Michiko e Hatchin – Anime ambientado…. no Brasil?????
Confesso que a falta de tempo e a falta de séries originais me afastaram um pouco dos animes, mantendo uma lista muito pequena (e cada vez menor) de coisas para assistir. Mas mantenho sempre um olho para a lista de lançamentos no Japão, atrás de um novo Haruhi ou Planetes que possa chamar minha atenção a ponto de me fazer baixar viajar toda semana para o Japão atrás de novos episódios.
Michiko to Hatchin é um desses animes que entrou na minha lista de downloads compras logo na primeira olhada no trailer. Realizado pelo estúdio Manglobe, os mesmos criadores de Cowboy Bebop e Samurai Champloo
, Michiko to Hatchin chamou a atenção por um motivo muito claro (e, se você ainda não percebeu, dê uma pausa nos 00:34 do trailer acima): sim, isso mesmo, a série é baseada no Brasil( ou “um país cheio de luz, em um ponto onde a lei não chega”… ), mais especificamente em uma favela típica do Rio de Janeiro! Sim, isso mesmo, Michiko to Hatchin é um anime com ambientação e personagens inspirados no Brasil!
Aqui, cabe um rápido parênteses: quando eu ainda trabalhava com roteiros e discutia com leitores, editores, fãs e afins sobre mangás brasileiros, sempre percebi um grande preconceito com relação ao próprio país, como se os temas, conceitos, personagens e ritmos do país não pudssem gerar uma história boa o ‘suficiente’ para ser um anime. E o que temos em Michiko to Hatchin? Exato: Japoneses pegaram tudo o que essa gente dizia que não era legal, e criaram uma série que promete fazer sucesso pelo mundo (basta ver as obras anteriores do estúdio Mangloge pra ter uma idéia da qualidade técnica dos animes que eles criam). Um tapão na cara desses fãs preconceituosos….
Pessoalmente, acho que o Brasil tem muito mais a oferecer culturalmente do que favelas, bandidos e multas gostosas em trajes sumários, mas basta lembrar que esse é justamente a imagem que formou lá fora, graças à grande leva de filmes ‘cabeça’ que trazem justamente… favelas, bandidos e mulatas gostosas. Assim, nada de errado em ver os japoneses retratando o Brasil dessa forma: qual foi a última vez que retratamos corretamente um ‘gringo’ em uma produção nacional?
E se a ambientação, o fusquinha escrito ‘POLÍCIA’ no trailer e a mulata gostosa não são suficientes para mostrar Michiko to Hatchin como um anime inspirado no Brasil, dê uma reparada no final do trailer: Sim, no logo está escrito Michiko e Hatchin, não Michiko to Hatchin (em japonês) ou Michito & Hatchin (padrão internacional). No site oficial, além de outras informações, você também encontra o primeiro trailer, com uma música que é…. um sambinha!











Berserker #25 tem (provavelmente) a capa com o conteúdo mais sexualmente explicito a aparecer nas fileiras de baixo das bancas de revistas. E, analisando a história, a quantidade de símbolos fálicos, possessões demoníacas e alusões a morte e perversões sexuais por mílimetro quadrado é gigantesca. A ponto de parecer… sei lá, gratuíto demais.