O dia em que a bola dragão salvou a minha infância…
Graças ao DC++, fui (e ainda sou!) capaz de baixar vários episódios de séries antigas, coisas que eu via na minha infância, quando ainda sonhava, acreditava, possuia uma esperança infinita.
Changeman é uma dessas séries, maravilhosa por si só. Ao assistir os episódios, vou relembrando todas as vezes em que eu sentava em frente à única televisão da casa para assistir a um episódio novo (ou reprise, vá lá…). E vibrava a todo momento, adorando todos aqueles monstros, todas as histórias, e tudo o mais. Eram bons tempos.
Hoje, é tudo bem diferente. É impossível não assistir a um episódio como o “A bola dragão salva a humanidade” ou “A Fúria de Sayaka” sem ficar pegando vários detalhes bobos a cada cena. Não estou falando das coisas óbvias, como efeitos especiais toscos ou o absurdo de atacarem sempre com apenas UM monstro. Estou falando de coisas maiores, detalhes que você só pára pra pensar quando cresce. Tipo, pra que diabos usar a tal “bola dragão” com o intuíto de acertar no olho do monstro, se haviam pelo menos umas trocentas maneiras de fazer isso? (Não consigo parar de imaginar no mais canhalha, os quatro seguram os tentáculos enquanto o Dragon atira com a Dragon Bazuca….). Claro, toda a magia do episódio sumiria com isso, mas eu não consigo parar de tentar usar a lógica quando vejo esses episódios.
Crescer é foda, toda a magia some e você acaba preso em um mundo de regras e lógicas bem definidas.
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Desde que joguei fora a estante velha por culpa dos cupins, todas as minhas revistas estão espalhadas pelo quarto. Numa dessas, acabo sempre pegando umas edições antigas que estavam perdidas pra ler. O engraçado foi descobrir que uma das histórias do Homem Aranha que eu mais gostei de ler quando moleque, “O Assassinato de Jean DeWolff”, foi escrito por um dos escritores que eu mais respeito, Peter David. Nunca havia percebido isso, até uns…5 minutos atrás.

Realmente, depois de amadurecer vc começa a perceber coisas que antes não conseguia. Existem desenhos tão bobinhos, e hj em dia os “marmanjões” falam mal por tds os lados, mas não entendem que aquilo foi desenvolvido para um público infantil e não para eles.
Bom é relembrar a infância… eee tempinho feliz que não volta mais :/