Certos programas criam funcionalidades tão interessantes no sistema operacional que me pergunto como isso não vem logo como padrão no SO. E o Fences é o tipo de programa que se encaixa perfeitamente nessa categoria.
Se você é daqueles que (assim como eu) costuma gravar tudo na área de trabalho (desktop), fazendo com que a tela fique com tantos ícones que o papel de parede mal pode ser visto, Fences é a salvação da lavoura! Mas o que ele faz de tão especial?
Cria ‘repositórios de ícones‘ na Área de Trabalho.
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Acima: área de trabalho com dois repositórios (ou cercas). Tem um ícone fora…
A grande sacada do Fences é que os repositórios (que vou passar a chamar de ‘cercas’) não estão lá apenas para criar um sombreado transparente: elas são praticamente ‘mini-janelas’ abertas diretamente no desktop. Assim, se eu diminuo a largura ou altura de uma cerca, abre-se uma barra lateral na mesma, deixando alguns ícones ocultos no desktop.
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Acima: a segunda cerca teve a largura diminuida. Os ícones ficaram guardadinhos lá dentro.
Assim, eu posso ter dezenas de cercas dentro da área de trabalho, cada uma delas com quantos ícones eu quiser. Precisei de um arquivo/programa? Vou na cerca em que ele está, rolo a barra e clico. Cansou de trabalhar? Diminuo a barra ‘Trabalho’ e aumento a barra ‘Jogos’. O cliente daquele projeto que tava parado ligou? Diminuo a cerca ‘Projeto atual’, e aumento a ‘Projeto X’. E por aí vai. Tudo isso, num programa estupidamente leve.
Outra feature interessante do Fences: com dois cliques no mouse todos os ícones some. Mais dois cliques, e ele voltam.
Mas, e se eu não quiser que alguns ícones/cercas sumam? Há uma opção para criar exceções. Assim, ao clicar duas vezes, apenas os ícones/cercas selecionados são exibidos na tela:
Tudo isso, num programa levíssimo, compatível com Windows XP, Vista e Windows 7. Se o Windows 7 já tinha umas features visuais impressionantes, o Fences veio para aumentar a produtividade de vez. Dificilmente precisarei criar bilhões de pastas na Área de Trabalho a partir de agora. É só montar minhas cercas!
Autor das fotos publicadas nesse post: Jonnyken
Semanas atrás, fui convidado para participar do 3º encontro com blogueiros promovido pela Microsoft, onde seriam revelados detalhes do beta 2 do Internet Explorer 8 para alguns blogueiros selecionados. Mesmo me considerando um ‘Firefox heavy user’, achei que seria interessante conhecer a nova versão do navegador, e fui ao evento. Impressões iniciais?
O IE8 poderá mudar, e MUITO, os paradigmas de navegação, tanto para usários ‘comuns’ quanto para os heavy users. Os desenvolvedores decidiram focar menos na antiga disputa de velocidade na renderização de páginas (“ahá! O meu mostra a página 0,00000001 segundos mais rápido que o seu! Toma!“), e mais na usabilidade. Todas as novas funções mostradas tinham justamente esse foco: tornar a navegação mais rápida, diminuindo a quantidade de cliques ou passos para obter um determinado resultado.
Exemplos?
Outras novidades que achei interessantes:
Um ponto que foi tocado várias vezes é o quanto os navegadores ‘concorrentes’ poderiam utilizar dessas novidades. Segundo os responsáveis, todas as novidades seguirão um padrão internacional, e poderão ser adotadas por navegadores como Firefox, Safari, Opera e links. Assim, não é difícil imaginar que, dentre todas essas mudanças que o Internet Explorer 8 trará, qualquer uma que se mostre útil para o usuário pode surgir em upgrades dos outros navegadores. Pessoalmente, não ficaria chateado se o Firefox implementasse o WebSlice e a remoção rápida de endereços digitados incorretamente….
Como eu já disse no começo, todas essas mudanças mostradas no encontro mostram uma mudança no paradigma de navegação, assim como para onde estão caminhando os navegadores nos próximos anos. A diminuição de passos para obter uma determinada informação e a integração de serviços diferentes em um só menu são a evolução clara da navegação em tempos de web 2.0, e com certeza algumas (não todas, imagino) inovações que a Microsoft idealizou para o Internet Explorer 8 acabarão se tornando um padrão na web, seguidos pelos outros navegadores.
Pessoalmente, ainda prefiro continuar com o Firefox (plugins, plugins, plugins e… bom, plugins), mas gostei do que vi no novo Internet Explorer e acompanharei de perto o impacto que esse novo navegador trará.
IMPORTANTE: Você pode testar o novo Internet Explorer fazendo o download do Internet Explorer 8 (EM INGLÊS, cuidado), de preferência em um ambiente que não seja vital, para evitar possíveis problemas ou incompatibilidades.
Imagens: