Posts com a tag:polêmica

Desenvolvedores de games eróticos japoneses banem visitantes de outros países

Por , 8 de julho de 2009 19:40

Digamos que você trabalhe numa empresa criadora de jogos eróticos para PC, em um país pequeno que permite esse tipo de atividade sem (maiores) problemas, e com um público-alvo de milhares, talvez milhões de prováveis consumidores. Os jogos normalmente não saem de seu país, o que nem é um problema tão grande assim: há público para o seu trabalho, a empresa ganha uma grana considerável, e é possível viver bem. Legal, não?

Até que um dia, por motivos mil, um jogo acaba caindo nas graças da mídia internacional. Em algum lugar, alguém viu a venda um jogo 3D envolvendo… estupro, incesto, e sabe-se lá mais o quê. E o JOGADOR era o estuprador. Obviamente, o circo no ocidente estava armado, vários outros jogos eróticos foram descobertos, as pessoas cairam de pau, e EXIGIRAM que a SUA empresa parasse de criar jogos que eram vendidos em SEU país, e só acabavam indo parar em outros países através da internet. E, o pior, cedendo à pressão internacional, o governo do seu país resolveu apertar o cerco contra jogos eróticos, exigindo que eles parassem de ser produzidos, ou fossem ‘suavizados’.

Nesse momento, são poucas as opções a serem tomadas. Brigar na Justiça, ceder à pressão, fechar a empresa, ou… fechar o seu site para visitantes com IPs estrangeiros! E foi exatamente isso o que algumas fabricantes de EROGES (Games Eróticos) resolveram fazer: fechar seus sites para visitantes de fora do Japão! Produtoras como a Minori, VisualAntena! e Yusu_Soft agora exibem uma mensagem para aqueles que tentarem acessar de fora do Japão, ou simplesmente exibem um singelo erro 403.

rapelay1Todo o problema começou depois que o jogo Rapelay foi encontrado a venda na Amazon. Nesse jogo, você é um estuprador que precisa “vingar-se” de uma família (mãe, e duas filhas), aproveitando-se delas. Todo o ato em si é controlado pelo jogador, através de comandos do teclado e mouse. E, embora jogos assim sejam vendidos ‘normalmente’ no Japão, no Ocidente pegou muito mal. O suficiente para iniciarem uma verdadeira caça às bruxas contra jogos eróticos japoneses. Afinal, se você é um maníaco sexual num jogo, é ÓBVIO que você será um maníaco na vida real, certo?

Não vou perder parágrafos e parágrafos falando de novo o que penso sobre censura a jogos, já falei exatamente o que penso quando baniram Counter-Strike. E continuo achando que quem define o jogador é a sociedade, não o jogo. Já peguei uns joguinhos hentai pra ver como é (na minha época de net discada, ANTES QUE ALGUÉM PENSE BESTEIRA! :P ), e não me lembro de ter virado um maníaco vendo aqueles pixels em formato anime fazendo ‘coisas’.

Discussões a parte, não deixa de ser interessante a solução das empresas japonesas para toda essa discussão: Nossos jogos ofendem vocês? Bom, então você não pode mais acessar nossos catálogos!

Ah, se tudo na vida fosse tão fácil assim….

Grupo Gay da Bahia lança paródia gay de super-heróis famosos

Por , 9 de abril de 2009 13:28

super_herois_morcego_grandeO que eu curto na vida é que ela é sempre mais estranha que a ficção. A bola da vez vei do grupo gay da Bahia, que, numa tentativa de ‘evocar os poderes dos super heróis no combate diário ao preconceito em nossa sociedade’ criou uma série de ilustrações parodiando super-heróis conhecidos em versões homossexuais.

No site do grupo as ilustrações trazem Batman e Robin fazendo a pose que vocês veêm ao lado, uma ‘mulher-maravilha’ tranformista (com volume vocês-sabem-onde e tudo o mais), um Super-Homem com pose de George Michael, um Hulk (que o site insiste de chamar de ‘Homem Verde‘ – pra quê pesquisar o nome, né?) com delicado piercing nos mamilos, e um Flash (que o site chama de Capitão América – WTF à enésima potência) correndo como… sei lá, uma gazela?

Antes dos meus comentários sobre o assunto, uma colocação importante: não sou homofóbico, já tive amigos gays, e pessoalmente a opção sexual das pessoas me interessa menos que o hábito alimentar dos Caramujos Albinos Mancos da Perna Esquerda Norte-Asiáticos.

Dito isto, vamos aos fatos:

  1. Isso é IDIOTA. Ponto. Existem milhares de formas de combater o preconceito da sociedade contra os homossexuais, e posso garantir que apelar para estereótipos típicos do Zorra Total NÃO é a forma mais inteligente de fazer isso. Robin agarradinho ao Batman? Pô, ISSO SIM vai fazer TODO MUNDO olhar os gays com respeito!
  2. Estranhamente, não há heroínas retratadas: até mesmo a Mulher Maravilha é um homem na verdade. Ou seja, das duas uma: ou o Grupo Gay da Bahia não reconhece a existência de homossexuais do sexo feminino, ou não existe preconceito da sociedade contra lésbicas.
  3. Se houvesse um mínimo de esforço do grupo em pesquisar sobre o assunto, não teria sido necessário criar paródias de personagens licenciados para representar o orgulho gay: Só de cabeça, sem esforço algum, consigo lembrar de vários personagens gays nos quadrinhos. Vamos à lista? Hulking dos Jovens Vingadores além de ser um híbrido Skrull/Kree (don’t ask), mantém um relacionamento aberto com Wiccan. Lucy in the Sky é lésbica. Renee Montoya já teve um caso com a BatWoman. Pergunta se algum deles é retratado de forma ofensiva ou forçada. Não, na verdade eles são retratados com respeito, sem que suas opções sexuais interfiram em suas vidas.

Ou seja, com tantos personagens de apelo popular reconhecidamente gays já existentes, qual a razão de criar paródias que esterotipam TODOS os gays? Chamar a atenção? Parabéns, vocês conseguiram. Infezlimente, não de maneira positiva.

super_herois_ca_amer_grande

Esse é o Capitão América. Sério. Eles falaram que é.

Políticos mais uma vez provam que não conhecem NADA de internet – Twitterbrasil fora do ar!

Por , 9 de setembro de 2008 16:52

Atualização 09/08/2008: às 18h15min, após todo o barulho gerado pela blogosfera, o servidor retornou com o Twitter Brasil. O DNS ainda está replicando, portanto algumas podem não conseguir acessar o site nessas primeiras horas. O post sobre o caso será atualizado conforme novas notícias forem chegando.

Em mais um caso que comprova que nossos políticos e juízes não tem NADA melhor pra fazer, hoje o site Twitter Brasil (http://www.twitterbrasil.org) foi SUMARIAMENTE retirado do ar, por uma decisão liminar do TSE do Ceará. Sim, isso mesmo, o servidor tirou do ar o SITE TODO, sem choro nem vela, sem nem mesmo ENTRAR EM CONTATO com os donos do site, para tentar entender o que havia acontecido.

Motivo? Aparentemente, criaram no Twitter (http://www.twitter.com) um perfil falso para a candidata LUIZIANNE DE OLIVEIRA LINS, que, como todo bom perfil FALSO era recheado de notícias irônicas e de gosto questionável. A dita política, provando mais uma vez que para eles a internet é um monte de tubos, entrou com um pedido no TSE-CE TRE-CE (clique no link para ver um resumo do processo) exigindo a retirada do TWITTER do ar. Os nossos juízes e advogados, que desde o caso Cicarelli já demonstraram não conhecer NADA do funcionamento da rede[bb] (com exceção do Jorge, claro), começaram a acionar possíveis donos do domínio twitter.com e…. chegaram ao twitterbrasil.org, exigindo a retirada do mesmo. Abaixo, o print do resumo do processo:

Pegaram o absurdo? Um blog que falava sobre o Twitter foi RETIRADO DO AR, com uma liminar enviada diretamente ao servidor responsável pelo domínio, sem qualquer base jurídica para tal, e sem nem mesmo um comunicado oficial aos donos do blog

Abaixo, com a permissão de um dos autores do blog, o aviso do servidor de que o domínio foi retirado do ar:

Importante ressaltar, o Twitter Brasil não possui NENHUMA relação com o Twitter, mantendo ao longo de toda sua existência uma relação informativa sobre o serviço, comentando sobre novidades, quedas, encontros e outras notícias relacionadas ao mundo do microbloging. Tudo isso foi mais uma vez a prova de que a justiça brasileira NÃO FUNCIONA, NÃO CONHECE A INTERNET e NÃO ENTENDE como funciona a mesma.

O ‘Guravehaato desu ka?’ desaprova por completo essa atitude, e espera que esse mal entendido seja resolvido o quanto antes. Ficaremos de olho, acompanhando de perto esse caso, até que mais uma vez a verdadeira JUSTIÇA se faça e o site twitterbrasil.org possa voltar a fornecer informação aos seus leitores.

ATUALIZAÇÃO:

- Em 24/08, os jornais já davam a notícia sobre o post fake: http://e-leitor2008.blogspot.com/2008_08_24_archive.html – Dica do Jonnyken

- Quem quiser, pode mandar um recado para a candidata que tirou o twitterbrasil do ar, através do site dela.

- O órgão já foi arrumado: TRE, e não TSE.

País como o nosso, não se leva a sério

Por , 12 de maio de 2008 22:28

Logo depois de ler a notícia sobre um funcionário da Livraria Cultura que, descobrindo possuir câncer cerebral, teve os benefícios do plano de saúde cortados a mando da empresa, descobri, no mais puro dos acasos, uma entrada na Wikipédia sobre o caso Isabella Nardoni. Vão, lá, leiam os dois textos.

Não é interessante que, num país como nosso, um claro abuso dos direitos humanos seja tão pouco noticiado, mas uma tragédia “comum” (em comparação com muitas outras tragédias que acontecem todo santo dia) ganha um texto na Wikipédia com tamanho suficiente para figurar entre os mais completos da Wikipedia em português?

Só isso já explica muito sobre a cultura do nosso povo.

UPDATE: Muitos me atualizaram das últimas informações sobre o caso do funcionário com câncer, pode ser interessante ler a carta aberta que a empresa está enviando para os blogs e sites que trataram do assunto. Ao que parece, a história é bem mais complicada do que parece. Ou tudo não passa de uma grande lavação de roupa suja em público.

Prendam-me! Eu sou um maldito jogador de videogames!!!!

Por , 19 de janeiro de 2008 0:36

Ainda me lembro do meu primeiro videogame: era um Atari da CCE, coisa linda, meus pais compraram como presente de anivesário para mim e meus irmãos. Durante muitos meses, nós nos divertiamos jogando Pac-Man e…. bom, Pac-Man. Entendam, sempre fomos uma família de poucos recursos financeiros, morando em um bairro afastado. Jogos novos, só emprestado ou em aniversários, e olhe lá. Mas nos divertiamos muito, e provavelmente gastamos mais com novos joysticks[bb] do que com o videogame. Enfim: durante muito tempo, foi diversão para toda a família.

Meu segundo videogame[bb] foi um Master System, esse ganho de uma tia, numa época em que meu pai estava desempregado (valeu aí, seu Collor!). Meu irmão pediu, ele ganhou, e eu me apossei. Esse sim, foi a coqueluche da família, e principalmente o meu. Adorava aquele videogame. Alex Kidd, jogava todo santo dia. Aprendi inglês jogando Ultima IV, vejam só. Foi um dos que mais durou em casa.

De lá, pulamos para o Mega Drive, uma evolução do antigo Master System, recebido com o mesmo carinho. Em mais alguns anos, meu irmão juntou uma graninha, e comprou um PlayStation. Novamente, me apossei do bicho, e me viciei em RPGs[bb] que duravam mais do que 10 horas de jogo. Recentemente, em 2006, adquiri meu PS2, e tenho uma pilha gigantesca de jogos para fechar. Um dia talvez, quem sabe, eu compre um Wii. Meus sobrinhos estão crescendo, pode ser divertido deixá-los brincar com um videogame que não tenha tantos botões.

Relembrando, os videogames sempre tiveram um certo papel na minha vida ou na de minha familia. E, ao que me consta, nunca tivemos problemas com a polícia, ou com drogas, ou qualquer atividade ilegal. Tão pouco demonstramos tendências agressivas (entendam: além do normal para dois irmãos completamente diferentes com diferença de dois anos de idade).

Continue lendo 'Prendam-me! Eu sou um maldito jogador de videogames!!!!'»

Panorama Theme by Themocracy