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Michiko e Hatchin – Anime ambientado…. no Brasil?????

Por , 7 de setembro de 2008 16:32


(link pro povo dos feeds)

Confesso que a falta de tempo e a falta de séries originais me afastaram um pouco dos animes, mantendo uma lista muito pequena (e cada vez menor) de coisas para assistir. Mas mantenho sempre um olho para a lista de lançamentos no Japão, atrás de um novo Haruhi ou Planetes que possa chamar minha atenção a ponto de me fazer baixar viajar toda semana para o Japão atrás de novos episódios.

Michiko to Hatchin é um desses animes que entrou na minha lista de downloads compras logo na primeira olhada no trailer. Realizado pelo estúdio Manglobe, os mesmos criadores de Cowboy Bebop[bb] e Samurai Champloo[bb], Michiko to Hatchin chamou a atenção por um motivo muito claro (e, se você ainda não percebeu, dê uma pausa nos 00:34 do trailer acima): sim, isso mesmo, a série é baseada no Brasil( ou “um país cheio de luz, em um ponto onde a lei não chega”… ), mais especificamente em uma favela típica do Rio de Janeiro! Sim, isso mesmo, Michiko to Hatchin é um anime com ambientação e personagens inspirados no Brasil!

Aqui, cabe um rápido parênteses: quando eu ainda trabalhava com roteiros e discutia com leitores, editores, fãs e afins sobre mangás brasileiros, sempre percebi um grande preconceito com relação ao próprio país, como se os temas, conceitos, personagens e ritmos do país não pudssem gerar uma história boa o ‘suficiente’ para ser um anime. E o que temos em Michiko to Hatchin? Exato: Japoneses pegaram tudo o que essa gente dizia que não era legal, e criaram uma série que promete fazer sucesso pelo mundo (basta ver as obras anteriores do estúdio Mangloge pra ter uma idéia da qualidade técnica dos animes que eles criam). Um tapão na cara desses fãs preconceituosos….

Pessoalmente, acho que o Brasil tem muito mais a oferecer culturalmente do que favelas, bandidos e multas gostosas em trajes sumários, mas basta lembrar que esse é justamente a imagem que formou lá fora, graças à grande leva de filmes ‘cabeça’ que trazem justamente… favelas, bandidos e mulatas gostosas. Assim, nada de errado em ver os japoneses retratando o Brasil dessa forma: qual foi a última vez que retratamos corretamente um ‘gringo’ em uma produção nacional?

E se a ambientação, o fusquinha escrito ‘POLÍCIA’ no trailer e a mulata gostosa não são suficientes para mostrar Michiko to Hatchin como um anime inspirado no Brasil, dê uma reparada no final do trailer: Sim, no logo está escrito Michiko e Hatchin, não Michiko to Hatchin (em japonês) ou Michito & Hatchin (padrão internacional). No site oficial, além de outras informações, você também encontra o primeiro trailer, com uma música que é…. um sambinha! :)

Tsebayoth – A idéia foi boa, a execução é que pegou

Por , 21 de agosto de 2008 21:04

Tsebayoth é o tipo de iniciativa que até poderia ser interessante, mas que foi tão mal executada, tão mal planejada, tão recheada de clichês, lugares-comuns e plágios, que na verdade virou um grande motivo de chacota para qualquer um que se preste a pensar um pouco enquanto assiste o vídeo. Na verdade, em um primeiro momento eu realmente imaginei que se tratava de alguma brincadeira, até descobrir que o negócio não só é sério, como realmente será lançado!

Mas… como fica quando uma série mostrando um super-herói[bb] católico apropria-se de idéias, personagens e até músicas pertencentes a terceiros? O “não furtarás” não rola nessas horas? Foi pensando nisso que resolvi comentar rapidamente sobre o achado, mostrar algumas (cof, cof) ‘referências’, dar uma opinião rápida, e deixar o resto a cargo dos leitores. Importante: não faço parte da turma de fãs que defendem que tudo que vem do Japão é sagrado e intocável, portanto não vejo problemas em encontrar uma série brasileira usando conceitos típicos de séries super-sentai. O que me incomoda é ver um grande grupo criando uma SÉRIE que usa sem o menor pudor propriedade de terceiros, e que na pior das hipóteses, pode ser considerado como plágio.

Pra começar, vamos ao vídeo. Assistam, eu vou ali tomar um cafézinho e já volto:

Viram? Então ignoremos por alguns momentos a péssima atuação (atores novos, etc. etc.) e vamos aos fatos:

A música de fundo, pra começar: Não sei se vocês já sacaram, mas o tema é do filme Guerra nas Estrelas[bb]. Ôpa. Música sob direitos autorais, eles foram autorizados a usar?

Mais à frente, temos os vilões, os Pecados Capitais. Reparem:

Encontrem o um anel

Onde já vi esses caras antes? Hmmmmm…..

Exato, são Nazguls, do Senhor dos Anéis[bb]. O líder tem uns chifres na cabeça, mas é só olhar com atenção: cópia. Mais uma vez: foram comprados os direitos, ou usaram o mesmo visual porque ‘acharam legal’?

Mais à frente, temos alguns clichês rápidos, típicos de séries japonesas. Em uma cena, os vilões tentam esmagar o herói com… pedras!

Esqueçam, não funciona desde o Spielvan.....

Logo depois, temos o herói com uma… espada laser de fogo!

Espadium Laser!

Mas o melhor ainda está por vir. Reparem no Tsebayoh, o herói principal da história:

Sério. Deêm uma boa olhada. Não se acanhem. Vamos lá, o que lembra? Não mintam, papai do céu não gosta!

Difícil? Deixa eu dar uma ajudinha….

Parecido, né? Agora, reparem na pose dos caras aí de cima. Agora… deêm uma olhada na pose de Tsebayoh, com um Cybercop, lado a lado:

Sério, chega a ser constrangedor. Até a pose é igual.

Então, em menos de dois minutos de vídeo, já temos: música de fundo de Star Wars, Nazguls do Senhor dos Anéis, e o protótipo cor de banana dos Cybercops. Mais uma vez, eu pergunto, compraram os direitos de uso? Ou foram jogando tudo o que vinha na cabeça e parecia ‘super-legal’?

Quando me meti a fazer roteiros de histórias em quadrinhos e mangás, volta e meia trocava material com outros autores. Com o tempo, não foi difícil perceber que poucos entendiam a diferença entre ‘inspirar-se’ em algo e ‘plagiar’ algo. OU: Não há problemas em criar um mangá de artes marciais – o problema é resolver criar um mangá de artes marciais que envolve um garoto com rabo de macaco com poderes acima do normal, que descobre ser na verdade um alienígena, e achar que ninguém vai perceber que é plágio. E parece que foi esse o caminho que os produtores de Tsebayoh resolveram seguir.

O que torna isso tudo ainda pior é a origem da série: um grupo católico. Não deveriam ser eles a… sei lá, dar o exemplo de ética para nós?

Tudo o que você queria saber sobre Street Fighter, mas não tinha pra quem perguntar!

Por , 18 de janeiro de 2008 16:30

chunli.jpgCom o anúncio do novo jogo Street Fighter[bb] IV, muito marmanjo ficou maluco com a idéia de voltar a jogar com seus personagens prediletos no melhor jogo de luta do mundo (IMNHO). E, enquanto todos ficam vendo as novas fotos e vídeos do jogo, é normal relembrar aquela época em que passávamos horas nos fliperamas (botecos) ou em casa, jogando ‘contra’ durante horas e discutindo as histórias, origens e encerramentos dos jogos. Claro, se já não bastasse a própria falta de informação oficial sobre os jogos, ainda tinhamos várias revistas “especializadas” que adoravam inventar bobagens sobre os personagens.

Soma-se a isso a quantidade absurda de versões de Street Fighter II, e tinhamos uma salada maldita. As novas versões eram continuações? Atualizações? Se eram continuações, como explicar tantas mortes do Bison? E qual era o final “verdadeiro”? E o que era aquele Hadouken vermelho que o Ryu soltava de vez em quando? Havia mesmo um personagem secreto?

Como já disse, a Capcom nunca esquentou muito a cabeça com a continuidade do jogo, e nem mesmo liberava informações precisas sobre os personagens ou o próprio jogo (O que gerou, aliás, a infame ligação da Capcom americana para a Capcom japonesa perguntando se aquela história do Sheng Long era verdadeira). Para piorar, a venda dos direitos dos personagens para a realização de filmes[bb], mangás[bb], e animes acabaram criando um nó gigantesco na cabeça de muita gente, com maluquices como Zangief vilão, por exemplo. A história dos personagens mudava a cada pessoa com quem você conversava, e a graça era saber quem estava mais por dentro das últimas novidades.

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Esses mangás e suas capas obscenas….

Por , 22 de junho de 2007 14:28

1298.jpgBerserker #25 tem (provavelmente) a capa com o conteúdo mais sexualmente explicito a aparecer nas fileiras de baixo das bancas de revistas. E, analisando a história, a quantidade de símbolos fálicos, possessões demoníacas e alusões a morte e perversões sexuais por mílimetro quadrado é gigantesca. A ponto de parecer… sei lá, gratuíto demais.

Os fãs e otakus mais hardcore devem estar adorando poder ver um mangá sem qualquer tipo de corte ou censura. Eu, só me pergunto o que vai acontecer quando um membro da ‘Liga das Senhoras Mal-comidas’ ™ prestar atenção nesse mangá, ao ver o filho de 15 aninhos, inocente que só ele, levando essa revistinha para o banheiro….

PS: Não, não estou propondo queimar os mangás em praça pública. Eu só acho que, dadas as circunstâncias religiosas de nosso país, a Panini vacilou feio ao dar esse argumento de bandeja para quem reclama da violência contida em desenhos e quadrinhos infantis. Talvez, embalar o mangá num saco plástico com dizeres bem grandes ‘DESACONSELHÁVEL PARA MENORES DE 18 ANOS’ fosse uma atitude muito mais sensata….

Trailers Live-Action de animes

Por , 27 de maio de 2007 21:57

Uns desocupados com bom conhecimento em edição de vídeos colocaram no Youtube uma série de trailers falsos de animes famosos, pegando cenas de filmes e incluindo alguns efeitos. Alguns são fantásticos, dá até tristeza de saber que são falsos. Confiram clicando em ler mais:

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