alguém que nem mesmo nasceu ainda.

E, ao acompanhar as aproximadas 3.000 páginas de Buda, é possível que o leitor mais atento perceba que não há diferença alguma entre as intersecções quase infinitas entre os personagens e o que acontece na nossa vida. Uma chave que você não encontrou a tempo antes de sair de casa pode ter feito você perder o ônibus. O mesmo ônibus que sofreu um acidente poucos minutos depois. Uma pessoa para quem você sorriu e desejou bom dia de forma quase automática só precisava desse ato bobo de educação para chegar mais tranquila no trabalho e atender melhor as pessoas. E por aí vai. Como opinião pessoal, é delicioso quando a história que você está lendo te dá esse tipo de visão.

Ainda sobre a narrativa, a todo momento podemos ver os famosos costumes de Tezuka: personagens famosos de outras séries do autor aparecendo a todo momento, personagens quebrando a quarta parede e fazendo comentários sobre a época e costume em que a série foi escrita, e um senso de humor impar. Tudo isso torna a história gostosa de ler, mesmo em momentos mais densos e pesados. Tezuka sabe balancear muito bem o tom da história, dando o peso certo aos momentos que devem ser marcantes. E sim, há momentos bem marcantes.

Esse equilibrio também é percebido na arte: mais simples e caricatural nos momentos leves e de humor, mais detalhada nos momentos sérios e dramáticos. É como se Tezuka dissesse para o leitor “olha, a situação que acabamos de presenciar é bem tensa, e daqui a pouco piora, então relaxa por umas duas páginas”. Ainda sobre a arte, podemos ver Tezuka em sua melhor forma, com um traço que muitos podem considerar simples e datado, mas que funciona. É interessante também perceber como muitas técnicas que hoje em dia consideramos comuns ou bobas são usadas com perfeição pelo mestre.

A tensão da cena reflete a tensão do arco a ser disparado, assim como a tensão dos personagens. Repare no enquadramento apertado, no zoom crescente

No final, Buda é uma história deliciosa. Não se deixe enganar pelas 3.000 páginas, logo no primeiro volume você já estará doido para saber como a história continua e como aqueles personagens ora sofredores, ora causadores de sofrimento, mas acima de tudo humanos, evoluem. A saga de Siddhartha criada por Osamu Tezuka é cheia de reviravoltas, dúvidas, medos e provações, mas principalmente é um tratado sobre o sofrimento humano e as suas causas. Uma obra que merece ser lida.

E, acima de tudo, não se prenda a base religiosas e coisas do tipo. Tezuka mesmo não era budista, e em nenhum momento da história ocorre uma tentativa de “conversão”. Leia sem medo.Buda foi publicado no Brasil pela Conrad, e pode ser encontrado facilmente em diversas lojas online e livrarias. Outras obras de Tezuka podem ser compradas pela Book Depository, por um preço bem camarada. Esse post faz parte do #tezukaday, uma iniciativa de vários blogs para lembrar da história do mestre. Não deixe de visitar a fanpage do projeto e participar dos diversos concursos e sorteios que rolarão durante o dia de hoje, 17 de dezembro. Diversão garantida ou seu dinheiro de volta. :)

Se cabe a Família Ultra, provavelmente cabe a SUA família nesse carro

Por , 14 de outubro de 2009 12:10

Enquanto aqui no Brasil ainda ficamos presos a clichês em comerciais, no Japão a pegada é mais divertida: Para promover o novo Honda Step Wagon, uma minivan típica para a família, os japoneses resolveram chamar a família mais espaçosa já vista: a família Ultra!


Link pro povo do feed

No comercial, dá pra identificar fácil o Ultra Pai, a Ultra Mãe, o Ultraman Tarô, o UltraSeven, e vários outros. Interessante que, apesar de ser um comercial pequeno e aparentemente simples (nem mesmo mostram o carro em movimento), chama a atenção a maneira como resolveram mostrar como o carro é espaçoso: Se cabe a Família Ultra, cabe a sua família FÁCIL! :P

Os 10 maiores mangás de porrada

Por , 30 de setembro de 2009 10:25

Em uma pesquisa recente da Oricon (uma espécie de Ibope do Japão, mas voltado principalmente para produtos de entretenimento) realizou uma pesquisa com mais de 500 japoneses, com idades entre 10 e 40 anos, perguntando qual seria o melhor mangá de batalhas (ou, a grosso modo, de porrada franca e máscula). O resultado surpreende de várias formas, como a inclusão de mangás que não são necessariamente de luta, e a exclusão de outras produções muito mais ‘sanguinolentas’.

Já eu pessoalmente acho um absurdo Hajime no Ippo não estar em primeiro…. :(

10 – Shura no Mon

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9 – Naruto

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8 – Kidousenshi Gundam

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7 – Grappler Baki

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6 – Tiger Mask

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5 – Fist of the North Star (Hokuto no Ken)

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4 – Kinniku Man

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3 – Ashita no Joe

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2 – Hajime no Ippo

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1 – Dragonball

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Fonte: Oricon

Top 20 personagens de anime pra casar!

Por , 18 de junho de 2009 10:59

Na última sexta-feira, dia 12, a distribuidora de músicas Recochoku publicou os resultados de uma pesquisa anual no mínimo curiosa: um ranking dos 20 personagens (10 mulheres e 10 homens) com quem os japoneses gostariam de se casar. O resultado é bem interessante, pois esse ano quase todas as personagens femininas são de séries novas, ou nunca apareceram no ranking. Para os mais curiosos, o Anime News Network publicou a listagem, mostrando também o ranking anterior de alguns personagens.

Felizmente, em nenhum momento da pesquisa foi citado o japonês que lançou uma petição para poder realmente casar com uma personagem de anime….

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