Em saudosa memória, Geocities
Lembro ainda hoje o dia em que criei meu primeiro website – Era 1997, minha irmã tinha criado uma conta pra se conectar na internet (tudo vinha em um disquete, vejam só), e eu resolvi que teria uma homepage.
Depois de ler uma matéria na Info Exame mostrando como criar um ‘Website MATADOR em cinco minutos” mostrava lá: Geocities era o melhor dos hostings gratuitos testados, apesar da URL gerada ser bizarra. Na época, todos os sites no Geocities pareciam com endereços: era algo com estados, cidades, ruas, números e tal. Bizarro. Mas mesmo assim, fui lá e criei. Cara, eu tinha UMA HOMEPAGE!
Abri meu Frontpage Express e comecei a bolar a página. Um frame do lado esquerdo, mostrando o menu, e o conteúdo do lado direito. Cada página com um layout diferente, mas até aà era normal na época. Em termos de conteúdo, era mais ou menos o que esse blog é hoje: uma bagunça – tinha uma seção de anime, quadrinhos, séries de TV, informática, e… poemas. Sim, eu fazia essas paradas, coisa e tal.
Na escola, eu era o cara. Pô, eu tinha uma HOMEPAGE, cara! Não funcionou pra pegar mulher, mas serviu para me dar alguma moral. Tá certo, eu tinha que andar com a URL anotada numa folha de papel, mas era legal mostrar pros amigos e parentes.
O resto, apelando para clichês, é história: do Geocities para um domÃnio próprio rodando Php-Nuke, para o blogspot, para largar tudo depois, para voltar nesse blog que vocês estão lendo. Ou seja: tudo começou lá, no Geocities. Era um serviço tosco, simples de tudo, rodava no máximo uns CGIs, mas para a época (final da década de 90) era um dos melhores hostings gratuitos existentes.
Engraçado como um site teve tanta importância não só na minha vida, mas na de várias pessoas. O Geocities foi o embrião não apenas para mim, mas para muitos blogueiros famosos (e outros nem tanto). E imagino que a maioria deve ter sentido a mesma tristeza e saudosismo que senti ao ver a notÃcia de que o Yahoo está gradativamente fechando o Geocities, com uma nota dizendo que o serviço poderá fechar até o final do ano. Triste. Sinto-me como se um velho amigo estivesse morrendo.
Não tenho nenhum backup do conteúdo que criei lá. Nem mesmo lembro o endereço. Muito menos o nome de usuário e a senha. Talvez ainda esteja tudo lá, do jeito que deixei, com os frames, o código porco que o Frontpage Express criava, e os textos que escrevi há mais de dez anos. O embrião do que eu viria me tornar, muito tempo depois. Uma pena que isso vai sumir em tão pouco tempo. Uma pena que o melhor hosting da época da “Web 0.1 beta” esteja morrendo, vÃtima da evolução natural da tecnologia. De supersite para criar sites MATADORES na web para elefante branco, e muito em breve para ser apenas um verbete qualquer na história da internet pré-histórica.
Vá com Deus, Geocities. Você ajudou a criar muitos dos que estão aqui hoje. E viverá sempre em nossos corações.

Rapaz… confesso que parece a minha historia =)
A diferenca eh que não mantive algum site, ate se tornar algo grande, soh tive projetos de sites =P
Adeus geocities, te vejo na wikipedia =P
Época muito boa aquela. Mecanismos de busca toscos que nos obrigavam a gatar dinheiro em revistas para sabermos de alguma novidade ou algum site interessante. Não sei se vocÊ lembra mas havia um mercado de revistas com sites separados por categoria. Os endereços na sua maioria não eram nada amigáveis. Também criei um “site” na geocities e achava o máximo, hoje também não me recordo de nada. Mas valeu a pensa com certeza.
E o conteudo, o que sera feito dele?
Ate hoje ainda tem muita pesquisa do google que acha conteudo muito bom (em um layout ridiculo, diga-se de passagem) hospedado no velho geocities.
Engaçado que eu comentei sobre isso a pouco tempo com alguem =/
(sem acentos, testando o ubuntu 9.04)
É cara tb tive minha página lá. E lembro do endereço que coloquei num post ontem no meu blog.
Tirei o blog do ar em 1999 e é só oque dá para ver na Wayback Machine.
Acho que vai ficar lá para sempre…
Uma pena vc não lembrar o endereço poderia ver se está pelo menos na Wayback Machine… Se lembrar me avise.
Meu site hoje é bem grandinho, mas começou no Geocities.
Até hoje mantenho no ar a primeira versão no endereço original:
http://www.geocities.com/Paris/1997/
Senti a mesma nostalgia que você.
Os anos 90 já começam a virar passado distante.
Daqui a pouco a gente vai dizer “lembra dos Raimundos?”.
@inagaki mais um saudosista? http://www.guravehaato.info/vidinha-besta/em-saudosa-memoria-geocities/
O tributo de @graveheart ao agonizante Geocities: http://migre.me/Fip Aliás, um dia preciso escrever um texto sobre o finado Audiogalaxy.
Geocities para sempre no meu coração. RT: @inagaki: Tributo de @graveheart ao agonizante Geocities: http://migre.me/Fip
RT @gustavodrums Geocities para sempre no meu coração. RT: @inagaki: Tributo de @graveheart ao agonizante Geocities: http://migre.me/Fip
Nostalgia total. A trajetória foi igual à minha. RT @inagaki: O tributo de @graveheart ao agonizante Geocities: http://migre.me/Fip
RT @inagaki tributo de @graveheart ao agonizante Geocities: http://migre.me/Fip
[...] relacionada ao Geocities para contar. A minha acabou em casamento, e foi outra, afinal de contas, escrita pelo Graveheart, que me motivou a também colocar os dedos em ação, e a plagiar, descaradamente, a frase final do [...]
Cara, você vai ter que me desculpar pelo plágio, mas é que lendo seu texto eu me lembrei de uma história pessoal, e mandei ver em um post lá no meu blog.
Para mim o Geocities vai deixar saudades eternas, também…
Caramba, eu também tenho esse carinho todo pelo Geocities. Também comecei lá! E eu lembro do meu endereço e da minha senha.
http://www.geocities.com/SoHo/Lofts/5867
Mas ele não existe mais. É uma pena, eu queria poder rever todos os GIFs animados que eu usei no layout daquelas páginas de mais de dez anos de idade.
Geocities + cjb.net era o must no final dos anos 90, inÃcio dos 2000.
Cara, a boa e velha revista WEB, filha da Info Exame! Claro que lembro, peguei muitas emprestadas do meu primo.
Ubuntu 9.04… preciso atualizar!
Sobre o conteúdo, o Yahoo está avisando a todos para migrar as páginas para outros serviços, mas nada foi explicado sobre o conteúdo ‘sem dono’ disponÃvel lá.