Posts com a tag:TI

Fences: nunca mais tenha um desktop bagunçado

Por , 5 de maio de 2009 21:11

Certos programas criam funcionalidades tão interessantes no sistema operacional que me pergunto como isso não vem logo como padrão no SO. E o Fences é o tipo de programa que se encaixa perfeitamente nessa categoria.

Se você é daqueles que (assim como eu) costuma gravar tudo na área de trabalho (desktop), fazendo com que a tela fique com tantos ícones que o papel de parede mal pode ser visto, Fences é a salvação da lavoura! Mas o que ele faz de tão especial?

Cria ‘repositórios de ícones‘ na Área de Trabalho.

fences01
Acima: área de trabalho com dois repositórios (ou cercas). Tem um ícone fora…

A grande sacada do Fences é que os repositórios (que vou passar a chamar de ‘cercas’) não estão lá apenas para criar um sombreado transparente: elas são praticamente ‘mini-janelas’ abertas diretamente no desktop. Assim, se eu diminuo a largura ou altura de uma cerca, abre-se uma barra lateral na mesma, deixando alguns ícones ocultos no desktop.

fences02
Acima: a segunda cerca teve a largura diminuida. Os ícones ficaram guardadinhos lá dentro.

Assim, eu posso ter dezenas de cercas dentro da área de trabalho, cada uma delas com quantos ícones eu quiser. Precisei de um arquivo/programa? Vou na cerca em que ele está, rolo a barra e clico. Cansou de trabalhar? Diminuo a barra ‘Trabalho’ e aumento a barra ‘Jogos’. O cliente daquele projeto que tava parado ligou? Diminuo a cerca ‘Projeto atual’, e aumento a ‘Projeto X’. E por aí vai. Tudo isso, num programa estupidamente leve.

Outra feature interessante do Fences: com dois cliques no mouse todos os ícones some. Mais dois cliques, e ele voltam.

fences03

Mas, e se eu não quiser que alguns ícones/cercas sumam? Há uma opção para criar exceções. Assim, ao clicar duas vezes, apenas os ícones/cercas selecionados são exibidos na tela:

fences04

Tudo isso, num programa levíssimo, compatível com Windows XP, Vista e Windows 7. Se o Windows 7 já tinha umas features visuais impressionantes, o Fences veio para aumentar a produtividade de vez. Dificilmente precisarei criar bilhões de pastas na Área de Trabalho a partir de agora. É só montar minhas cercas! :)

GraveHeart no Campus Party

Por , 14 de janeiro de 2009 11:09

logocpbrasilRolando a partir do dia 19 de Janeiro (isso, semana que vem), a Campus Party, maior evento nerd/geek/tecnológo do ano promete uma revolução ainda maior que o ano passado, com convidados ilustres, palestras animais, e uma área de games que, se Deus existir, terá um arcade com Street Fighter IV :P

Dentre todos os eventos, eu estarei coordenando uma oficina que a príncipio pode não ser de interesse geral dos blogueiros mais afiados, mas que com certeza será útil para blogueiros iniciantes, empresas, profissionais da área, e campuseiros de outras áreas que não tenham um blog e queiram aproveitar para criar um.

Assim, na Quinta-feira, às 10 horas dia 22 de Janeiro de Nosso Senhor, a oficina “Oficina – Como criar um blog: ferramentas” estará rolando no palco da área de blogs. Ministrado por esse que vos fala.

A quem se destina a oficina sobre como criar um blog?

  • Usuários que não tenham um blog e não saibam como criar um;
  • Usuários que já tenham um blog, mas tenham dúvidas sobre as principais plataformas ou ferramentas para blogar;
  • Usuários que busquem plataformas diferentes do WordPress ou Blogspot;
  • Empresários que estejam pensando em criar um blog para sua empresa ou negócio, e querem aprender sobre a ferramenta;

A quem NÃO se destina a oficina sobre como criar um blog?

  • Profissionais que conheçam a fundo não apenas UMA, mas várias plataformas de gerenciamento de conteúdo;

Ou seja: a meta da oficina é não ficar preso ao “café com leite” óbvio de como criar blogs, mas mostrar diversas plataformas (da mais simples à mais avançada) para a criação de um blog, assim como ferramentas úteis para tornar a experiência de blogar mais rica e interessante. Uma oficina interessante até mesmo para pessoas que já tenham blogs. :)

Anotem em suas agendas, separem o caderninho de anotações, levem o notebook, criem um tag no twitter e divirtam-se. Quanto  mais pessoas forem, mais minha timidez irá atacar, o que poderá gerar bons momentos. :)

Instalação do Windows 7 Beta 1 – Como NÃO fazer!

Por , 12 de janeiro de 2009 13:34

Como todos já devem saber, a Microsoft liberou o ISO do Windows 7 beta 1 e eu, movido pelos ótimos reviews sobre o sistema, não pude deixar de tentar mexer no bicho.

Legal, colocar o sistema numa máquina virtual e ver como ele se comporta é divertido, mas como seria em um ambiente real, de preferência em uma máquina não tão nova assim, que reconhecidamente não roda o Vista[bb] direito? Pensando nisso, levei o .iso pra casa dos meus pais, onde aguardava o meu Athlon 1700+ com 1GB de RAM, placa mãe ECS, vídeo NVIDIA[bb] 5200 de 128MB e placa de som Sound Blaster[bb] 5.1 (de longe, o hardware mais caro de todo o equipamento). Pra mim, seria o máximo: é muito legal testar um novo SO em uma máquina nova, mas e em um modelo bem mais antigos, com hardware que quando muito roda bem o Windows XP? Daria um ótimo post no blog, não?

Talvez, se TUDO E MAIS UM POUCO não tivesse dado errado!

Logo depois de me certificar que todos os arquivos pessoais já estavam devidamente salvos em outro HD, fiz o boot e comecei o processo de instalação. OK, demorou um pouco, nada de mais, e o Windows 7 beta 1 iniciou em todo o seu esplendor. Só que sem o driver de som, sem driver correto de vídeo (usava um nvidia default que CLARAMENTE não usava todo o potencial da placa…), e sem reconhecer o monitor, me deixando com uma bem desagradável resolução de 1024×768 – no meu lcd de 19′‘, isso é de doer.

Antes de mais nada, uma ressalva: apesar de todos os problemas que vou relatar agora, o sistema me impressionou MUITO. No XP, ainda havia um atraso quando eu mandava abrir uma janela do explorer. No Windows 7, era quase instântaneo. A navegabilidade do menu iniciar também melhorou bastante, e não duvido que eu passaria a usar esse sistema como padrão se os problemas relatados não tivessem acontecido…

Bom, primeiro, o monitor: não encontrei qualquer forma de selecionar manualmente o modelo do meu LCD, então a única forma foi caçar o CD de instalação do monitor e rodá-lo. Só que o Win7 não reconheceu o driver do monitor. Por mais que eu tentasse, a resposta era sempre a mesma, dizendo que o monitor default já estava atualizado, ou que a instalação não seria possível (caso eu tentasse acessar o driver diretamente do CD).

OK, então vamos ao segundo item mais importante: o som. Coloco o CD de instalação da SoundBlaster na bandeja, espero o autorun, seleciono somente a instalação do básico, e, bem no meio da instalação… BSOD! Uma tela azul da morte linda, daquelas que reiniciam seu computador sozinho, faz o Windows perguntar se você quer iniciar o sistema normalmente ou em modo de segurança, trava o sistema DE NOVO, e aí entra em uma espécie de recovery mode, que aí sim resolve o problema e faz o Windows iniciar normalmente! Obviamente, a mula aqui tentou fazer isso umas três vezes, cada vez selecionando opções diferentes no instalador da SoundBlaster, só pra ver o sistema morrendo em todas as vezes…

Legal, então eu já não tinha monitor em resolução decente e nem som. Me faltava a última alternativa: configurar a internet e baixar drivers para tentar resolver esse problema!

Quem acompanha o blog há algum tempo deve saber que recentemente cancelei o meu Speedy, o que me deixava apenas  com o TIM WEB na casa dos meus pais, em modo EDGE, mas melhor que nada. Como o meu modem não está muito legal, resolvo usar o meu novo Nokia 6120 para me conectar. Mas para isso, seria necessário instalar o Nokia Pc Suite, que…. NÃO INSTALA! Em um primeiro momento, o instalador diz que o SO não é reconhecido, e logo depois a instalação começa normalmente, só para me dizer no meio da instalação que eu não tinha os privilégios de administrador (e, antes que alguém pergunte: SIM, eu tinha privilégios de administrador…).

Faltavam poucas opções, a não ser o software do TIM WEB, que… bem, nessa altura do campeonato, nem devo dizer que foi um FAIL gigante, né? Ou seja, no final das contas, eu tinha um SO hiper-rápido, leve e cheio de novidades, mas em uma resolução sofrível, sem som, e sem internet. Ah, e sem qualquer possibilidade de rodar filmes ou séries (99% do uso que estou dando para esse computador…).

Depois de três tentativas de reinstalação, acabei apelando para a única alternativa possível: um CD de instalação do Ubuntu 8.1 que, muito embora tenha brigado com minha placa de som (o que me faz pensar se isso não seria inveja das outras peças…), reconheceu o celular como modem e me permitiu conectar na internet. Isso, 1 hora antes de voltar pra São Paulo, o que me deixou com pouquíssima coisa pra fazer, além de desligar tudo e deixar pra fazer os ajustes na próxima semana.

Longe de mim dizer que o meu fracasso está unicamente no Windows 7, mas foi interessante perceber o quanto o sistema está dependente de internet E drivers, e  o quanto falta para que ele fique realmente utilizável (90% disso depende muito mais dos fabricantes de hardware soltarem drivers compatíveis, do que do SO em si…). Se há alguma lição nisso tudo, é poder compartilhar com vocês como NÃO instalar o Windows 7 em seu computador:

  • Nunca deixe de ter uma conexão à internet de configuração rápida e que não exija instalação de hardware. Se sua placa de rede for padrão e a internet for roteada, ótimo. É só ligar o Windows e já estará quase tudo pronto para baixar o que for necessário;
  • Nunca aceite a possibilidade dos drivers que você já possui funcionarem 100% MESMO que já haja uma versão para o Windows Vista;
  • Nunca deixe de fazer backup (OK, isso não se aplica ao meu caso, mas sempre é bom lembrar);
  • Baixe toda e qualquer atualização possível de drivers e softwares para sua máquina. Sem conexão com a internet, não há como saber se o problema está no SO, no hardware, ou na versão do software /driver que você está usando;
  • Sempre tenha um SO reserva e fácil de instalar por perto, caso nada resolva e você precise trabalhar.

Ou façam como eu, e tenham um ótimo SO que não serve pra nada no computador… :P

PS: todas as imagens nesse post são de autoria do Cobalto, que não sofreu nem metade do que eu para ter o Windows 7 instalado.  :P

Como migrar (praticamente) qualquer blog para o WordPress

Por , 8 de janeiro de 2009 15:20

Se você trabalha com blogs, seja profissionalmente ou ajudando amigos, eventualmente vai se pegar num momento em que precisa migrar blogs para o WordPress.

E, acredite, é bem provável que você acabe pegando uma ferramenta de blogagem que a) não tenha uma ferramenta de exportar posts ou b) exporte num formato esotérico só entendido por ele mesmo ou c) seja tão obscuro que o WordPress nem mesmo tenha uma opção de importação para ele. Nesse caso, não tem muito o que fazer: tivira, dá um jeito, mas tem que migrar, ou você perde o trabalho / amigo.

Já vi muitas soluções possíveis, mas a maioria envolve uso de scripts que podem (ou não) funcionar, programas desenvolvidos por europeus em idiomas que usam 99% de consoantes em todas as palavras, ou simplesmente não fazem o trabalho direito. Procurando no Google, o mais comum é encontrar a resposta “Bicho, esquece, não dá!” para a pergunta “como migrar de qualquer blog para o WordPress?” O Blogger Brasil, por exemplo: É praticamente o que o Blogspot seria, se não tivesse sofrido nenhuma digivolução desde… 2001. Nada de um sistema nativo de exportação, e ninguém tem uma forma de sair de lá.

Continue lendo 'Como migrar (praticamente) qualquer blog para o WordPress'»

Viver e morrer em Sampa

comentários Comentários desativados
Por , 1 de julho de 2008 1:02

Lembro da primeira vez que estive sozinho em São Paulo. Era em 1999, eu queria ir para um evento de anime (MangáCon, até onde minha memória permite lembrar….) e havia combinado tudo com um (ex-)amigo meu: iríamos os dois juntos para Sampa, para ver o evento, evitando assim vários possíveis problemas de segurança durante a viagem (já que, na cabeça de nossas mães, era mais difícil dois jovens morrerem do que um só, ou algo assim). Só que, no dia em que iríamos, ele resolveu ficar em casa mesmo, me deixando numa sinuca de bico: ou eu iria sozinho e encararia uma cidade em que mal havia colocado os pés em 19 anos de vida, ou deixaria para lá e passaria o resto da vida me arrependendo. Optei pela primeira opção, mas antes fui avisar minha mãe, para evitar qualquer mal entendido (como encontrar esse meu amigo na padaria, por exemplo).

Minha mãe, pessoa que sempre me apoiou, citou várias frases de encorajamento frente à minha idéia de ir ao evento sozinho. “Você vai morrer!”,Vão te sequestrar”,Vão remover todo o seu sangue em um ritual satânico” e outras frases de apoio que ela usou não foram o suficiente para que eu desistisse da minha idéia, e logo eu estava na rodoviária da minha cidade, juntando os poucos trocados que tinha guardado para aquele dia, e comprando uma passagem para aquela que seria minha primeira aventura de “adulto” (até onde um evento de anime possa ser considerado “adulto”, bem entendido…).

Foi provavelmente a viagem mais tensa que já fiz, com medo de tudo e de todos, sem ter a menor idéia de como sequer funcionava o sistema de metrô. “Ei, o meu bilhete não voltou! Por que o seu voltou???”. Felizmente, apesar de ter errado o caminho para o evento umas três vezes (e, se eu não me engano, era só seguir uma linha reta do metrô Vergueiro até lá…), a viagem transcorreu sem maiores problemas, e voltei para casa feliz por ter conhecido uma parte dessa cidade gigantesca.

Continue lendo 'Viver e morrer em Sampa'»

Panorama Theme by Themocracy