Posts com a tag:Mangá

DragonBall, a prova de que a Evolução nem sempre é para melhor

Por , 13 de abril de 2009 12:39
dragonball-evolution2

"Diretor, meu pagamento cai segunda, né? Tá dificil me motivar aqui pra essa cena..."

Lembro exatamente quando o filme live-action do Street Fighter[bb] foi lançado nos cinemas. Depois de semanas sem dormir direito pensando no filme, saí correndo da escola e fui direto para o shopping. Eu simplesmente não queria apenas ver o filme no dia da estréia: eu queria ver a PRIMEIRA sessão. Queria ser um dos primeiros da cidade a ver aquele que provavelmente seria O filme da minha adolescência nérdica gamerística. Duas horas depois, saí da sala tão decepcionado que só tinha uma coisa na cabeça: avisar a maior quantidade possível de amigos da bomba, e evitar que elas gastassem o preço do ingresso com algo que não vale nem o tempo que se perde assistindo. Se você já viu o filme, sabe do que estou falando. Personagens completamente fora do lugar, atores rasos  e um roteiro vergonhoso com mais furos que minha meia. E DragonBall – Evolução é EXATAMENTE assim. Um filme que é vergonhoso enquanto adaptação, e sofrível como filme de ação. Desde as primeiras notícias sobre a adaptação eu já tinha certeza de que o filme seria fraco, mas nada poderia me preparar para o que estava por vir. Sério, encaro como missão pessoal evitar que vocês, queridos leitores, NÃO assistam essa bomba. Para começar: DragonBall[bb] sofre do mesmo mal que Street Fighter e até mesmo da versão live-action do He-man[bb] (que eu vi no cinema, vejam só…) – não é uma adaptação do conceito original, é uma história genérica qualquer com personagens que vagamente lembram os originais. Sério, não há UM personagem ali que lembre, tanto na personalidade quanto no background, os originais. Goku é um adolescente de quase 18 anos que vive sonhando pela garota mais popular da escola. Bulma tá ali só pra ocupar espaço, assim como Yamcha. E o mestre Roshi, que no original é um dos lutadores mais fortes e respeitados do mundo (até a chegada de Goku e cia.), além de um tarado de marca maior, vira apenas um bobão zen-budista que só faz repetir “seja você mesmo, lembre-se de quem você é, bláblábláblá insira filosofia ocidental aqui”. Um porre.

dragonball-evolution

Goku rindo. E chorando. E com raiva. E com qualquer outra expressão possível...

E as atuações? Mesmo Chow Yun-Fat, que é um dos poucos atores ali com uma boa bagagem de filmes, está canastríssimo, de doer. Todo o resto parece ter se graduado na Escola Cigano Igor de Belas Artes, sem expressões, sem emoções, sem um pingo de motivação em fazer uma atuação decente. Sério, se você ainda tiver coragem de assistir esse filme, repare no Yamcha e na Bulma, e tente discordar da minha opinião.

Agora, o pior: o roteiro. É tudo tão cheio de clichês, tão padronizado, tão comum, que o finado Homem Chavão provavelmente voltará a blogar se assistir esse filme. Vejamos: jovem garoto treinado pelo avô/tio/pai/sensei genérico desde criança nas artes marciais sente-se deslocado do mundo, e sofre constantes abusos na escola (sem revidar, pois ele aprendeu que lutar é errado), até o momento em que, por fugir das suas responsabilidades, o avô/tio/pai/sensei é assassinado pelo vilão genérico. Munido da vontade de se vingar, o garoto parte atrás do vilão, encontrando vários amigos pelo caminho, e descobrindo ser parte de algo maior, a própria força interior, que será usada no final, quando ele duvidar da sua própria capacidade durante a luta final. Após resolver suas dúvidas pessoais, o garoto consegue finalmente vencer o vilão, salvando o dia.

Na boa, isso é tão genérico que poderia ser um filme qualquer, não DragonBall. Acho que se puxar pela trama no IMDb devem aparecer uns quarenta filmes assim, lançados só no ano passado.

OK, a história é genérica e toda a trama em si é corrida (pudera, menos de uma hora e meia de filme…). Mas ainda não chegamos ao pior: os furos no roteiro. Sério, se você prestar atenção, vai perceber que o filme todo é um queijo suíço gigante. Querem exemplos?

  • Bulma tinha um RADAR PARA ENCONTRAR as Dragon Balls, mas desmonstrou surpresa ao descobrir que haviam várias esferas, não apenas a que foi roubada do pai dela. Sério mesmo que em nenhum momento ela olhou pro radar e pensou “ei, tem sete esferas aqui, será que é bug?”
  • Goku está indo para a festa da Chi Chi. Do nada, ele olha para a esfera que ganhou do avô, põe no bolso, e leva. Pra quê? Pra nada, pro Picollo chegar lá e matar o avô dele. O roteiro assim exigia.
  • Ainda sobre essa parte: Picollo demonstra o tempo todo que consegue sentir (ou rastrear onde estão as esferas). Então PORQUE DIABOS ele foi direto pra casa do Goku, se a esfera nem estava lá? A cena é deprimente: “É, a esfera não está aqui. Mas vou matar esse velho e destruir a casa, por que eu sou O VILÃO. Aliás… já que não encontrei essa esfera, melhor procurar as outras, depois eu volto….”
  • Mestre Roshi diz “Eu treinei seu avô, Goku” – considerando a idade do Gohan, só posso considerar que ele começou a treinar com 50 anos. Ou isso, ou Roshi tem uns dois séculos de idade….
  • Chi Chi é tipo o Juíz do Medabots: Não importa onde os personagens estejam, ela SEMPRE está por perto. Montanha? Tá lá treinando. Cidade? Campeonato de artes marciais. Templo perdido no meio do nada? Tava andando por aí, se perdeu e resolveu pedir informações. Coincidentemente, no mesmo templo onde os “heróis” estavam.
  • Aliás, que PUSTA COINCIDÊNCIA a vilã (que é irmã do Rodrigo Santoro, mal abre a boca…) estar usando a MESMA roupa da Chi Chi nessa cena, não?
  • Luta final. O carro cai (não perguntem) e do nada Goku aparece com o uniforme conhecido mundialmente. “Olha, o vilão está quase conseguindo realizar seus plano maléficos, vou colocar aqui minha roupa de luta, ou as crianças não vão me reconhecer” – boa, campeão.
  • Goku vira o Oozaru (que no desenho é um macaco gigante, no filme vira o lobisomem da novela “Os Mutantes“), arrebentando por completo a roupa. E o que acontece quando ele volta ao normal? A roupa está em perfeito estado, com a faixa na cintura AMARRADA! Eu preciso de uma parada dessas!

Percebam, eu nem mesmo estou citando as diferenças entre o mangá e o filme: estou falando dos erros na história!

Sobre os efeitos especiais, nada a declarar. Pensei em fazer o comentário óbvio de que eles estão perfeitos para um filme da década de 90. Mas é engraçado comparar com um filme chines de 1989 e perceber que ele consegue trazer efeitos mais convincentes:


Link do vídeo pro povo do feed não reclamar…

Resumindo: DragonBall Evolution é uma porcaria. Uma história chata, previsível do começo ao fim, com atores inexpressivos e péssimos efeitos especiais. Talvez faça a alegria da garotada na faixa dos 5~6 anos, mas tenho pena dos pais que forem levá-las ao cinema.

Assim como tenho pena dos pobres adolescentes nerds que irão para o cinema, e sairão de lá decepcionados. Cada geração tem o seu Street Fighter. DragonBall: Evolução é o Street Fighter dessa geração.


Update rápido: Jovens, vocês que estão lendo esse post, aproveitem e deêm uma ajuda pra namorada: cliquem nesse link e garantam a ela um par de botas da Dijean! :D

Sucesso mundial, “Tropa de Elite” inspira mangá japonês

Por , 1 de abril de 2009 13:20

O namoro entre o Brasil e o Japão está gerando frutos: Depois do ótimo Michiko to Hatchin (review em breve), agora é hora de um mangá buscar  inspiração aqui na terrinha: Estamos falando de Elite Troopers Zero, mangá que está sendo lançado no Japão e é baseado no filme Tropa de Elite.

Escrito e desenhado por Junichiro Saruwatari, Elite Troopers Zero está sendo publicado na antologia seinen (mangás com tom mais adulto, ver mais na Wikipedia) Comic Punch Max, da Shijinsha, e trata de um prequel do filme, mostrando um Capitão Nascimento ainda como PM, antes de ingressar no BOPE. Pelo que procurei, o processo de tradução do mangá para o português está meio parado (talvez pela série ter sido lançada sem muito alarde), por isso só consegui encontrar duas páginas traduzidas.  mas pelo que vi do primeiro capítulo o começo será um pouco mais lento, mostrando o que aconteceu para transformar o soldado Nascimento no truculento capitão do filme.

Como é um seinen, podemos esperar algo bem mais próximo da realidade (exato, nada de Burning Cosmo aqui…), e várias cenas de violência e sexo recheando as páginas da saga. Abaixo, um preview das primeiras páginas do mangá:

Pessoalmente, espero que alguma editora brasileira traga essa série pra cá. Com as série “Força Tarefa” sendo exibida pela Globo, e o sucesso de “A Lei e o Crime” pela Record, é bem provável que esse mangá venderia bem por aqui.

Fonte: Nihon no Baka

UPDATE:

Exatamente uma semana atrás, publiquei aqui um post sobre um mangá baseado em Tropa de Elite. Os mais espertos sacaram que qualquer notícia em um 1º de Abril não deveria exatamente ser levada a sério, mas é engraçado perceber que MUITA gente acreditou, inclusive indo parar no Yahoo! Notícias como sendo uma notícia real.

Não vou negar, boa parte dos créditos pela façanha devem ir para o Lancaster, que pegou minha idéia para esse 1º de Abril e criou páginas que enganariam tranquilamente até mesmo os fãs mais detalhistas.

A idéia inicialmente, era como tudo o que rola na minha cabeça e fica semanas sendo moldada até ir para o teclado: apenas uma idéia. Comecei a montar um background crível para ele, e iniciei a parte mais complicada da mentira: entrar em contato com amigos desenhistas (ou amigos que tivessem contatos com desenhistas) com um pedido: “quero criar uma brincadeira de 1º de Abril, e preciso de alguém capaz de desenhar algumas páginas, com uma qualidade que faça o negócio ao menos parecer real”.

O resultado, depois do Lancaster aceitar o desafio, foi exatamente o que vocês viram no post de 1º de Abril. Páginas de um mangá que, por muito pouco (maldito deadline!) não saíram TODAS com kanjis. E que pegou uma boa quantidade de gente.

Se você caiu, sinto muito. Mas, acredite, essa é uma notícia que eu realmente queria que fosse verdadeira… ;)

4 coisas que Kenshin Himura me ensinou

Por , 6 de janeiro de 2009 15:02

Homem racional que sou, nunca fui de acreditar em questões espirituais ou religiosas, muito embora acabe por vezes impressionado com certas ‘coincidências’ que ocorrem na minha vida. Uma dessas é quase sempre ler um mangá, assistir um filme, ouvir uma música ou qualquer outra coisa que resolvi ver sem qualquer aviso prévio do que viria, e descobrir que alguma parte da história ou música é EXATAMENTE o que eu precisava ver, quase como uma resposta vinda de algum lugar, direto para mim.

Um desses momentos é justamente uma edição do mangá Rurouni Kenshin[bb], já quase no final da série, que acabei lendo em um momento pessoal complicado. E, como já disse, tudo o que estava lá era o que eu precisava  no momento. Coincidência ou não, relembrando hoje é incrível como aquelas poucas páginas me tocaram e mudaram muito do que poderia ter sido da minha vida.

E é justamente a descrição desses momentos, assim como o que aprendi com os mesmos, que compartilho com vocês agora. Segurei esse texto por muito tempo, por achá-lo pessoal demais, ‘viajado’ demais, e até mesmo um tanto quanto ‘bobo’ (“uau! você tirou lições de moral de uma história em quadrinhos?”). Mas no final das contas aproveitei que estamos em clima de final de ano, época de parar para avaliar nossas vidas, para publicar esse texto. Talvez, faça alguma diferença para alguém. Assim como fez para mim…

Antes de mais nada, vamos situar os personagens (e você sempre pode saber mais sobre Rurouni Kenshin na santa Wikipedia):

ATENÇÃO: SPOILERS DAQUI EM DIANTE.

- Kenshin: personagem principal da série, um samurai que depois de lutar na revolução Meiji jurou nunca mais matar. O mote principal da série é justamente seu passado, e como esse juramento afeta sua vida; Nesse capítulo ele está em meio a uma crise de depressão: depois de (supostamente) não conseguir salvar a vida da mulher que amava (a segunda mulher que amava), Kenshin desiste da vida, sela a espada e vai viver no vilarejo dos Párias, um local onde vivem os excluídos da sociedade. Todos tentam de alguma forma tirá-lo de lá, mas tudo o que ele diz a todos é “Já chega…”

- Yahiko: Garoto orfão, filho de samurais, é ‘adotado’ por Kenshin e Kaoru, e começa a treinar o estilo Kamiya Kassin. No começo dessa saga ele percebe que é incapaz de acompanhar Kenshin e Sanosuke nas lutas, ficando sempre atrás deles. Decide então tornar-se um mestre no estilo Kassin, desejando um dia estar lado a lado com seus amigos, e não atrás, vendo apenas as costas deles. Nesse capítulo, ele resolve que deve proteger as pessoas, assim como Kenshin fazia, até que o mesmo consiga sair da depressão.

- Kujiranami: Um ex-samurai gigante que possui um ódio mortal contra Kenshin – No passado, ele teve o braço decepado pelo herói, que preferiu não matá-lo. Kujiranami considerou que Kenshin não matá-lo era uma humilhação acima de qualquer possível, e passou a viver em torno de uma vingança. Nesse capítulo, Kujiranami escapa da prisão, rouba um lançador de granadas que pode ser acoplado ao braço, e sai destruindo toda a cidade, atrás de Kenshin.

- Tsubame: uma garota que faz o papel de interesse romântico do Yahiko. Tem pouca importância na história, mas nesse capítulo possui um papel especial.

A história até o momento: Kenshin virou emo, Sanosuke foi resolver umas pendências de família, e todo o resto do grupo foi investigar o paradeiro de Enishi, vilão que causou todos os problemas a Kenshin nessa saga. Enquanto isso, Kujiranami foge da prisão, e começa a destruir geral com um lançador de granadas acoplado no braço. E o único que pode detê-lo é Yahiko.

Continue lendo '4 coisas que Kenshin Himura me ensinou'»

Japonês maluco lança campanha online para poder casar com uma personagem de mangá

Por , 30 de outubro de 2008 13:43

O Japão[bb] acaba de criar um novo parâmetro para bizarrices: No momento em que você está lendo essa notícia, mais de 1.000 pessoas já assinaram uma petição online para que o governo japonês aprove uma lei que permita o casamento[bb] entre pessoas reais e personagens de mangá/anime.

(Pausa para a notícia ser processada por vocês, já volto…)

A campanha on-line foi criada por Taichi Takashita (que pretende alcançar 1 milhão de assinaturas), que declarou interesse nessa lei absurda por se sentir mais confortável em um mundo ‘bi-dimensional’. Nas próprias palavras dele: “Eu não estou mais interessado em três três dimensões, seria muito melhor viver em mundo bi-dimensional”,

Esse tipo de sentimento parece estar se tornando cada vez mais comum entre os jovens japoneses (principalmente os otakus[bb] e geeks), que gastam cada vez mais tempo em mundos virtuais (como animes, mangás e jogos on-line) para fugir dos desafios e cobranças da vida moderna. Só lembrando, essa campanha foi lançada apenas poucos dias depois de uma japonesa ser presa por matar o ex-marido ‘virtual’… E, semanas atrás, a polícia prendeu uma outra mulher que postou uma mensagem online dizendo que planejava matar seus pais após eles mandarem ela se livrar dos milhares de mangás que ela mantinha na casa dela…

Para ter uma idéia de como a idéia de casar com um personagem ficcional pegou por lá, um dos que assinou a petição escreveu: “Por muito tempo eu só consigo me apaixonar por pessoas bidimensionais, e no momento há alguém que eu amo. Mesmo que ela seja ficcional, ainda é amor. E eu gostaria de ter aprovação legal para essa relação a qualquer custo”.

Considerando que, apesar de todos os avanços tecnológicos das últimas décadas, ainda é IMPOSSÍVEL um ser humano procriar com um personagem de revista (só melecar as páginas[bb] não conta) é bem provável que veremos uma diminuição crítica na população japonesa durante as próximas décadas, caso essa lei seja aprovada. Mas, por via das dúvidas, se essa lei surgir por aqui, já escolhi alguém para dividir meu futuro:

E você? Com quem casaria?

Fonte: Telegraph.co.uk

PS: Embora a notícia esteja sendo amplamente divulgada, em nenhum lugar (entenda-se: google) é possível encontrar um link para a petição online. Uma pena, mas imagino que estão evitando linkar para que a petição não alcance um trilhão de assinaturas em dois dias. :P

PS2: Sim, a última frase e a minha escolhida são apenas uma piada. Sou nerd, mas tenho namorada. :P

Michiko e Hatchin – Anime ambientado…. no Brasil?????

Por , 7 de setembro de 2008 16:32


(link pro povo dos feeds)

Confesso que a falta de tempo e a falta de séries originais me afastaram um pouco dos animes, mantendo uma lista muito pequena (e cada vez menor) de coisas para assistir. Mas mantenho sempre um olho para a lista de lançamentos no Japão, atrás de um novo Haruhi ou Planetes que possa chamar minha atenção a ponto de me fazer baixar viajar toda semana para o Japão atrás de novos episódios.

Michiko to Hatchin é um desses animes que entrou na minha lista de downloads compras logo na primeira olhada no trailer. Realizado pelo estúdio Manglobe, os mesmos criadores de Cowboy Bebop[bb] e Samurai Champloo[bb], Michiko to Hatchin chamou a atenção por um motivo muito claro (e, se você ainda não percebeu, dê uma pausa nos 00:34 do trailer acima): sim, isso mesmo, a série é baseada no Brasil( ou “um país cheio de luz, em um ponto onde a lei não chega”… ), mais especificamente em uma favela típica do Rio de Janeiro! Sim, isso mesmo, Michiko to Hatchin é um anime com ambientação e personagens inspirados no Brasil!

Aqui, cabe um rápido parênteses: quando eu ainda trabalhava com roteiros e discutia com leitores, editores, fãs e afins sobre mangás brasileiros, sempre percebi um grande preconceito com relação ao próprio país, como se os temas, conceitos, personagens e ritmos do país não pudssem gerar uma história boa o ‘suficiente’ para ser um anime. E o que temos em Michiko to Hatchin? Exato: Japoneses pegaram tudo o que essa gente dizia que não era legal, e criaram uma série que promete fazer sucesso pelo mundo (basta ver as obras anteriores do estúdio Mangloge pra ter uma idéia da qualidade técnica dos animes que eles criam). Um tapão na cara desses fãs preconceituosos….

Pessoalmente, acho que o Brasil tem muito mais a oferecer culturalmente do que favelas, bandidos e multas gostosas em trajes sumários, mas basta lembrar que esse é justamente a imagem que formou lá fora, graças à grande leva de filmes ‘cabeça’ que trazem justamente… favelas, bandidos e mulatas gostosas. Assim, nada de errado em ver os japoneses retratando o Brasil dessa forma: qual foi a última vez que retratamos corretamente um ‘gringo’ em uma produção nacional?

E se a ambientação, o fusquinha escrito ‘POLÍCIA’ no trailer e a mulata gostosa não são suficientes para mostrar Michiko to Hatchin como um anime inspirado no Brasil, dê uma reparada no final do trailer: Sim, no logo está escrito Michiko e Hatchin, não Michiko to Hatchin (em japonês) ou Michito & Hatchin (padrão internacional). No site oficial, além de outras informações, você também encontra o primeiro trailer, com uma música que é…. um sambinha! :)

Panorama Theme by Themocracy