Review – Análise Dell Studio XPS 13
Semanas atrás, recebi o Studio XPS 13 da Dell para testes. Mais uma vez, por três semanas testei o equipamento de todas as formas que imaginei, com vários sistemas operacionais, e trago para vocês a conclusão. Mas antes, vamos à ficha técnica do equipamento testado:
Processador Intel® CoreTM 2 Duo P8600 (2.40 GHz, 3MB L2 Cache, 1066 MHz FSB)
Windows Vista® Home Premium x64 Edition Original
4 GB RAM
Placa de vídeo NVIDIA® GeForce® 9400M G
Tela de LCD 13,3”
HD 320 GB
Webcam integrada de 2.0 MP
Bluetooth® (2.0)
1 Porta USB 2.0
1 Porta USB 2.0 / e-SATA
1 Conector de vídeo VGA
1 Porta FireWire
1 Conector de rede RJ45
1 Slot para Express Card de 54mm
1 DisplayPort
1 Porta HDMI
Conectores de áudio (2 linhas de saída, 1 entrada de microfone)
Leitor de cartão de mídia 8 em 1
À primeira vista, dois pontos positivos e um negativo: a placa de vídeo MONSTRO para um notebook e a quantidade de portas e conexões. É possível ter uma verdadeira estação multimídia com esse notebook. Mas…. apenas duas portas USB, sendo que uma é compartilhada com eSata? Se com as três portas USB que tenho no meu note atual já sinto a necessidade de ter um hub USB, imagina em um note com apenas duas. Isso é até mesmo pouco prático. Imagine que você está, por exemplo usando um modem 3g e um mouse: se precisar plugar qualquer outra coisa (como um pendrive), não vai ser possível. Obviamente, isso se resolve com um hub e o uso das outras conexões (bluetooth e leitor de cartões), por exemplo, mas imagine a quantidade de extras e cabos que você precisa ficar carregando para fazer operações simples. Se há algum problema que realmente incomoda na ficha técnica do Studio XPS 13, é a quantidade de portas USB….
Tenha em vista também que esse é um notebook mais topo de linha e voltado para empresas: se você se propõe a pagar quase R$ 5.000,00 em um equipamento de ponta, detalhes menores como a compra de hubs USB pouco importam…
Visual
O visual do Studio XPS 13 é, digamos assim… ousado. Quase todo preto, com uma mistura de material brilhante, uma faixa de couro preta e detalhes em alumínio, tudo com qualidade de acabamento. Não sou de discutir detalhes estéticos, mas gostei do visual do notebook, muito embora o considere um tanto quanto extravagante e chamativo. Teria receio, por exemplo, de usá-lo em um shopping ou em uma cafeteria, já que o visual do equipamento parece gritar ‘sou caro!’ para quem vê.
O teclado brilha enquanto em uso, e não incomoda muito, a não ser que você esteja usando em um ambiente com a luz apagada. Na parte de cima, há vários botões sensíveis ao toque, para funções como ligar/desligar o wi-fi, aumentar o som, e outros. Ao ligar o note, esses botões piscam em sequência, gerando um efeito interessante. O drive de DVD é igual aos equipamentos de som que você vê em carros: você apenas enfia o disco no slot, e pronto. De resto, você percebe que houve atenção aos detalhes até na caixa do equipamento, assim como no manual e na capa de couro, todos muito bonitos e bem feitos.
Algo que incomoda um pouco é o visual brilhante próximo do monitor, que gera por vezes um reflexo da tela, e acaba distraindo. Em ambientes claros isso não incomoda muito, mas em ambientes mais escuros e se você se distrai fácil, pode ser um problema.
Performance
O que mais chama atenção ao analisar o Studio XPS 13 é a placa de vídeo, uma GeForce 9500M GE de considerável respeito. Um recurso interessante é que você pode ‘desligar’ uma parte da placa para economizar no consumo de energia, simplesmente trocando o modo direto pelo Windows, não sendo necessário reiniciar o computador. Com uma placa dessas, era inevitável testar com um jogo que exigisse um bom equipamento, e o escolhido foi o jogo Street Fighter IV.
Tentando rodar o jogo na resolução máxima da máquina (1280×800), e todos os recursos gráficos ativados, você percebe uma perda considerável de performance, que realmente incomoda. É necessário fazer uma série de ajustes na resolução e nos recursos do jogo para poder jogar em uma velocidade satisfatória, mas nada que comprometa demais a qualidade do jogo. Infelizmente, o Studio XPS 13 esquenta, e MUITO, quando a placa de vídeo e o processador estão sendo usados ao máximo (coisa que Street Fighter IV faz com maestria), e depois de um tempo chega em um ponto em que a máquina começa a apresentar lentidão e calor excessívo. Como vocês podem ver no print da tela, optei pelo modo que mais deu resultado entre velocidade / consumo de recursos: 800×600 com alguns poucos recursos ativados. Nesse modo, dá para jogar tranquilo. Imagino que outros jogos não devem apresentar todos esses problemas.
Outro teste realizado foi tentar assistir a uma versão de um filme ripado de um Bluray em qualidade máxima (1080p e 2.18GB de tamanho). Mesmo em tela cheia, não houve nenhuma perda de performance ou engasgos, executando o filme do começo ao fim sem pausas e sem problemas. Meu notebook atual, por exemplo, não conseguiu realizar esse feito.
Com essa placa de vídeo e processador Intel Core 2 Duo P8600 com 4 GB de RAM, em geral o Studio XPS 13 tem um desempenho muito satisfatório, ainda mais para um notebook desse tamanho, rodando vários programas mais pesados sem dificuldade.
Infelizmente, tanta potência e recursos em uma máquina tão pequena resulta em dois problemas: a duração da bateria em média é bem baixa, variando entre uma hora de uso a até três, com vários recursos desligados. E o calor gerado pela máquina é absurdo, do tipo que em alguns momentos (principalmente quando estamos jogando), partes do equipamento chegam a queimar. É quase impossível usá-lo no colo, por exemplo, a não ser que você tenha uma boa proteção para as pernas.
Outros Sistemas
Como sempre, acabei testando o Windows 7 (ainda na versão RC) e o Ubuntu 9.04 na máquina. Para o Windows 7, o resultado final é o mesmo do percebido no Inspiron 1545: o notebook ganha muito em performance, ficando com um sistema mais leve e consumindo menos recursos. No Ubuntu, a instalação foi rápida e reconheceu os drivers de vídeo e de rede (tanto cabo quanto wi-fi). Infelizmente, para ambas as instalações não pude testar se todas as portas (como firewire) foram reconhecidas apropriadamente.
Conclusão
O Studio XPS 13 é bonito, elegante, tem várias formas de conexão, e uma performance invejável para seu tamanho. Mas, dado o preço médio do equipamento e os problemas relatados (poucas portas USB e calor excessivo), a compra deve ser muito bem pensada. Só vale a pena se você for realmente fazer uso de todas as portas extras e da placa de vídeo 3D. Com tamanho e o peso relativamente pequenos, é como andar com um mini-desktop na mochila, e pode ser uma boa opção se você for um hard-user.
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